Volume Um Capítulo 81 Sem Cor no Rosto
Desta vez, os espécimes enviados pela Seita Hua Qing eram ainda mais fracos do que aqueles de tom avermelhado que haviam tentado encurralá-lo em frente ao Clube CATCLUB.
Então, qual seria o objetivo deles? Capturar-me ou caçar o Rei dos Cadáveres para obter o núcleo de cadáver?
Mas, seja qual for a intenção, esse grupo é bem fraco.
Enquanto ponderava, três sombras saltaram novamente da floresta escura à frente.
Kong Yi agarrou uma vértebra caudal quebrada, firmou os pés no chão, concentrou a força das estrelas nos braços e, com um movimento semicircular, desferiu um golpe com o osso que segurava.
Pum! Pum! Pum!
Após alguns sons abafados, as três sombras voaram para trás como sacos de areia rasgados, a pele e a carne abertas pelos golpes.
Ao mesmo tempo, Kong Yi sentiu uma súbita sensação de perigo e, instintivamente, se esquivou com um passo ágil.
Cinco ossos afiados, lançados da floresta à sua esquerda, passaram raspando sua orelha.
O vento cortante abriu um ferimento em seu lóbulo, e o sangue escarlate pingou no ombro.
Os olhos de Kong Yi ficaram ainda mais injetados de sangue.
— Irmão Kong, monstros como esses, no total, são oito — disse Chu Fan, encostado a um tronco, a voz fraca.
Então Yan Ningzhi também falou:
— Há... há dois...
Antes que terminasse, Zhou Yixin, ao lado, completou entre risos e lágrimas:
— Antes eu matei dois, agora devem restar seis.
Kong Yi assentiu, apertando mais forte o osso em sua mão.
Será que há um novo tipo de espécime? Caso contrário, mesmo com oito desses, com minha força atual, poderia acabar com todos sozinho.
Soltou um longo suspiro. O solo sob seus pés ruiu de repente, e ele disparou como um raio.
Quando o primeiro dos espécimes tentou se levantar, Kong Yi já estava à sua frente.
O monstro rugiu e lançou um soco; Kong Yi não recuou, bloqueou com o braço e cravou a vértebra diretamente no coração da criatura.
O órgão explodiu, jorrando sangue como uma fonte descontrolada, respingando no rosto e na cabeça de Kong Yi.
O sangue escorrendo à sua frente fez os vasos de seus olhos se tornarem uma rede ainda mais densa.
Ao ver essa cena, as pupilas de Zhou Yixin se contraíram.
Será que ele é um monstro? Como pode alguém ter ficado ainda mais forte em apenas um dia?
Olhando a silhueta magra de costas, sentiu uma sensação de segurança que nunca antes experimentara.
— É ele... só ele pode me ajudar naquilo... — murmurou Zhou Yixin, seus olhos amendoados cheios de confusão e fascínio.
Durante esse breve devaneio, Kong Yi repetiu o mesmo movimento e, num instante, abateu mais dois espécimes.
— Só restam três... — exclamou Chu Fan, com olhos brilhando de alegria, como se ele próprio estivesse no campo de batalha. Gargalhou alto: — Irmão Kong, você é realmente um monstro! Ainda bem que chegou a tempo, não tenho como retribuir… daqui pra frente, meus mais de cem quilos são seus!
Caramba... Kong Yi estava no auge da excitação de batalha, mas quase foi atingido no peito por um espécime ao ouvir as palavras de Chu Fan.
Isso é praticamente um pedido de casamento forçado, droga, não quero duelistas!
Kong Yi se recompôs e comprou uma seringa de medicamento de cura, jogando-a para Chu Fan:
— Isso vai fechar seus ferimentos rápido.
Chu Fan olhou para a seringa e, sem hesitar, aplicou-a nas nádegas.
— Ei, podia aplicar no braço mesmo — resmungou Kong Yi, não se contendo.
Em seguida, avançou velozmente, transformando a perna num chicote e estourando a cabeça de um espécime.
