Volume I Capítulo 27: Elixires Maravilhosos

Catástrofe Global: Construindo um Veículo de Guerra Lendário desde o Início Neste lugar, a delicadeza floresce. 2445 palavras 2026-03-04 17:05:00

Óbvio, aquele era o chefe final do Laboratório Hua Qing.

No entanto, a forma como ele havia sido chamado parecia um pouco errada.

Kong Yi lançou um olhar à mulher ao seu lado, e o rubor tímido em seu rosto fez seu coração vacilar.

“Não é minha filha, é minha prima.”

“Tudo bem”, respondeu Zhao Ning, e então um sorriso um tanto lascivo se espalhou por seu rosto rechonchudo: “Haha, então é melhor se apressar.”

“Pff...” Kong Yi, que estava comendo uma sobremesa gelada, cuspiu sopa por todo lado.

“Bah, da boca de um cachorro não sai marfim...” Kong Yi tossiu por um tempo e devolveu: “E você? Como está a sua vida amorosa?”

Zhao Ning exibiu um ar orgulhoso, pegou o celular, limpou cuidadosamente a tela e mostrou o protetor de tela para Kong Yi: “Veja, esta aqui é...”

Na foto, a moça era encantadora, com um rosto arredondado e delicado, olhos expressivos e cheios de ternura.

“Bonita, não é?” disse Zhao Ning, radiante. “Conheci ela no CATCLUB, o nome dela é Fang Shiqing.”

Kong Yi arqueou as sobrancelhas. Conheceram-se num bar?

Mas ele não fez essa pergunta.

Vruumm...

O som do vento levantado por um carro esportivo soou do lado de fora da janela, e Kong Yi não pôde deixar de olhar.

Logo viu que a mulher do protetor de tela de Zhao Ning, a tal Fang Shiqing, desceu de um carro de luxo e entrou na casa de fondue.

Naquele momento, Zhao Ning, desafiando a sorte, colocou um pedaço de carne de cordeiro apimentada na boca e, picante, enxaguava a boca com cerveja gelada.

“Querido~” Fang Shiqing avistou-os imediatamente.

Ela caminhou até Zhao Ning, sorrindo: “Hoje você vai pra casa sozinho, tenho uma festa de aniversário com minhas amigas, fique tranquilo, não vou ficar sozinha.”

“Mas, depois do jantar, as meninas vão me arrastar para fazer compras...”

Ao ouvir isso, Kong Yi já entendeu tudo.

Era aniversário de Fang Shiqing, mas ela não convidou Zhao Ning para a festa. E agora queria dinheiro dele.

Kong Yi suspirou, olhou pela janela e, com sua visão aguçada, viu o homem no banco do motorista do carro de luxo.

Naquele momento, um pensamento lhe veio à mente:

Canalhas existem aos montes, mulheres interesseiras também...

Zhao Ning entendeu a indireta, escondeu a emoção desconfortável nos olhos e sorriu: “Tudo bem, vá ao caixa pegar o dinheiro, divirta-se.”

“Mua~” Fang Shiqing lhe deu um beijo estalado na bochecha: “Obrigada, querido.”

O sorriso de Zhao Ning só desapareceu depois que Fang Shiqing pegou o dinheiro e saiu do restaurante.

Ele pegou a cerveja ao lado e esvaziou a garrafa numa só golada.

Kong Yi, vendo o amigo desanimado, não disse nada para consolá-lo, apenas também pegou uma cerveja e bebeu até o fim, afogando tudo no álcool.

Zhao Ning ficou em silêncio e tomou mais uma garrafa.

Kong Yi arrotou e achou melhor dizer algo.

“Velho Zhao, o restaurante está bombando, o lucro diário não deve ser nada mal.”

Dizendo isso, Kong Yi riu: “Você sempre foi um espertalhão, desde o ensino médio.”

“Lembra que, na escola, você trazia sorvete no inverno e bebidas geladas no verão? Transformou a sala de aula num mercadinho.”

Zhao Ning tomou um gole de cerveja, sorriu amargamente: “De que adianta, velho Kong? Já ouviu falar da GUCCI?”

