Volume I Capítulo 99 Repleto de Temor

Catástrofe Global: Construindo um Veículo de Guerra Lendário desde o Início Neste lugar, a delicadeza floresce. 2476 palavras 2026-03-04 17:07:31

Enquanto isso, Kong Yi ajustou a manopla eletromagnética, cerrou o punho com força e, como um rio impetuoso, a energia das estrelas de seu braço esquerdo concentrou-se toda no punho. Em seguida, desferiu um golpe avassalador!

Um jorro de sangue escapou da boca do Rei dos Mortos, que foi lançado para trás, tomado de terror nos olhos. O golpe de Kong Yi não atingiu qualquer parte ao acaso, mas sim o pulmão e o coração expostos da criatura. Não era um golpe fatal, mas ver suas vísceras atingidas de forma tão direta e desprevenida seria suficiente para aterrorizar qualquer um.

Os jovens já não respeitam mais as artes marciais.

Um zumbido sutil soou, fios de teia cortaram o ar e voaram diretamente em direção ao Rei dos Mortos, envolvendo-o por completo. A delicada e pequena silhueta de Yi começou a se revelar por entre o tênue mar de luz.

O Rei dos Mortos ergueu a espada, pronto para cortar as teias, mas, nesse instante, Zhou Yixin surgiu por trás dele, e uma adaga negra cravou-se de súbito em sua nuca. Sem alternativa, o Rei dos Mortos teve de contrair o abdome e, contrariando todas as leis da física, girou o corpo no ar, permitindo que a lâmina penetrasse em sua garganta.

O sangue jorrou como uma fonte, e ele tombou ao chão em desalinho.

— Cof, cof... — Sua traqueia dilacerada dificultava a respiração.

— Sun Boyong... — murmurou, com voz rouca, fitando o centro do mar de luz ao lado. — Se eu morrer, você também não escapará.

O mar de luz permaneceu silente, apenas o grito ameaçador do Rei dos Mortos ecoava na clareira do cânion.

Nessa altura, Zhong Tanfa e os demais já haviam se reunido ao redor de Kong Yi; dos antigos centenas de mortos-vivos, restavam pouco mais de uma dezena, incapazes de alterar o rumo da batalha.

O Rei dos Mortos, com o semblante carregado, recolheu o olhar e, de um gesto, fez explodirem os crânios dos zumbis restantes, de onde saltaram cristais cadavéricos que voaram até ele. Agarrou-os e, sem hesitar, lançou-os à boca, mastigando com estalos sinistros.

Logo, uma aura rubra e pútrida cobriu a metade esquerda de seu corpo, curando lentamente os ossos e músculos dilacerados. Os olhos do Rei dos Mortos tornaram-se ainda mais sanguinolentos...

— Dominar a espada com a mente, tornar-se invencível.

— Dominar a espada com o corpo, romper os céus...

Em rápida sucessão, lançou dois movimentos da Espada dos Três Puros, condensando a energia sangrenta em incontáveis lâminas cortantes. Transformou-se em um borrão rubro e partiu como um raio sobre Kong Yi e seus companheiros.

Kong Yi expirou profundamente e, então, lançou de súbito uma pequena seringa em direção ao Rei dos Mortos.

— Mestre! — exclamou em voz baixa.

Zhong Tanfa, solene, executou um selo com as mãos, disparando uma agulha de energia azulada no ar, como um peixe veloz.

— Hah, truques de criança — zombou o Rei dos Mortos, ignorando por completo a discreta seringa de vidro que atingiu seu coração exposto.

A seringa quebrou-se no impacto, incapaz de perfurar sequer a superfície do órgão. No entanto, a energia azulada apareceu, sabe-se lá como, dentro de seu corpo, abrindo uma pequena fissura do tamanho de um grão de arroz no coração.

O Rei dos Mortos sorriu, pronto para escárnio, mas o líquido derramado da seringa penetrou imediatamente pela ferida aberta do coração.

De repente, todos os seus movimentos tornaram-se lentos e pesados.

— Como pode? Eu já estou morto, não há veneno humano que me afete...

Murmurou, depois resmungou amargamente:

— No máximo essa toxina pode retardar meus movimentos, mas não será decisiva.

Mal terminou de falar, viu Kong Yi balançar a cabeça.

