Volume Um Capítulo 69: Bela como uma flor

Catástrofe Global: Construindo um Veículo de Guerra Lendário desde o Início Neste lugar, a delicadeza floresce. 2506 palavras 2026-03-04 17:06:51

— Ai... — Ele suspirou, com indiferença. — Se há alguém a culpar, culpe o seu mestre. Foi ele quem escolheu o caminho errado, levando quase à extinção desta linhagem.

Antes que as palavras terminassem, uma onda de energia cortante e dominante de espada irrompeu subitamente ao redor de Zhong Tanfa.

A figura feita de sangue recuou rapidamente, sua essência espiritual se desintegrando e se recompondo sem cessar, como se estivesse prestes a colapsar por completo.

— Como é possível? — Sua voz soou aguda, e então, como se sentisse algo, o olhar da figura sangrenta fixou-se na mão de Zhong Tanfa.

Através da palma etérea, ele avistou, no centro da mão do jovem monge, uma pequena espada de bronze, antiga, com cerca de oito centímetros.

No acampamento ao pé do Monte Ocidental.

Kong Yi permanecia imóvel como uma estátua, o rosto carregado de preocupação enquanto fixava o olhar em Zhong Tanfa. Desde que o espírito de Zhong Tanfa se projetara para fora do corpo, Kong Yi não desviara a atenção nem por um instante.

Fang Yuyao e os demais se reuniam em torno, cada um expressando, nos olhos, emoções distintas — mas, em sua maioria, havia apreensão pelo destino de Zhong Tanfa.

Bem, exceto Yi.

Ela, naquele momento, estava sentada ao lado de uma cova, o rosto levemente inchado enquanto abraçava uma caixa de ameixas verdes.

Mastigando uma ameixa, Yi tateava os bolsos, pensando quando poderia aproveitar um descuido dos outros para roubar e provar os corpos de duas aranhas douradas.

Devem ser deliciosas, como crisálidas de bicho-da-seda.

De repente, um som agudo de espada cortou o silêncio do acampamento. A mão de Yi, que buscava algo no bolso, tremeu, e seus olhos redondos ficaram paralisados.

A ameixa, já pela metade, escorregou de seus dedos e caiu rolando no buraco à sua frente.

Ao mesmo tempo, sangue escorria do canto dos olhos de Zhong Tanfa, que permanecia de olhos fechados. Uma tempestade de energia invisível de espada girava ao seu redor, marcando o solo com cortes profundos.

Na palma de sua mão, a pequena espada brilhava com um tênue fulgor amarelo, enquanto todas as runas em sua lâmina se desprendiam, como uma torrente cobrindo a cabeça de Zhong Tanfa.

Kong Yi, agora recuperado do transe, assistiu à cena.

Ele ergueu o rosto para o alto, sentindo a intensa agitação no plano espiritual.

Apenas observando o vazio por um tempo, seus olhos começaram a arder e sua cabeça latejou como se perfurada por punhais.

— Um duelo de essências espirituais... — Kong Yi fitou a pequena espada suspensa, a preocupação ainda presente em seu olhar. Murmurou para si mesmo: — Que a Cortadora de Almas não nos decepcione...

...

Sobre o acampamento.

A aura sangrenta ao redor da figura oscilava violentamente, enquanto a energia da pequena espada se expandia por dezenas de quilômetros.

Mas aquela energia, formada de pura essência, visava apenas o espírito.

— Impossível! Como você conhece as runas dos Três Puros... — a figura delirava, à beira da loucura. Após um longo instante, explodiu em um grito agudo: — Só pode ter sido aquele velho depravado que lhe ensinou! Ele desafiou o destino e arruinou sua linhagem...

— O verdadeiro eleito sou eu! Por que o Patriarca escolheu a ele...

Naquele momento, o corpo de Zhong Tanfa já se tornava translúcido, consequência do dano sofrido quando sua espada espiritual fora destruída.

— O Patriarca... runas dos Três Puros...

Lançou um olhar à figura enlouquecida e, em seguida, encarou com surpresa a espada em sua mão.

A energia de espada continuava a se expandir, sem sinal de esgotamento. A figura sangrenta, tomada pela fúria impotente, já se tornava indistinta sob o influxo da Cortadora de Almas.

Zhong Tanfa, através do sangue rarefeito, viu finalmente o verdadeiro rosto daquela sombra.

Um misto de pesar e nostalgia surgiu em seus olhos, o semblante elegante tomado por um breve devaneio.