“O que ganho aqui em duas semanas só dá pra ela dar uma volta naquelas lojas de grife. Ela disse que as amigas têm maridos que só dirigem carros de luxo, por isso não quis que eu fosse à festa de aniversário.”

“Ela disse que era para preservar meu orgulho, com medo que eu me sentisse inferior.”

Fang Yuyao moveu os lábios, querendo dizer algo, mas no fim permaneceu calada.

Kong Yi arrotou mais algumas vezes, ergueu a cerveja e brindou com Zhao Ning. Não consolou, não aconselhou. A escolha era do amigo, e o máximo que podia fazer era beber até cair ao lado dele.

Então, um celular tocou, sem que soubessem de quem era, e Zhao Ning apressou-se a pegar o seu.

Pelo canto do olho, Kong Yi viu que Fang Shiqing postara uma foto nas redes sociais, aparentemente numa boate, com um homem ao lado dela, em atitude íntima.

“Esse é o amigo homem dela. Às vezes, quando está chateada, vai conversar com ele”, disse Zhao Ning com um sorriso amargo.

Kong Yi não se conteve e revirou os olhos. Amigo homem? Era óbvio que era um reserva.

“Amigo, como um pai, preciso dizer algo... não sei se devo”, suspirou Kong Yi, querendo aconselhá-lo a desistir a tempo.

“Não diga”, Zhao Ning guardou o sorriso amargo e voltou ao seu jeito despreocupado.

“Droga, vacilei e você acabou se dando bem”, resmungou Zhao Ning, “Só beber não tem graça, vamos fazer outra coisa?”

“O de sempre”, riu Kong Yi.

“Vambora...”

Zhao Ning pegou os hashis e bateu levemente, depois começou a cantar: “Quem de nós chama o outro de pai?”

“Você me chama de pai.”

“Quem é filho de quem?”

“Você é meu filho...”

...

No dia seguinte, quando acordaram da bebedeira, já era meio-dia.

A dor de cabeça da ressaca se misturava aos sonhos confusos da noite, e Kong Yi, meio zonzo, levantou-se para pegar um copo d’água.

Nesse momento, alguém lhe estendeu um copo. Kong Yi bebeu tudo de uma vez, sentindo a garganta aliviada.

Espere...

Kong Yi despertou de repente. Ele era um lobo solitário, quem mais estaria na garagem?

Virando-se, deparou-se com o sorriso suave de Fang Yuyao.

“Você... o que está fazendo aqui?” Kong Yi gaguejou, agarrando o cobertor para se cobrir.

Mais de vinte anos de pureza, não podia ter acabado assim.

Fang Yuyao, vendo o espetáculo, riu baixinho, tapando a boca: “Ontem, quando você voltou, vomitou por todo lado. Fiquei para cuidar de você, caso acontecesse algo.”

“Tudo bem...” Kong Yi lamentou.

Nunca imaginou que também faria papel de canalha.

“No que está pensando???”

Parece que adivinhou o pensamento de Kong Yi, pois Fang Yuyao lhe lançou um olhar irritado: “Ontem à noite Yi também estava aqui.”

Ao ouvir seu nome, Yi, que beliscava um lanche ali perto, se aproximou: “Maçã do amor.”

Kong Yi, que havia esquecido do doce por ter ficado com o amigo, sentiu remorso ao lembrar.

Acariciou a cabeça de Yi e riu: “Relaxe, não esqueci, dois para você, já já eu compro.”

Aproveitando que faltavam doze dias para o desastre, era hora de preparar alguns suprimentos.

Comidas de validade longa, itens básicos do dia a dia, e... materiais médicos.

Hm? Materiais médicos... Kong Yi lembrou que, no dia anterior, instalara uma prótese mecânica e, naquela noite, se empanturrou de comida apimentada e álcool.

Será que o corte não estava inflamado? Afinal, aquele remédio de cicatrização estava vencido.

Levantou-se cambaleando, foi até o espelho, levantou a camisa e olhou para o abdômen.

O corte já estava fechado, restando apenas uma cicatriz tênue.

Droga, o remédio vencido realmente deixou sequelas.

Kong Yi resmungou, mas estava satisfeito.

Afinal, depois da cirurgia, poder comer apimentado, beber e acordar bem no dia seguinte era quase como um milagre.