Volume I Capítulo 21: Impacto

Catástrofe Global: Construindo um Veículo de Guerra Lendário desde o Início Neste lugar, a delicadeza floresce. 2549 palavras 2026-03-04 17:04:56

— Sistema, iniciar varredura...

Um som metálico soou e, após alguns minutos, a tradução do arquivo para o chinês apareceu diante dos olhos de Kong Yi.

Nada mal esse recurso. Vai ser útil para assistir a filmes estrangeiros, seja dos Estados Unidos, do Japão ou da Coreia.

Mas o que ele viu na tela o deixou em choque.

O documento detalhava os objetivos principais do laboratório e apresentava os projetos de pesquisa mais recentes.

Como Kong Yi suspeitava, Hua Qing conduzia experimentos de edição genética, recombinando genes humanos com genes de outros seres vivos para criar um exército de mortos-vivos capazes de ressuscitar.

As cobaias da categoria ACE eram os próprios zumbis, enquanto as da categoria SP funcionavam como reforços.

Nos estudos anteriores, o laboratório não conseguia aprimorar novamente os experimentos ACE, então optaram por outro caminho: utilizar o efeito colateral das neurotoxinas dos experimentos SP para intensificar os ACE, que haviam alcançado um impasse em suas pesquisas.

No entanto, esse método apresentava uma grande desvantagem: os ACE que recebiam a neurotoxina tinham noventa por cento de chance de entrar em um estado de fúria sanguinária, massacrando indiscriminadamente qualquer ser vivo ao redor.

Isso contrariava completamente o propósito original de se cultivar os experimentos ACE.

Os pesquisadores de Hua Qing, então, dividiram-se em dois grupos: os radicais, que defendiam o uso dos SP para fortalecer os ACE, e os conservadores, que preferiam manter a pesquisa tradicional.

O descontrole dos experimentos SP, bem como a crise atual, eram obra dos radicais.

Eles planejavam liberar todos os experimentos SP no laboratório, injetar os ACE indiscriminadamente e deixá-los se destruírem mutuamente.

O único sobrevivente seria o mais forte... o espécime perfeito, dotado de inteligência!

Ao ler isso, apenas uma palavra veio à mente de Kong Yi: “criação de monstros pelo método de seleção”.

A recente ampliação das contratações visava justamente aumentar o número de experimentos ACE, elevando assim as chances de sucesso.

O arquivo que Kong Yi segurava fora deixado pelos conservadores. Nele, estava registrado que eles haviam desenvolvido uma nova neurotoxina SP, mais adequada aos ACE.

O resultado dessa pesquisa prometia reduzir a chance de fúria sanguinária para sessenta por cento, e as amostras do produto estavam armazenadas ali.

O som dos instrumentos químicos tornou-se subitamente agradável aos ouvidos.

Kong Yi olhou para as duas seringas no aparelho; o líquido avermelhado parecia emitir um brilho tentador, como o de Pandora.

Aquelas eram as duas amostras mencionadas no documento.

Enxugando a saliva no canto da boca, Kong Yi aproximou-se e, com todo cuidado, pegou as duas seringas.

Segundo seu entendimento, aquilo era o protótipo do soro genético, e numa versão potente.

O soro comum já seria capaz de elevar sua força de um nível abaixo do normal para cinquenta e dois pontos.

Na versão forte, o efeito deveria ser aterrador — talvez, depois de usá-lo, seus dados físicos se equiparassem aos dos monstros lá fora.

De repente, um estrondo terrível ecoou junto à porta.

Kong Yi espiou pela janela e viu a porta de liga metálica tremer furiosamente, com partículas de poeira caindo das rachaduras.

— Essa porta... deve ser resistente o suficiente, não?

Após ponderar, ele guardou as seringas no inventário e correu para se abrigar junto à porta.

Bang! Bang! Bang!

Marcas irregulares começaram a surgir no metal, e a porta já demonstrava sinais de deformação.

A capacidade de aproveitamento corporal daquele monstro devia ser próxima de cem por cento, caso contrário, jamais conseguiria danificar uma porta dessas.

Com o tempo, a barreira não resistiria.

