Volume Um Capítulo Trinta e Quatro: Um Alvo Grande Demais

Catástrofe Global: Construindo um Veículo de Guerra Lendário desde o Início Neste lugar, a delicadeza floresce. 2619 palavras 2026-03-04 17:05:08

Mas o inseto do crepúsculo era seu verdadeiro nêmesis; a substância viscosa que ele exalava podia corroer facilmente a pele dura entre as sobrancelhas do elefante da lâmina. Depois, penetrava em seu interior para devorar o núcleo da besta...

Com o fruto da planta carnívora, ele agora podia lidar facilmente com certos organismos mutantes que eram difíceis de enfrentar.

— Ufa... — Os olhos de Kong Yi brilhavam de alegria.

Logo, ele não conteve a ansiedade e voltou-se para a outra muda verde.

— Sistema, escanear.

— Ding...

— Árvore do pão, espécie perene da família das moráceas, nível biológico — G.

— Habilidade: produção de frutos (produz um fruto a cada dois dias, capaz de saciar a fome e manter uma pessoa sem necessidade de comer por um dia inteiro).

— Nota: uma mesma pessoa só pode consumir o fruto uma vez a cada três dias.

Embora as propriedades dessa árvore não fossem tão impressionantes quanto as da planta carnívora, o que mais faltava após a catástrofe era comida.

Até que estava bom... ele sentia-se bastante satisfeito com o que havia conseguido dessa vez.

Enquanto Kong Yi se deleitava com sua boa sorte, sentiu de repente alguém puxar a barra de sua roupa.

Ao se virar, viu que quem o chamava era Um.

Com um pacote de guloseimas nos braços, Um apontou para o girassol que fareja cadáveres e, com voz hesitante, disse:

— Está se mexendo...

A princípio, Kong Yi não se incomodou muito, afinal era apenas um girassol, claro que se orientaria na direção do sol.

Mas Um insistiu que ele olhasse.

Chegando ao lado do trailer, Kong Yi espiou pela janela, observando o girassol farejador de cadáveres.

Após alguns instantes, percebeu que havia algo estranho naquele dia.

Depois de refletir rapidamente, seu coração falhou uma batida.

Era fim de tarde, o girassol deveria estar voltado para o oeste.

Porém, agora, a flor estava virada rigidamente para o leste.

Além disso, no centro, o botão floral exibia um tom vermelho-sangue, estranho e intenso, que ele não sabia quando havia surgido.

Uma sensação de terror e presságio se abateu sobre Kong Yi, inundando-o como uma onda.

Entre as habilidades do girassol farejador de cadáveres, havia uma de alarme: alertava sobre a aproximação de criaturas mutantes do tipo mortos-vivos.

Nos primeiros dias do cataclismo, os zumbis eram classificados como criaturas mutantes do tipo mortos-vivos de nível H.

As pétalas do girassol começaram a se abrir lentamente, expondo o botão central de um vermelho profundo, semelhante ao sangue.

Como uma luz de advertência, o botão piscava vagarosamente, tornando-se ainda mais escuro à medida que o tempo passava.

Isso só podia significar que o alvo do alerta do girassol estava se aproximando rapidamente!

Droga, ainda faltavam dez dias para a chegada da catástrofe. Como podia o girassol estar disparando seu alerta antes do tempo?

Essa coisa... seria confiável?

Kong Yi sentiu vontade de dar um tapa na flor, como fazia antigamente com as velhas televisões quando o sinal falhava.

“Notfor... another season...”

Enquanto se perdia em pensamentos, o toque do celular soou de repente, assustando-o a ponto de arrepiar-lhe o corpo inteiro.

Irritado, estava prestes a desligar, mas viu que quem ligava era Zhao Ninghe.

Pensou um pouco e atendeu.

— Alô, velho Kong, onde fica sua casa? — A voz descontraída de Zhao Ninghe soou pelo fone. — Esse seu condomínio parece antigo, mas tem tantas entradas e saídas que acabei me perdendo.

Kong Yi lançou um olhar ao girassol e perguntou:

— Velho Zhao, onde você está agora?

— Onde? — Zhao Ninghe hesitou, como se observasse ao redor. — Tem uma padaria chamada Fenghe por perto. Acho que entrei pelo portão leste do condomínio.

Kong Yi ficou surpreso, mas aliviado.

— Então você está indo para o oeste?

— Isso, como você sabe? — Zhao Ninghe soou confuso.

