Volume I Capítulo 48: Investida Relâmpago

Catástrofe Global: Construindo um Veículo de Guerra Lendário desde o Início Neste lugar, a delicadeza floresce. 2394 palavras 2026-03-04 17:05:18

— Além disso, os dados físicos dela são três vezes superiores aos seus. Cuidado para não acabar sendo devorado até os ossos. — Ao ouvir isso, Zhao Ninghe não pôde evitar um leve espasmo nos lábios. Droga, três vezes mais... De repente, pensou que seu gesto de paquerar aquela mulher tinha sido, talvez, um tanto precipitado.

Nesse instante, um rugido abafado e distante ressoou lá embaixo. O som era assustador, estranho, parecia atingir diretamente o coração das pessoas. Logo, inúmeros urros ecoaram uns após os outros, avançando em direção ao acampamento.

Kong Yi ficou momentaneamente atônito e murmurou: — Maré de mortos?

— Meu Deus... — Zhao Ninghe engoliu em seco, a voz trêmula: — Kong, não brinca...

Kong Yi correu rapidamente até a janela, tirou um scanner do espaço de itens e o pressionou contra o olho direito. O scanner infravermelho se desmontou, reorganizou e, por fim, transformou-se numa máscara de liga metálica que cobriu metade de seu rosto.

Com o efeito de visão noturna, o deserto diante dos olhos de Kong Yi foi se tornando nítido. Ele viu, ao longe, nas colinas, uma multidão de mortos-vivos aproximando-se rapidamente.

— Raaaargh... — O rosnado grave ecoou na noite.

Depois de trocar três scanners, Kong Yi ainda tinha 150 pontos de experiência. Jogou um para Zhao Ninghe.

— Permite visão noturna e analisa as trajetórias dos inimigos — explicou Kong Yi.

Zhao Ninghe pegou o aparelho, que se assemelhava a um monóculo, com peças mecânicas complexas emitindo um brilho avermelhado.

Após examiná-lo por um tempo, perguntou: — Como se usa isso?

Kong Yi apontou para sua própria máscara: — Pressione contra o olho, ele se ajusta sozinho.

— Que tecnologia incrível... — Zhao Ninghe exclamou, satisfeito.

Minutos depois, Fang Yuyao e Yi também chegaram. Kong Yi entregou os dois scanners restantes a elas e voltou para a janela, atento ao que acontecia.

Os mortos-vivos pararam a cerca de três quilômetros de distância. A multidão de sombras escuras fez o couro cabeludo de Zhao Ninghe arrepiar.

— Kong, o que está acontecendo? — perguntou, após observar por um tempo. — Estão esperando o quê?

Kong Yi balançou a cabeça: — Não sei, mas para organizar uma marcha de mortos desse porte, deve haver um rei dos mortos nas montanhas ocidentais.

Ele respirou fundo e se encostou na janela, relembrando os acontecimentos iniciais daquela crise. Os mortos apareceram há dois dias; em apenas um, o mercado vermelho reagiu rapidamente, fundando uma guilda de caçadores. Foi mais ou menos nessa época que se ouviram uivos de lobos nas montanhas ocidentais.

O rei dos mortos já possui inteligência igual à humana. Kong Yi supôs que seu objetivo era reunir os mortos da região através dos urros. Mapeando a área, havia três funerárias e dois hospitais num raio de cem quilômetros, além de muitos povoados onde o enterro tradicional ainda era comum. O número de mortos-vivos poderia facilmente chegar às centenas.

Porém, normalmente, depois de reunir tantos mortos, o rei deveria se manter oculto, esperando por uma calamidade natural para lançar a maré de mortos. Com uma tragédia natural, seria mais fácil agir. Iniciar uma onda de mortos agora era, claramente, um erro.

A não ser... que o rei tivesse outros planos.

Kong Yi estreitou os olhos em direção ao vale distante, onde parecia haver uma energia sanguinolenta reunida, a ponto de nuvens escuras cobrirem o céu ao redor das montanhas.

— Maldição... Quem é esse rei dos mortos? — murmurou, sentindo um calafrio inexplicável.

