Volume I, Capítulo 115: Soltou um suspiro

Catástrofe Global: Construindo um Veículo de Guerra Lendário desde o Início Neste lugar, a delicadeza floresce. 2537 palavras 2026-03-26 06:52:08

— Ah... — o homem suspirou, a voz carregada de um leve pesar —. Esse bando é um verdadeiro desperdício, mas com a carne e o sangue daqueles caçadores de zumbis e dos próprios mortos-vivos, o Rei dos Mortos deve conseguir se recuperar totalmente.

Após uma breve reflexão, ele perguntou:

— Qual o estado dos ossos do Rei dos Mortos?

— Informo, meu senhor, que estão preservados em noventa por cento, apenas as vértebras cervicais estão fragmentadas.

O homem assentiu:

— Está razoável, dá para usar.

— O desastre está chegando, a disposição de Hua Qing e do Templo em breve se revelará, precisamos agir rapidamente.

— Se quisermos uma fatia desse mundo repleto de recursos, temos que estabelecer nossa própria influência cedo.

Nesse momento, a figura oculta sob a capa de chuva falou, sua voz etérea e indistinta, com um leve tom mecânico.

— Meu senhor, você parecia admirar bastante Kong Yi. Por que não o convida para se juntar a nós?

A expressão do homem não demonstrava emoção. Após um momento de silêncio, respondeu lentamente:

— Os segredos que Kong Yi guarda são muito mais profundos do que imaginamos.

— Ele está profundamente envolvido com Hua Qing, não dá para dizer se é amigo ou inimigo. Você acha que os agentes Um e Dois estarem perto dele é mera coincidência?

— Tudo foi planejado desde o início...

Nas encostas do Monte Xi, no posto de registro.

— Ufa... — de repente, o agente Dois soltou um suspiro, e seu corpo tenso relaxou aos poucos.

Kong Yi, que estava com o coração suspenso, sentiu-o voltar ao seu lugar.

— A sensação de vigilância desapareceu, essa pessoa deve ter deixado o Monte Xi — parou e, através da névoa da chuva, olhou para metade da montanha.

Embora não conseguisse localizar com precisão a pessoa que espiava através do poder mental, sua alma aguçada permitia-lhe sentir a direção aproximada da origem da vigilância.

Finalmente, confirmou: o adversário estava ali, na encosta, observando silenciosamente.

Vendo a linha de contenção conhecida a poucos metros, Zhao Ninghe sentiu uma inexplicável sensação de segurança.

Porém, Kong Yi percebeu algo estranho — um cheiro adocicado e metálico, como sangue oxidado, fez suas sobrancelhas se franzirem.

Ele ficou em silêncio por um momento, voltou-se para o agente Dois e perguntou:

— Vocês foram os responsáveis pela morte?

— Nada a ver comigo — respondeu o agente com indiferença, como se falasse de algo que não lhe dizia respeito —. Foi Sun Boyong e os sujeitos dos experimentos.

— Eu só cuidei de hipnotizar os moradores nas proximidades.

Kong Yi permaneceu calado, não havia tristeza, mas um misto de resignação e melancolia.

Ainda se lembrava vagamente do chefe do posto de registro, um homem de fibra, que encontrou ao subir a montanha.

Costumava ser taciturno, falando pouco, às vezes trocando algumas palavras com os caçadores de mortos-vivos.

Talvez fosse o pilar da sua família, com uma esposa que preparava as refeições esperando-o em casa — e que recebeu a notícia da morte do marido.

Para um observador externo, poderia ser apenas uma notícia triste, mas para a família daquele homem, foi o começo do fim do mundo.

O desastre era como um redemoinho: quem caía nele, um simples mortal, jamais deixava ossos.

— Ah... — Kong Yi suspirou, cruzando a linha de contenção junto aos outros.

— Ding... — ao mesmo tempo, um som de notificação soou.

— Parabéns, hospedeiro, missão concluída: resgatar a equipe Lobo Errante.

— Grau de conclusão: 90%, recompensas: prótese mecânica (proteção cardíaca), expansor de espaço, sementes de plantas aleatórias (2 unidades), 1000 pontos de experiência.

