Volume Um Capítulo 25: Pessoas Vão e Vêm

Catástrofe Global: Construindo um Veículo de Guerra Lendário desde o Início Neste lugar, a delicadeza floresce. 2433 palavras 2026-03-04 17:04:59

"Plim..."

"Parabéns, hospedeiro. Primeira instalação de prótese mecânica, taxa de compatibilidade: 96%. Habilidade do mecânico aumentada."

"Prêmio adquirido: 1000 pontos de experiência, duas sementes de plantas aleatórias, uma dose de agente genético, prótese mecânica biomimética (dedo indicador)."

"Regeneração +1, constituição +1..."

Essa enxurrada de recompensas deixou Kong Yi momentaneamente atordoado.

Depois de ter brigado com o sistema, sua experiência havia caído para apenas 100 pontos; agora, de repente, saltara para 1360. Além disso, havia as sementes de plantas aleatórias e uma nova prótese.

Só esses dois pontos de atributos que, honestamente, deixavam a desejar.

Olhando as horas, Kong Yi ponderou um instante e decidiu que era melhor comer algo primeiro.

O corte em seu abdômen ainda não estava cicatrizado, e o uso de anestésicos e agentes de regeneração poderia apresentar efeitos colaterais. Adaptar-se à nova prótese mecânica também levaria um tempo.

Por isso, ele preferiu deixar para instalar o novo dedo mecânico só antes do início da catástrofe.

Ao descer do motorhome, Kong Yi olhou-se num espelho ao passar e viu que o corte já começava a cicatrizar.

O agente de regeneração comum costumava curar feridas externas em dez minutos; o dele, já vencido, levaria cem. Embora o efeito demorasse mais a se manifestar, a eficácia era a mesma. Por isso, Kong Yi não se preocupava com o corte, apenas sabia que, por enquanto, não poderia forçar o braço.

Pegou uma camiseta qualquer, vestiu-se e abriu o freezer para, como de costume, alimentar a dioneia.

O girassol carniceiro era bem menos trabalhoso, exigia apenas água e fertilizante diariamente, tal qual uma planta comum.

Pensando nas propriedades peculiares da dioneia, Kong Yi sentiu-se animado: talvez as duas sementes recém-ganhas dessem origem a espécies ainda mais extraordinárias.

Enviou uma mensagem de voz para Fang Yuyao e saiu da garagem, sentando-se junto ao canteiro de flores do outro lado da rua, aguardando que as duas viessem.

A brisa noturna era fresca; embora fosse julho e o calor ainda persistisse, Kong Yi, surpreendentemente, não pegou uma cerveja gelada.

Afinal, Yi estava ali – e ela lhe parecia tão pura quanto uma folha em branco. Não queria aparecer diante dela todos os dias exalando cheiro de álcool.

Sem perceber, já se sentia com o senso de responsabilidade de um pai.

Kong Yi zombou de si mesmo em pensamento.

Além disso, preocupava-se sinceramente: será que a ingênua Yi conseguiria adaptar-se a uma sociedade tão perigosa?

Por reflexo, buscou um cigarro no bolso, mas foi justamente nesse momento que Fang Yuyao e Yi apareceram.

Sua mão hesitou junto ao bolso, mas acabou desistindo.

"Você esperou muito tempo?" Fang Yuyao perguntou, sorrindo de leve.

Kong Yi lançou-lhe um olhar e, como já previra, Fang Yuyao havia trocado de roupa de novo.

Antes sempre com roupas esportivas, agora ela usava um vestido evasê. A meia-calça preta, fina, realçava o contorno das pernas, conferindo-lhe um ar de mulher madura com um toque de pureza sedutora.

"O que você está pensando...?" Vendo que ele demorava a responder, os olhos vagando sobre ela, Fang Yuyao ficou sem jeito e resmungou: "Não olhe desse jeito!"

"Hmph... Mulher superficial." Kong Yi respondeu altivo: "Acha que estou olhando só por olhar?"

"Não, é para me alegrar o dia."

"Meia-calça preta, para sempre!"

Fang Yuyao corou e o fulminou com o olhar, murmurando: "Fala baixo, Yi está aqui..."

Kong Yi olhou para Yi, mas percebeu que ela não prestava atenção na conversa.