Kong Yi voltou a olhar para o girassol, que naquele momento girava lentamente do leste para o oeste.

Droga, quase me matou de susto... essa planta não serve pra nada.

Zhao Ninghe, um zumbi? Impossível.

Mas... por que o girassol estava apontando para ele?

Kong Yi não conseguia entender.

— Alô? Velho Kong, você não vai me dizer onde é sua casa? — Zhao Ninghe reclamou, meio rindo, meio desesperado.

— Ah, desculpe. — Kong Yi, distraído com o girassol, havia esquecido que Zhao Ninghe era péssimo com direções.

— Depois de passar pela padaria Fenghe, vire à direita, vá até o fim da rua, entre no beco e siga em frente com o cachorro. Saindo do outro lado, verá uma fileira de garagens.

— Beleza...

Quando estava prestes a desligar, Kong Yi ouviu, ao longe, a voz abafada de Zhao Ninghe pelo telefone.

— Ei, cara, por que você está tão perto? Droga, sua baba está caindo em cima de mim!

— Cai fora! Não sou desse tipo, se continuar assim... vou acabar batendo em você...

“Tu tu tu...”

O telefone desconectou, restando apenas o tom vazio da linha.

Baba... insinuações... As pálpebras de Kong Yi tremeram descontroladamente.

Droga, é mesmo um zumbi!

Pegando rapidamente uma faca militar de liga metálica de seu espaço de itens, Kong Yi subiu a porta do trailer e correu na direção de Zhao Ninghe.

Só então tudo ficou claro.

O alvo do girassol não era Zhao Ninghe, mas sim o zumbi que o seguia...

...

No beco.

Zhao Ninghe lançou um olhar ao homem esfarrapado, sentindo um calafrio subir-lhe pela espinha.

Aquele desgraçado vinha o seguindo desde que entrara no condomínio, e o mais repugnante era a baba que escorria sem parar de sua boca.

Zhao Ninghe praguejou mentalmente. Será que seria atacado ali mesmo? Que situação absurda...

— Uuurgh... — O homem emitiu um som gutural, cambaleando cada vez mais perto.

Do cós de suas calças pingava um líquido viscoso.

À luz fraca da lua, Zhao Ninghe notou que era vermelho-escuro, provavelmente sangue.

— Caramba, você... está bem? — Mal terminou a pergunta, viu o homem erguer a cabeça abruptamente.

O rosto estava em avançado estado de decomposição, os olhos vermelhos de sangue, o lado direito já necrosado, escorrendo pus amarelo e fétido, enquanto a pele ao redor da boca se despedaçava, revelando, pelas aberturas infestadas de larvas, parte do osso da mandíbula.

— Aaaah! — Zhao Ninghe berrou e desferiu um soco com toda força.

Bum!

O corpo do homem balançou para trás, mas logo se recuperou.

Zhao Ninghe ficou surpreso; apesar de praticar artes marciais e ter treinado boxe por anos na faculdade, e de seu soco, mesmo apressado, ter força suficiente para quebrar o nariz de uma pessoa comum, o homem apenas se inclinou e logo se recompôs.

Aquilo ainda era humano?

— Raaaah! — O homem rosnou e lançou-se sobre ele.

Zhao Ninghe se esquivou para a beirada da parede.

O homem avançou rapidamente e desferiu um soco em sua direção.

— Droga, que velocidade! — Zhao Ninghe praguejou, desviando-se para o lado.

Bum!

O punho do homem atingiu a parede do beco, estilhaçando os tijolos vermelhos.

Ao ver a parede quebrada, Zhao Ninghe sentiu as pálpebras estremecerem.

Então, o homem rapidamente trocou o soco por um golpe de mão aberta, mirando o pescoço de Zhao Ninghe.

Com pouca agilidade e um alvo grande demais para esquivar, Zhao Ninghe percebeu que não conseguiria evitar o golpe.

Inspirou fundo, abandonou a defesa e desferiu um chute no abdômen do homem.

No instante em que fechava os olhos, esperando pela morte, uma faca de liga metálica cravou-se subitamente entre os dois.

Chiiii!

Sangue fétido espirrou, e o braço do homem foi decepado.

Aproveitando a brecha, Zhao Ninghe recuou e, ao reconhecer quem havia chegado, exclamou, radiante:

— Velho Kong!

Kong Yi, com facilidade, afastou o homem para longe com um chute, voltou-se para Zhao Ninghe e, com a testa franzida, perguntou:

— Você não foi mordido por essa coisa, foi?