Kong Yi mirou nos aparelhos de teste ao lado e, de repente, teve uma ideia.

— Sistema, você ainda consegue controlar os terminais daqui?

— Consigo.

Com a resposta afirmativa, Kong Yi respirou aliviado e instruiu:

— Assim que eu chegar ao quarto andar, reinicie o sistema de defesa do laboratório.

— Sim, anfitrião.

Escondido atrás da porta, Kong Yi calculava mentalmente a frequência dos impactos do monstro.

Após alguns minutos, identificou o padrão: o intervalo entre as investidas era de cerca de três segundos.

Outro estrondo ensurdecedor.

Assim que ouviu o som, Kong Yi contou dois segundos e, rapidamente, passou o cartão no leitor do aparelho. Um bip soou e a porta se abriu.

O monstro, ao investir com toda força, não encontrou resistência e arremessou-se para dentro do laboratório.

Aproveitando-se do momento, Kong Yi correu para fora, gritando mentalmente: “Rápido, rápido, fecha a porta e prende o monstro!”

O sistema respondeu à altura: assim que recebeu a ordem, fechou a porta do laboratório.

Em poucos segundos, o monstro voltou a atacar, mas agora do lado de dentro, tentando sair.

Kong Yi fugiu pelo corredor e alcançou a esquina da escada para o quarto andar.

Então, ordenou novamente em pensamento:

— Sistema, reinicie o sistema de defesa do quinto andar.

— Sim, anfitrião.

No instante seguinte, o tiroteio automático começou no topo do prédio, enquanto Kong Yi batia à porta de um dos apartamentos do quarto andar.

Após um breve silêncio, uma voz baixa perguntou:

— Quem é...?

Era Sun Deguai.

Kong Yi respondeu:

— É o Wonen Die...

Sun Deguai ficou confuso:

— O quê...?

Após se reunirem, Kong Yi liderou os três até o subsolo. Eles já haviam vasculhado todo o prédio sem encontrar a fonte de energia reserva de Hua Qing.

Isso só podia significar que o gerador estava mesmo no subsolo, o que era compatível com a prática de muitas empresas.

Naquele momento, as criaturas de Hua Qing já haviam sido praticamente eliminadas, deixando um silêncio mórbido no edifício.

Do lado de fora, a lua cheia brilhava como um disco. A luz prateada, fria como água, invadia os corredores salpicados de sangue e vísceras.

Sun Deguai tremia de medo, à beira de um colapso mental, enquanto Yi mostrava uma calma impressionante, como se estivesse acostumada àquele cenário de horror.

Vendo a menina tão tranquila, Fang Yuyao sentiu um aperto no peito. Como uma garota tão pequena podia estar tão habituada a cenas como aquela?

Aos sete ou oito anos, Fang Yuyao vivia cercada de aulas de reforço e, naquela época, só sabia reclamar de sua vida.

Diante de Yi, ela percebeu que sua antiga rotina não era tão ruim assim.

A escada para o subsolo ficava na saída de emergência, onde luzes verdes de emergência tremeluziam nos azulejos.

O silêncio era profundo; os passos dos quatro ecoavam longamente pelos corredores.

Kong Yi apertava o punhal na mão, tomado por uma terrível sensação de presságio.

O que, afinal, estava errado...?

No subsolo, havia muitos depósitos. Eles os vasculharam um a um, sem achar vestígios do gerador reserva.

Só no fim do corredor, o último depósito parecia bem maior que os demais.

Um zumbido, quase imperceptível, começou a soar.

Kong Yi sentiu o coração apertar subitamente.

— Vocês ouviram isso?

Sun Deguai bocejou:

— Que foi? Tem algum barulho?

Ele sempre vivera nas trevas, então não sentia medo daquele ambiente — só um pouco de sono.

Já Fang Yuyao, ao ouvir Kong Yi, assentiu levemente.

Yi piscou os olhos e murmurou com dificuldade:

— Tipo SP...

Naquele instante, um trovão explodiu na mente de Kong Yi. Agora ele compreendia o que estava errado.

Quando entraram no laboratório Hua Qing, havia cerca de vinte funcionários com dados físicos semelhantes ao ACE-627.