— Voo suspenso +1, combate corpo a corpo +2, espiritualidade +1...

Kong Yi estava prestes a conferir suas conquistas quando uma segunda notificação surgiu.

— Ding...

— Parabéns, hospedeiro, missão concluída: caçar o Rei dos Mortos, dificuldade: D.

— Grau de conclusão: 60%.

— Como a morte final foi causada por Sun Boyong, parte da recompensa foi descontada: experiência reduzida em 30%, atributos aleatórios reduzidos em 20%.

Caramba, na caçada ao Rei dos Mortos, ele foi o principal causador do dano, e Sun Boyong só deu o golpe final — um único abate vale 40% da missão?

Sistema lixo, roubando minhas recompensas...

— Ding...

— Insulto ao sistema, deduzidos 20 pontos de experiência.

Droga, que absurdo!

Apesar da raiva, Kong Yi sabia que a decisão final era do sistema, então mesmo que perdesse toda a experiência, não recuperaria as recompensas.

O criador dessa coisa devia ter algum distúrbio psicológico.

Enquanto Kong Yi estava inquieto, outra notificação soou.

— Ding...

— Por escolha aleatória do sistema, a recompensa desta missão é: Poção de Elevação Espiritual (aumenta poder mental), Olho de Hefesto (consumível único), 800 pontos de experiência.

— Espiritualidade +3, combate corpo a corpo +1, constituição +2...

Ufa... pelo menos a poção ainda estava lá, e o Olho de Hefesto não foi descontado.

Sabendo que a habilidade Corte de Alma pode destruir o espírito do Rei dos Mortos, Kong Yi compreendia a potência dessas recompensas consumíveis.

Em termos de explosão de poder, o Corte de Alma pode eliminar instantaneamente tudo que ele recebeu até agora.

O espírito do Rei dos Mortos tem 207 pontos, mas foi derrotado sem resistência pelo Corte de Alma. Segundo a conversão de poder, 50 pontos de espiritualidade equivalem a 100 pontos de força.

Isso significa que o golpe do Corte de Alma pode eliminar um inimigo com força de combate equivalente a 400 pontos.

Mas...

Eu tenho o retorno no tempo e a prótese mecânica para órgãos internos.

Na prática, essas recompensas do sistema elevam muito minha força de combate.

Porém, com meu instinto de sobrevivente, prefiro os dois últimos itens.

Afinal, seja o retorno no tempo para quarenta minutos atrás ou a prótese de baço, são artefatos divinos para manter a vida.

Com eles, minha jornada pelo desastre será muito mais segura.

Droga, sempre sinto que esse sistema quer me levar direto para a morte.

— Insulto ao sistema, deduzidos 20 pontos de experiência.

Kong Yi silenciou instantaneamente.

Logo depois, a notificação soou novamente.

— Ding...

— Considerando que esta é a primeira vez que o hospedeiro tem recompensas descontadas, o sistema manterá temporariamente o retorno no tempo e a prótese mecânica para órgãos (baço).

— Ding...

— Parabéns, hospedeiro, primeira conclusão de missão nível D, recompensas: 1000 pontos de experiência, cartão de cópia de habilidade (especificado), dois cartões de cópia de habilidade nível D (aleatórios).

Cartão de cópia de habilidade... o que seria isso?

Curioso com o nome novo, Kong Yi abriu o espaço de itens e olhou para dois cartões pendurados num canto.

Com o pensamento, leu as descrições que surgiram automaticamente.

— Cartão de cópia de habilidade: consumível único de ferramenta, ao usar copia aleatoriamente a habilidade de outra pessoa.

— Classificação do consumível: D (baixo, médio, alto), C (especial, especialista), B (mestre, guru), A (sagrado), S (divino).

— Nota: cartão de cópia especificado permite copiar uma habilidade conhecida de um alvo escolhido.

Caramba!

Depois de ler, Kong Yi ficou extasiado: esse cartão é praticamente um bug.

Além disso, não havia prazo de validade, o que significa que a habilidade copiada pode ser usada para sempre.

Não é uma versão enfraquecida do devorador?

Principalmente o cartão que tenho, que permite escolher a habilidade — quando vir alguma habilidade invejável, é só copiar direto. Que emoção!