Capítulo Cento e Dezoito: Tiro de Precisão à Distância, Piratas em Desespero

Chegada Global: Jogo de Sobrevivência na Ilha Apocalíptica A Imortal Água Azul 2855 palavras 2026-04-01 07:30:50

Na embarcação pirata, o mago a bordo detinha autoridade suprema. Em condições normais, até o capitão precisava seguir suas ordens. Contudo, a situação agora parecia um tanto delicada.

O capitão Estêvão guardava uma fúria interna, desejando eliminar todos aqueles terráqueos à sua frente. O mais importante era que ele sentia que a vitória estava próxima. Nesse momento, pedir que ele mudasse de direção era, de fato, algo difícil. Estêvão estava resignado.

Com a velocidade atual da embarcação, em no máximo sete ou oito minutos estariam diante do inimigo, prontos para esmagar aqueles fracos adversários. Por que então mudar a rota?

Ao perceber a atitude ambígua do capitão Estêvão, o semblante de Helena tornou-se frio como o gelo. Seus dedos se moveram levemente e várias lanças afiadas de gelo emergiram do convés, formando uma flor ameaçadora que envolveu Estêvão. A luz do sol refletia nas lâminas geladas, emitindo um brilho estranho e sobrenatural.

As pontas cortantes pressionavam pontos vitais no coração e pescoço do capitão. Helena só precisaria de um pensamento para que ele morresse ali mesmo.

— Eu mandei você mudar de direção, agora mesmo! — sua voz gelada saiu entre os dentes, carregada de uma intenção assassina tão concreta quanto o próprio gelo.

Estêvão não tinha dúvidas: ela realmente queria matá-lo. Se não fosse porque ainda precisava dele para dar ordens, ele provavelmente já estaria morto.

— Mude a rota! Mude a rota! — gritou Estêvão. Os piratas, ao ouvirem o comando do capitão, começaram a se movimentar rapidamente. Um marinheiro correu até a popa para ajustar a direção, enquanto três outros foram até o mastro para reposicionar as velas.

Meng Hao, observando tudo através de sua águia ocular mágica, franziu as sobrancelhas. Seu plano de atrair o inimigo havia falhado; eles estavam tentando escapar.

Apesar da proximidade entre as embarcações — não mais que 800 metros —, quando o adversário terminasse de ajustar sua rota, seria impossível alcançá-los.

— Não podemos permitir que mudem de direção! — pensou Meng Hao.

Mudar a rota em um veleiro era uma tarefa complicada, exigindo controle tanto da direção quanto das velas. Se Meng Hao conseguisse impedir essa manobra, ficaria ainda mais difícil para o inimigo virar o barco.

Assim, a cada minuto que ele atrasasse a mudança de rumo, suas chances de capturar o navio inimigo aumentariam.

— Ajustem a posição do navio e persigam-nos! — ordenou Meng Hao com voz fria, e as tropas começaram a se movimentar.

Antes, para usar os canhões pesados, o navio estava posicionado lateralmente. Agora, para a perseguição, precisaria ser colocado na vertical.

Meng Hao posicionou-se na proa e mirou sua carabina de precisão 98K nos piratas adversários. Sua águia ocular já havia travado o alvo: um marinheiro na popa que tentava ajustar a direção.

A uma distância de 700 metros, a mira 8x era perfeita.

— Bang!

—100 pontos de vida.

O pirata que tentava ajustar a direção estremeceu violentamente e caiu pesadamente no convés.

[Inimigo eliminado com sucesso.]

Os demais piratas ficaram assustados ao ver seu companheiro tombar, e ao se aproximarem, notaram uma poça de sangue no chão.

Na cabeça do marinheiro, um pequeno buraco sangrava abundantemente — um ferimento fatal.

Todos engoliram em seco, aterrorizados.

— O que foi isso? Por que ele caiu assim?

Para eles, um fenômeno sobrenatural como aquele era incompreensível.