Suspeitava que o dono do antigo túmulo nas montanhas ocidentais certamente não era alguém comum. Caso contrário, como poderia, após a transformação, causar tamanha comoção?

Além disso, talvez o rei tenha apressado a maré de mortos porque sua evolução ainda não estava completa, usando o caos como distração para ganhar tempo.

Kong Yi ponderou sobre a lógica disso e achou plausível.

A brisa fresca do fim do verão entrou pela casa, trazendo consigo um cheiro de sangue misturado ao odor pútrido dos mortos.

Fang Yuyao, com expressão preocupada, franziu as sobrancelhas: — Kong Yi, o que fazemos agora? Descemos a montanha?

Kong Yi pensou por um momento antes de responder: — O caminho para baixo pode estar cheio de emboscadas.

— Pelas minhas contas, há mais de cem mortos-vivos ao redor e, no acampamento, o número de caçadores é semelhante. Em teoria, é mais seguro ficarmos aqui.

Fang Yuyao assentiu, olhando a multidão de mortos do lado de fora, o olhar grave nos olhos amendoados.

Yi, sentada na beira da cama, enrugou o pequeno nariz ao sentir o fedor insuportável, perdendo o apetite pelo algodão-doce recheado que segurava.

Zhao Ninghe, por sua vez, tateou lentamente até a mochila, tirando duas caixas de chocolate e entregando-as a Yi: — Hã... irmã, se a coisa ficar feia, vou depender de você.

Yi sorriu, observando-o atentamente, como se quisesse gravar seu rosto, antes de assentir levemente.

Vendo que Yi aceitara, Zhao Ninghe finalmente suspirou aliviado.

No grupo, ele era o mais fraco. Diante de tantos mortos-vivos, não era impossível que algo desse errado; precisava garantir um aliado forte. Kong Yi, embora poderoso, era do tipo que priorizava as mulheres, certamente colaria os olhos em Fang Yuyao no calor da batalha.

No final das contas, a pequena e ingênua Yi era a melhor opção. E, de quebra, bastavam dois chocolates para conquistá-la.

Enquanto Zhao Ninghe tramava tudo isso, os urros lá fora subitamente tornaram-se mais intensos.

De repente, a multidão escura, que se estendia por quilômetros, avançou como uma onda gigantesca contra o acampamento.

Kong Yi, através das lentes de visão noturna, percebeu que muitos mortos carregavam lanças de madeira rudimentares.

Seus olhos se estreitaram, puxando rapidamente Fang Yuyao para protegê-la em seus braços.

Ao longe, os mortos-vivos flexionaram os corpos e, com força, lançaram suas armas improvisadas.

Na noite silenciosa, choveu uma tempestade de lanças.

As lanças de madeira cortavam o ar, produzindo estrondos, e dispararam violentamente para dentro da casa.

Bum!

As lanças afiadas cravaram-se nas paredes, vibrando intensamente. Zhao Ninghe, sentado, engoliu seco, o rosto tomado pelo pavor.

Na quietude da noite, o som das lanças cortando o vento tornava-se cada vez mais denso. Ocasionalmente, ouviam-se ruídos de carne sendo rasgada e gritos de dor.

Kong Yi olhou para uma lança cravada na parede, e seus olhos se encheram de um ódio assassino.

Depois desse ataque surpresa, o acampamento provavelmente sofreu baixas pesadas.

Afinal, a maioria dos caçadores era composta por pessoas comuns; poucos eram grupos liderados por descendentes de artistas marciais, como o grupo de Lang Xing.

Passado algum tempo, os sons cessaram. Kong Yi se inclinou um pouco, espiando pela janela.

As paredes externas do hotel estavam cravadas de lanças, o que fez Kong Yi sentir um calafrio.

A cerca de um quilômetro do acampamento, os mortos-vivos continuavam a avançar.

Agora, vários caçadores notáveis estavam descendo para esperar o confronto. Entre eles estavam os três de Lang Xing e Zhou Yixin, que haviam encontrado no restaurante mais cedo.

Como se sentisse o olhar de Kong Yi, Zhou Yixin voltou-se para o hotel, lançando um sorriso provocante e sensual, cuja voz divertida perfurou a atmosfera tensa:

— Garoto, venha brincar comigo...