Yi, nas pontas dos pés, olhava curiosa para fora do condomínio, onde ficava a rua de comidas típicas mais próxima. Nos seus olhos límpidos, refletiam-se as luzes vibrantes daquele lugar.

Kong Yi sorriu: "Vamos, está na hora do jantar."

Os três saíram do condomínio em direção à rua de comidas.

A aparência de Kong Yi e Fang Yuyao já chamava atenção por si só; junto a eles, Yi, vestida em estilo gótico-lolita, atraía todos os olhares. Em pouco tempo, tornaram-se o centro das atenções de toda a rua.

"O que é aquilo...?" Mal haviam entrado no beco, Yi puxou Fang Yuyao pelo braço, olhando curiosa para a máquina de sorvete na calçada.

Vendo a cena, Kong Yi sorriu e perguntou baixinho: "Quer provar?"

"Isso é para comer?" Yi perguntou com dificuldade, apontando para a máquina.

"Bem... Não é a máquina, mas sim..." Kong Yi não soube explicar direito, então foi até lá e comprou dois sorvetes.

Yi, isolada do mundo por tanto tempo, mal tinha experiência além do idioma.

Ela pegou o sorvete das mãos de Kong Yi e deu uma mordida.

Kong Yi percebeu que seus olhos se semicerraram de prazer, e ela, como um gato, lambeu discretamente os lábios.

Por alguma razão, Kong Yi sentiu que Yi brilhava intensamente; quase podia jurar que aquela luz ofuscaria até mesmo seus olhos de titânio.

Enquanto as duas se deliciavam com o sorvete, Kong Yi pensava onde poderiam jantar.

De repente, lembrou-se de seu melhor amigo do ensino médio, que abrira uma casa de fondue ali perto.

Antes de renascer, frequentava o local com frequência; a comida era boa.

Além disso, durante a catástrofe da vida anterior, aquele amigo também fora um de seus companheiros mais leais.

"Vamos comer fondue."

Quando Kong Yi se virou, percebeu que, em algum momento, o sorvete das duas havia sido substituído por espetinhos de frutas cristalizadas.

A casa de fondue ficava na saída sul do beco, com um nome poético: Brisa Serena.

Diziam que fora a namorada dele quem escolhera o nome.

Logo ao chegar à esquina, Kong Yi avistou o letreiro chamativo.

"Caramba, o que passa na cabeça desse maluco para escolher luzes rosa-pálido..."

De todo jeito que olhasse, aquele letreiro lhe trazia à mente as jovens que, tarde da noite, vagavam sem rumo e buscavam consolo em cafeterias iluminadas.

Ao entrar, Kong Yi logo reconheceu a silhueta familiar e robusta de suas memórias.

"Velho Zhao, ainda se lembra de quem manda aqui?", Kong Yi falou em voz alta, e o gordo estacou de repente.

"Será alucinação? Parece a voz do velho Kong..." murmurou, voltando a se curvar para arrumar as caixas de cerveja.

Kong Yi se aproximou e deu-lhe um chute de leve.

"Mas que diabos..."

Zhao virou-se, viu Kong Yi, ficou chocado e logo se jogou para um abraço desajeitado.

"Puxa, é você mesmo!"

Depois de matar as saudades, Zhao, como bom anfitrião, arranjou uma mesa para o grupo e foi pessoalmente à cozinha preparar os pratos.

"Zhao Ninghe, meu melhor amigo do colégio. Vinha de família humilde e me ajudou muito com as despesas escolares", explicou Kong Yi depois que se sentaram.

A mesa ficava junto à janela, de onde se podia ver o movimento das pessoas e o ambiente animado da rua.

O lugar estava lotado; a cada mesa que se liberava, outra era ocupada. Crianças corriam e brincavam no corredor.

Vendo que elas quase esbarravam em Yi, Fang Yuyao franziu a testa: "Onde estão os pais dessas crianças? Se baterem em alguém?"

Foi então que dois meninos, talvez por descuido ou provocação, derrubaram o espetinho de frutas de Yi.

O caramelo que envolvia o espinheiro ficou coberto de poeira. Para piorar, um dos meninos, de propósito, chutou o doce para o meio do corredor.

Yi permaneceu sentada, olhando para ele, atônita.

O menino ria abertamente, como se aquela travessura fosse mais divertida do que qualquer brincadeira.