Como discípulo do Dao, embora nunca tivesse usado a Cortadora de Almas, podia deduzir seu funcionamento.

Suspirou, seu corpo cada vez mais etéreo. Com a força espiritual debilitada, não poderia sustentar por muito tempo o espírito fora do corpo.

— Corta a alma dos homens, destrói a carne dos espectros.

Zhong Tanfa acariciou cada entalhe da pequena espada, gravando-os na memória.

Estudaria mais quando voltasse...

Levantou o olhar para a figura, agora se desintegrando enquanto praguejava em delírio. Seu rosto retornou à habitual serenidade.

— Ao pó retornarás, à terra te dissolverás. Hoje, corto de vez este laço de destino.

Uma energia límpida brotou de sua palma, fluindo por completo para a espada, que começou a vibrar intensamente.

A energia cresceu, e a pequena espada se alongou até tornar-se uma lâmina antiga de quase um metro.

Sentindo o perigo, a figura sangrenta recuperou a clareza. Com expressão distorcida, fitou o jovem monge e rugiu:

— Em tempos de calamidade, teu mestre desafiou a corrente. Vais também tu morrer por ele?

— Tanfa, não te deixes iludir pelo erro.

Zhong Tanfa encarou a figura distorcida, nostalgia estampada no rosto sereno.

Então, formou um selo com a mão, estalou os dedos e disse suavemente:

— Vai... é chegada a hora.

Ao som do suspiro, a espada antiga rompeu o ar, soltando um estrondo cortante enquanto avançava em direção à figura sangrenta.

— Atreves-te?! — A voz rouca tornou-se aguda. A sombra estendeu a mão ao sudoeste, de onde um rio de sangue se formou e rugiu em sua direção.

A energia sangrenta condensou-se em sua silhueta e, ao mesmo tempo, milhares de lanças surgiram, pairando no ar.

A essa altura, a espada já cortava o vazio, apontada diretamente ao oponente cercado de lanças.

— Avante! — bradou a sombra.

As lanças desabaram sobre Zhong Tanfa como uma nuvem de gafanhotos, escurecendo o céu.

Zhong Tanfa mantinha-se sentado, mas por dentro estava em tumulto. Não podia imaginar que, após séculos de repressão, a figura sangrenta ainda pudesse comandar tamanho poder espiritual.

— Que a Cortadora de Almas rompa este cerco... — murmurou.

E as lanças e a espada colidiram sob o olhar atento de ambos.

O som de metal contra metal ecoou em sequência; a lâmina antiga abria caminho, destruindo as lanças em estilhaços que voavam pelo vazio, enquanto a silhueta da sombra ia se tornando cada vez mais indistinta.

As mãos da figura se fechavam no ar, mas sua essência se dispersava, já incapaz de sustentar um novo ataque.

Em poucos segundos, a formação de lanças foi destroçada pela violência da espada.

Num instante, a energia da lâmina se ergueu como um arco-íris, levando consigo uma onda de pureza, como um meteoro rasgando o céu em direção à figura.

A energia selvagem dispersou o sangue; a figura já não conseguia manter a forma. Seu grito rouco e desesperado ecoou entre céu e terra:

— No dia em que as divindades descerem, será o fim de todos vós. O cataclismo é a purificação...

Não terminou de falar: seu corpo, como porcelana rachada, desintegrou-se instantaneamente.

No redemoinho de sangue, um fragmento de veste sacerdotal esvoaçou e sumiu...

...

No acampamento, diante da hospedaria.

Kong Yi mantinha a expressão impassível, os olhos fixos no jovem monge. Suas mãos, caídas ao lado do corpo, estavam tão tensas que os nós dos dedos se tornaram brancos.

Desde que Zhong Tanfa entrara em meditação, já haviam se passado quarenta minutos.

E Kong Yi estava ali, de pé, todo esse tempo.

Nem ele mesmo sabia ao certo o que esperava.

Talvez ansiasse por herdar a família do jovem monge, mas Kong Yi não queria ser pai de ninguém.

Droga, Lao Zhong, você tem que acordar! Se sua esposa pesar 140 quilos e for um monumento de beleza, o que eu faço?

Após um momento de silêncio, Kong Yi ergueu os olhos para o céu — as ondas espirituais pareciam ter cessado.

Olhou para Zhong Tanfa, as pupilas se contraindo; todos ao redor também estavam apreensivos.