A manopla eletromagnética de Kong Yi brilhava de novo com aquele halo amarelado que tanto o aterrorizava. O jovem, com voz fria, declarou:

— O fato de estar lento pode não ser fatal, mas permite que a arma de trilho acerte em cheio o seu cristal...

O Rei dos Mortos conteve o avanço, apavorado, o rosto esfolado e ensanguentado deformado pelo medo.

— Impossível! Com seu corpo nesse estado, você não pode disparar novamente um ataque daquele nível! — gritou, desesperado, quase enlouquecido.

A luz amarela foi se acumulando, iluminando ainda mais o semblante impassível de Kong Yi.

De fato, como o próprio Rei dos Mortos dissera, o recuo da última arma de trilho havia destroçado seus órgãos internos, agora à beira da ruptura. Os remédios que tinha só atuavam em feridas externas; para ossos e vísceras, apenas o poder das estrelas poderia regenerar, e isso lentamente.

A energia estelar de segundo estágio curava um pouco mais rápido, mas ainda era insuficiente para suas lesões internas. Só ao atingir o terceiro estágio, quando seus órgãos fossem temperados, poderia sobreviver a ataques assim com poucos danos.

No momento, disparar a arma de trilho novamente em poucos minutos significava risco de morte certa.

Mas além do Rei dos Mortos, Sun Boyong ainda estava à espreita. Se o Rei dos Mortos se recuperasse completamente, os dois juntos acabariam com Kong Yi, Zhong Tanfa e os outros.

Portanto, era preciso aproveitar enquanto a aliança entre eles ainda era frágil para eliminar um deles de imediato e buscar uma chance de sobrevivência.

Além disso, o Rei dos Mortos havia acabado de usar o mantra de evasão, gastando dois terços de sua energia mental e ainda não estava recuperado. Sem a proteção do mantra, se fosse atingido mortalmente pela arma de trilho, estaria perdido.

Anteriormente, ao destruir o lado esquerdo de seu peito, o mantra de evasão protegeu o coração, pulmões e outros órgãos vitais. Mesmo que tivesse sido atingido na cabeça, o cristal teria permanecido intacto, imune ao dano.

Esse era o terror do mantra de evasão: entre a vida e a morte, ele garantia uma pequena fresta de esperança.

A luz amarelada tornou-se cada vez mais intensa, pontos luminosos brotavam do vazio e se reuniam na extremidade da manopla de Kong Yi. Num piscar de olhos, todo o brilho das estrelas se apagou, como se a luz ao redor fosse engolida.

O Rei dos Mortos dispersou a energia sangrenta, recuando num salto de mais de cem metros.

Nesse instante, a fissura negra na testa de Yi se estendeu até o queixo, e a temperatura da clareira caiu vertiginosamente. O frio emanava do pequeno corpo de Yi, espalhando-se rapidamente ao redor.

Ela fez um gesto no ar e avançou. Uma lança longa, formada por fios de teia, atravessou o lado direito do corpo do Rei dos Mortos, pregando-o ao tronco de uma árvore na borda da floresta.

Ao lado, Zhong Tanfa arregalou os olhos, notando um inquietante distúrbio na fissura negra que se espalhava pelo corpo de Yi.

Quanto mais a fissura se alastrava, mais forte ela ficava?

O jovem taoísta refletiu consigo mesmo, então lançou um olhar para o Rei dos Mortos, que se debatia furioso, franzindo levemente a testa.

— Por que meu mestre ficou tão fraco de repente? Yi ataca com ferocidade, mas ele deveria ter conseguido desviar...

O pensamento ainda não havia terminado quando, do mar de luz que ainda se dissipava, saltou uma sombra negra.

O corpo, negro como uma fera selvagem, movia-se tão rápido que era impossível distinguir, empunhando uma lança vermelha em direção ao Rei dos Mortos.

— Sun Boyong? — Kong Yi se perguntou, levemente surpreso, interrompendo o acúmulo de energia em sua manopla.

— Será que veio para socorrer? — Ele semicerrava os olhos, atento.

O Rei dos Mortos, pregado ao tronco, sentiu-se aliviado por um instante, mas logo percebeu a aura assassina avassaladora que emanava de Sun Boyong.