Mesmo que um mago matasse alguém, ao menos seria possível ver o efeito das magias coloridas. Morrer repentinamente sem explicação alguma era aterrador.

De repente, perceberam que as informações que tinham sobre os terráqueos estavam erradas.

Não diziam que os terráqueos eram apenas cordeiros prestes a serem abatidos?

Por que essa leva era tão poderosa?

Meng Hao eliminou o pirata da popa e imediatamente voltou a mirar nos três marinheiros que ajustavam as velas.

— Bang!

—100 pontos de vida.

— Bang!

—100 pontos de vida.

Dois disparos consecutivos abateram mais dois piratas.

O terceiro, apavorado, gritou e fugiu, salvando a própria vida.

A súbita reviravolta mergulhou os piratas em um medo extremo.

Helena também ficou chocada.

Observando atentamente, ela percebeu que alguém do outro lado mirava-os com um tubo de ferro negro e fino — semelhante aos grandes suportes metálicos que já tinham visto, porém muito mais delgado.

Para Helena, balas de rifle de precisão eram mais difíceis de combater que projéteis de canhão.

Embora as balas de canhão causassem grande dano, seu tamanho permitia que ela se preparasse para a defesa.

Já as balas de rifle, por serem pequenas e rápidas, eram difíceis de bloquear.

Além disso, esse tipo de ataque não causava grandes danos ao casco do navio.

Quanto aos piratas atingidos, a morte deles pouco importava — muitos morriam a cada ano por doenças a bordo, suas vidas não tinham valor.

Mesmo assim, Helena aumentou sua vigilância. Suas mãos delicadas apertaram firmemente o cetro mágico, pronta para mobilizar seus poderes a qualquer momento.

Caso o inimigo atacasse, ela estaria preparada para se defender.

— Mude a rota imediatamente! — ordenou Helena, pressionando Estêvão para que mandasse novamente ajustar a direção.

Mesmo com o pequeno atraso, a distância entre as embarcações diminuiu algumas dezenas de metros.

Estêvão tentou manter a calma e falou para um pirata ao seu lado:

— Charles, você é o melhor marinheiro do navio. Vá cuidar do leme.

Charles recuou dois passos, os olhos fundos cheios de terror, mas ainda assim obedeceu e foi até a popa para virar o barco.

— Bang!

—100 pontos de vida.

Charles caiu no chão com um baque, como se um martelo pesado tivesse golpeado o coração de todos.

Naquele instante, todos compreenderam: mudar a rota era impossível. Quem tentasse morreria.

— Crack, crack!

De repente, uma imensa muralha de gelo surgiu, protegendo firmemente a posição do leme.

Helena falou:

— Vão! Minha muralha de gelo vai protegê-los!

Com a proteção mágica, os piratas ganharam coragem novamente.

Um deles, magro e pequeno, curvou-se e correu até o leme, dando tudo de si para girá-lo freneticamente.

Meng Hao observava tudo com sua águia ocular, sabendo que destruir a muralha de gelo para matar o inimigo era impossível.

— Será que consigo destruir o sistema de propulsão deles? — pensou.

Ele ajustou sua carabina, mirando nas cordas das velas.

Seu objetivo era cortar as cordas para fazer as velas caírem, privando-os de velocidade.

— Bang!

Um buraco do tamanho de um polegar apareceu no mastro, mas não atingiu as cordas.

— Bang!

O segundo disparo não atingiu nada, como se nada tivesse acontecido.

— Bang!

No terceiro disparo, ele conseguiu acertar uma corda, mas a bala a atravessou sem cortá-la completamente.

Meng Hao estimou que precisava cortar pelo menos cinco cordas para derrubar as velas.

O inimigo estava quase terminando a manobra e prestes a escapar.

Se escapassem, todo o esforço seria em vão — balas e projéteis desperdiçados.

— Que se dane! — resmungou Meng Hao, tirando um foguete de seu anel de armazenamento.

— Se eles conseguirem fugir assim, podem até escrever meu nome de trás para frente!