Volume I Capítulo 17: Inexplicável

Catástrofe Global: Construindo um Veículo de Guerra Lendário desde o Início Neste lugar, a delicadeza floresce. 2480 palavras 2026-03-04 17:04:54

— Pressão arterial e frequência cardíaca caíram subitamente, taxa de sobrevivência inferior a vinte por cento...
— Não consegue se adaptar ao gene SP-012... pode ser enviado para o Projeto dos Mortos-Vivos.
— Você acha... quando é que o chefe vai resolver o problema dos experimentos SP fora de controle?
— Cale a boca, cuidado com o que diz, ou será mandado para o subsolo...

Após o exame, um deles falou ao intercomunicador:
— Envie para o laboratório ACE.

Alguns minutos depois, desceram algumas pessoas do andar de cima, ergueram o homem alto e corpulento e o levaram para cima, enquanto os demais continuaram na fila.

Depois desse incidente, o semblante de todos perdeu a leveza e passou a exibir tensão. Afinal, alguém que há pouco estava cheio de vida, morreu de repente diante de seus olhos.

Quando chegou a vez do grupo de Kong Yi entrar, já era quase fim de tarde. Os vinte membros do grupo, guiados pelos funcionários, adentraram uma sala de exames de cerca de quarenta metros quadrados.

Parecia um exame médico escolar, com aparelhos para medir pressão, peso, capacidade pulmonar e outros valores físicos.

No canto da sala, havia recipientes com espécimes vivos, todos cadáveres de gatos e cães comuns.

Esses corpos estavam imersos em solução de formaldeído, olhos fechados, com expressões faciais ainda marcadas pela agonia final.

Kong Yi, seguindo a ordem, sentou-se diante do aparelho de medir pressão. O operador vestia um grosso traje de proteção, impossível reconhecer o rosto.

“Uu...” Um alarme agudo e estridente irrompeu, quebrando o silêncio mortal da sala de exames.

Kong Yi, através dos óculos de proteção, captou com precisão a faísca de pânico nos olhos do funcionário.

O funcionário olhou para o andar de cima, pegou o intercomunicador e questionou:
— O que está acontecendo? ACE-523, responda.

Após um ruído de eletricidade, ouviram-se alguns gritos e gemidos, indistinguíveis entre humano e animal.

Parecia ser o líder. Levantou-se e bradou:
— Zero Três e Zero Sete, vão para o laboratório SP. Os demais, para o laboratório ACE.

— Sim!

Após organizar tudo, lançou um olhar sombrio para Kong Yi e os outros:
— Fiquem aqui e aguardem. Ninguém pode tentar fugir por conta própria.

Dito isso, conduziu rapidamente os funcionários para fora, deixando Kong Yi e os demais perplexos.

Naquele momento, ninguém percebeu que o cão de raça tibetana no recipiente mais ao fundo abriu os olhos...

"Zzz..." O ruído elétrico ecoava na sala silenciosa, as lâmpadas do teto começaram a piscar.

Muitas vezes, o temor do ser humano não é a morte, mas o desconhecido.

Tal como agora, sentiam-se como feras encurraladas numa jaula, sem saber que perigos os aguardavam do lado de fora.

— Esses desgraçados nos largaram aqui... Se algo acontecer, eu destruo esse lugar! — gritou um.

— Isso mesmo, vamos denunciar ao órgão de comércio quando voltarmos! — exclamou outro.

Apesar do medo, predominava a raiva, pois a postura negligente daqueles funcionários era inaceitável.

Sun Degui, sentado ao lado, pediu com voz trêmula:
— Irmão, se houver perigo, salve-me, não quero recompensa nenhuma.

Kong Yi, distraído, respondeu:
— Depende do humor...

Em seguida, tirou o scanner do bolso, sentindo que em breve faltaria luz naquele lugar.

Ao ouvir a resposta evasiva de Kong Yi, Sun Degui quase perdeu a calma. Aproximou-se dos recipientes, buscando algum objeto para se defender.

