Volume I Capítulo 31: Fenômeno Extraordinário

Catástrofe Global: Construindo um Veículo de Guerra Lendário desde o Início Neste lugar, a delicadeza floresce. 2490 palavras 2026-03-04 17:05:04

— E não é só isso, também precisamos armazenar suprimentos médicos e alguns itens de uso diário.

Após explicar isso para Yao, Kong Yi entrou na loja e perguntou:
— Dono, quantas caixas de macarrão instantâneo você ainda tem?
— Cerca de seis ou sete mil — respondeu o comerciante, desanimado.
— Certo, quero todas. Carregue no caminhão, o endereço é...

Ao ouvir isso, o olhar do dono se iluminou de imediato e ele rapidamente chamou seus funcionários para ajudar.

Kong Yi tomou um gole do chá que um dos homens lhe ofereceu e instruiu:
— Quando entregar, não se preocupe em descarregar, basta pedir para o motorista voltar para casa e buscar o caminhão apenas no dia seguinte.

Ele fazia isso porque não precisava descarregar nada; assim que chegasse ao destino, Kong Yi guardaria tudo em seu espaço de armazenamento.

O comerciante ficou um pouco confuso, mas não questionou. Afinal, clientes assim não apareciam todos os dias.

Deixando o mercado de alimentos, Kong Yi foi ao mercado de variedades, repetindo o mesmo procedimento.

Quando terminou, já era quase noite. Yi, com uma sacola de lanches na mão, puxou a manga de Kong Yi:
— Estou com fome...

Observando a menina, Kong Yi ficou curioso. Aparentemente, desde o almoço ela não parara de comer petiscos, e agora estava com fome de novo?

Ele se abaixou um pouco para ficar na altura dela e afagou seus cabelos.
— Tudo bem, vamos jantar.

A noite havia caído, as luzes brilhantes cobriam as ruas, ofuscando o brilho da lua e das estrelas.

Após conversarem, os três decidiram comer fondue, escolhendo naturalmente o restaurante Brisa Pura. Era uma boa ocasião para Kong Yi visitar o velho Zhao e trocar piadas.

— Ei, Kong Yi, olha ali — disse Yao de repente.

Kong Yi seguiu o olhar dela para uma rua cheia de bares. Diante de um deles, ele viu uma conhecida.

— Shi Qing?

Kong Yi franziu levemente a testa ao reconhecer a mulher, que chorava copiosamente enquanto discutia com alguém.

O interlocutor era justamente o dono do carrão que ele vira outro dia no Brisa Pura.

— Você não disse que ia terminar com sua noiva para ficar comigo? Agora vem me dizer que vai se casar? — Shi Qing bloqueava o caminho do carro, olhos cheios de lágrimas.

O homem, aparentemente impaciente, pisou no acelerador.

O rugido do motor ecoou estrondoso, levantando poeira e assustando Shi Qing, que cambaleou para o lado enquanto o homem partia sem olhar para trás.

Shi Qing gritou atrás do carro:
— Canalha! Seu miserável!

Após esse espetáculo, os três pegaram um táxi direto para o Beco do Jardim.

No carro, Kong Yi não pôde deixar de expressar surpresa.

Yao perguntou:
— E isso... vamos contar para o velho Zhao depois?

Kong Yi ficou pensativo e suspirou:
— Melhor não. Nessas coisas, opinião alheia não adianta.

Zhao Ninghe não era bobo; pelo contrário, era esperto. Ele percebeu, naquele dia, como Shi Qing realmente era.

Mas sentimentos são assim: às vezes não temos controle, tudo resulta das próprias escolhas.

Em resumo, se ele quer bancar o tolo, ninguém pode impedir.

Que estupidez...

Resmungou consigo mesmo e disse:
— O desastre está prestes a chegar. Depois disso, tudo isso será irrelevante.

— Verdade... — Yao concordou.

No Brisa Pura, o movimento continuava intenso. Zhao Ninghe, após delegar tarefas aos funcionários, sentou-se para beber com Kong Yi.

Em pouco tempo, Kong Yi já estava meio tonto após quatro ou cinco garrafas de cerveja.

— Kong, ultimamente você anda sumido. No que está tão ocupado? — Zhao perguntou.

Percebendo o tom insinuante, Kong Yi respondeu:
— Estou comprando suprimentos. Se tem algo a dizer, vá em frente.

— É que... — Zhao levantou o copo, brindou com Kong Yi e disse: — Estou pensando em expandir o restaurante, o que acha de entrarmos juntos nessa?

Vendo o brilho esperançoso nos olhos dele, Kong Yi sorriu:
— Por que esse interesse repentino?

Zhao riu, o rosto rechonchudo corando:
— É que... Shi Qing disse que quer casar comigo no final do ano.

Nesse instante, Yao, que tomava suco, engasgou e espirrou a bebida no rosto de Kong Yi, corando de vergonha.

— Está tudo bem? — Zhao estendeu um copo d’água para ela, preocupado.

Kong Yi, resignado, limpou o rosto com um guardanapo ao invés de lamber o suco escorrendo.

Então Zhao comentou, meio acanhado:
— Para ser sincero, fiquei emocionado por Shi Qing ter mudado de ideia.

Ao ouvir isso, Kong Yi quase engasgou com o pedaço de carne e só conseguiu engolir após um gole de cerveja.

Ah, essa “mudança de ideia” era, na verdade, falta de opção...

Mas Kong Yi apenas pensou isso. Após se recompor, disse:
— Zhao, confia em mim?

— Claro...

O tom era estranho, mas o olhar sério fez Zhao prestar atenção.

— No dia dois de agosto, o desastre chegará e o mundo acabará — Kong Yi deu-lhe um tapinha no ombro — Venda o restaurante agora e use o dinheiro para estocar suprimentos.

Vendo a expressão séria, Zhao engoliu as palavras que ia dizer.

— Kong, está falando sério?

Kong Yi mostrou o contrato de venda do apartamento no celular:
— Estou, veja, aqui está o contrato de venda. Agora estou morando na garagem e, assim que o desastre chegar, mudarei de lugar.

— Esqueça essas preocupações, venda sua casa e o restaurante, transforme tudo em suprimentos.

Depois, Kong Yi explicou o tempo e a situação do desastre...

Zhao olhou para os dois à sua frente. Yao continuava tomando suco e Yi se deliciava com as tripas no molho picante, ambos sem surpresa com o que Kong Yi dizia.

Será verdade?

Discretamente, Zhao conferiu a data no celular — não era primeiro de abril.

Assim, mergulhou num ciclo de dúvidas sobre o mundo e sobre si.

Após comerem e beberem, Kong Yi pagou a conta enquanto Zhao permaneceu sentado, atônito.

Ao retornar ao antigo condomínio, logo ao entrar pelo portão, Kong Yi viu filas de carros estacionados ao lado do corredor.

Despediu-se de Yao e foi ao depósito. Ainda eram dez horas, cedo demais, e havia muita gente por perto — não era hora de conferir a mercadoria.

Além disso, seria a primeira vez que usaria o espaço de armazenamento e não sabia o que poderia acontecer. Se alguém visse, no dia seguinte estaria nos assuntos mais comentados.

Contando a partir de amanhã, faltariam dez dias para o desastre. Ele não queria problemas desnecessários nesse período.

Em casa, alimentou a planta carnívora faminta e cuidou do girassol tristonho, regando e adubando as raízes.