Enquanto o cérebro da criatura se espalhava, Kong Yi desviou para o lado, atravessando o peito de outro espécime com o punho coberto pela manopla eletromagnética.
— Só falta um.
Kong Yi flexionou levemente os joelhos e, como um leopardo, lançou-se em direção ao último espécime.
Porém, quando estava prestes a alcançá-lo, uma sombra negra saltou da floresta, cerrando o punho e desferindo um golpe direto à sua cabeça.
As pupilas de Kong Yi se contraíram; rapidamente canalizou a força do abdômen e, contrariando as leis de Newton, freou bruscamente o ímpeto.
Pum!
O punho afundou o solo, fazendo a terra úmida ceder sob o impacto.
À luz tênue da lua, quando o rosto do atacante ficou visível, os olhos amendoados de Zhou Yixin se arregalaram de surpresa.
— É... — Ela rapidamente recobrou a compostura e avisou em tom baixo: — É o mesmo monstro que degolei no quiosque de pedra.
Kong Yi então olhou para o espécime à sua frente e viu uma cicatriz recente no pescoço da criatura.
— Que diabos é isso? — seus olhos tremeram.
A técnica de assassinato das antigas artes marciais de Zhou Yixin prezava pela precisão e letalidade: se atacava, era para matar, sem falhas.
Portanto, não tinha como ela ter deixado escapar esse monstro.
Um rugido soou atrás deles, seguido por um cheiro pútrido e nauseante.
— Irmão Kong, cuidado! — alertou You Wen, aflito.
Kong Yi já havia se lançado atrás de uma árvore antes mesmo do aviso.
Pum!
Um punho acinzentado e esverdeado atingiu violentamente o tronco, fazendo a casca rachar e explodir.
Nesse instante, Kong Yi pôde ver claramente quem era.
O espécime tinha um corte aberto na cabeça e uma vértebra cravada no lado esquerdo do peito, mas a carne já cicatrizava, envolvendo firmemente os relevos irregulares do osso, como se aquela vértebra sempre fizesse parte dele.
Era justamente o primeiro espécime que ele havia matado.
Ferimentos fatais, como o coração perfurado e a cabeça destruída, seriam irreparáveis.
Mas aquele espécime, morto uma vez, estava agora inteiro diante dele.
Kong Yi começou a duvidar da própria sanidade. Se seu professor de biologia visse aquilo, certamente proclamaria ser o milagre da ciência.
— Maldição, isso é regeneração? — resmungou, sem conseguir compreender como cientistas da Hua Qing podiam ser tão insanos a ponto de criar algo assim.
Enquanto Kong Yi permanecia atônito, um a um, outros espécimes mutilados saíram da floresta.
Contou rapidamente: nem mais, nem menos, exatamente oito.
Em teoria, a proliferação celular ilimitada concederia imortalidade, mas tudo tem um limite — a menos que o que a Hua Qing criou sejam células cancerígenas em forma humana.
Todas as células passam pelo ciclo de nascimento e morte; quando as células velhas superam as novas, o corpo envelhece e morre.
Mas aqueles espécimes à sua frente tinham uma regeneração celular absurda, capaz de curar até ferimentos mortais em instantes.
Praticamente invencíveis — a não ser que fossem picados até virarem polpa, enquanto tivessem membros conectados, poderiam reviver.
Kong Yi observou os corpos mutilados dos espécimes; as feridas grotescas se moviam e fechavam a olhos vistos.
— Que diabos são esses monstros? — Chu Fan, pálido, fitava a cena, e até seu rosto feroz revelou traços de medo.
Qualquer um que visse um fenômeno tão anti-científico perderia a fé na realidade e em si mesmo.
Depois de aplicar o medicamento, seus ferimentos também cicatrizavam rapidamente, mas apenas os superficiais — e nem de longe com a velocidade assustadora daqueles monstros.
You Wen, lutando para conter o tremor no rosto, olhou para Zhou Yixin e perguntou, com voz trêmula:
— Chefe, eles também são bestas mutantes do Grande Acerto de Contas?