No momento em que chegou perto, um rosnado arrepiante ecoou pela sala.

Os reclamantes silenciaram instantaneamente.

"Uuh..." O som de respiração animal também se fez ouvir.

Sun Degui engoliu em seco, olhou para Kong Yi e Fang Yuyao, o suor escorrendo de seu rosto apavorado.

Nesse instante, alguém de outro ângulo avistou o recipiente mais ao fundo.

— Irmão, cuidado atrás de você! — alertou em voz alta.

Bang!

O recipiente se quebrou, a solução de formaldeído jorrou violentamente.

Um cão tibetano totalmente negro rompeu o líquido amarelo claro, avançando direto sobre o atônito Sun Degui.

Kong Yi sacou a faca da cintura e correu em direção ao animal, mas antes que desse dois passos, as luzes da sala se apagaram abruptamente.

A escuridão caiu junto com o grito aterrador de Sun Degui.

— Aaaah!

Ao mesmo tempo, Kong Yi reagiu rápido, pressionou o scanner contra o olho esquerdo e, pelo visor noturno, viu o cão atacar Sun Degui.

As garras afiadas penetraram o ombro de Sun Degui, o sangue jorrando sem controle.

Aquele cão era todo negro, olhos vermelhos, músculos exageradamente salientes nas pernas, o dobro do tamanho de um cão comum.

Kong Yi avançou em dois passos, brandiu a faca de liga metálica e golpeou a pata direita do animal.

Não há como negar, o tamanho daquele cão já rivalizava com o de um homem adulto.

O olhar do animal brilhava com relutância; sustentou o corpo com as patas traseiras, ergueu-se como um humano e retirou as garras do ombro de Sun Degui.

Kong Yi mudou rapidamente a trajetória da faca, levantou a mão e cortou o abdômen do cão.

Sss...

A lâmina rasgou a pele, abrindo uma fenda no ventre do animal, o sangue quente e vermelho tingindo a faca.

O cão rosnou e choramingou, depois se lançou sobre Kong Yi. Sun Degui aproveitou para se levantar e rastejar para longe do combate.

Kong Yi ergueu a faca, chocou-a contra a garra do cão e, aproveitando o recuo, cravou-a no abdômen exposto.

A lâmina penetrou profundamente; o animal, ferido, tentou reagir, mas Kong Yi girou a faca, destruindo seus órgãos internos.

Bang!

O corpo do cão caiu sem força, fazendo o chão tremer levemente. Da ferida aberta vazavam restos de órgãos triturados.

Na escuridão, ninguém via a luta, só se ouviam rugidos do animal e o som da faca rasgando carne.

Apenas Sun Degui, habituado à penumbra, conseguiu ver Kong Yi matar sozinho o cão tibetano.

Ao testemunhar isso, sentiu um arrepio de medo.

Antes, na fábrica, julgara Kong Yi frágil e delicado, fácil de intimidar.

Jamais imaginou que esse homem o dominaria com facilidade e, agora, tiraria uma vida sem hesitar.

Após eliminar o animal, Kong Yi rapidamente se afastou dos recipientes, sem saber se outros espécimes poderiam também ressuscitar.

Olhou pela janela da porta, percebendo que o corredor também estava mergulhado em trevas.

— A luz acabou em toda a construção? — murmurou Kong Yi.

De certa forma, era bom. Com o apagão, o sistema de monitoramento da edificação devia estar inutilizado, o que lhe dava a oportunidade de explorar o Laboratório Huaqing.

Além disso, os cadáveres nos recipientes podiam reviver a qualquer momento, como o cão tibetano; ali não era seguro.

Aproximou-se de Fang Yuyao e avisou baixinho:
— Não ataque, sou Kong Yi, vamos sair daqui.

Ele era cauteloso, temendo que Fang Yuyao não soubesse quem estava perto dela.