Capítulo Sessenta e Três: Jogadores do Mesmo Tipo, Talento Revelado

Chegada Global: Jogo de Sobrevivência na Ilha Apocalíptica A Imortal Água Azul 2662 palavras 2026-02-09 16:28:27

Sobre a ilha da base, dois guardas armados com espadas escoltavam apressadamente um jovem humano em direção à cabana. As lâminas cruzadas quase tocavam a pele de seu pescoço, tão afiadas que bastava um movimento em falso para feri-lo, deixando-o em pânico, tomado pelo medo.

Ao presenciar a cena, Meng Hao sentou-se no banco do lado de fora da cabana, observando calmamente a aproximação do grupo. O Patrulheiro das Sombras postou-se automaticamente atrás de Meng Hao, com uma expressão altiva e fria.

Os dois guardas seguravam Rao Xiaofan, um de cada lado, não apenas com as espadas, mas também agarrando firmemente um dos braços do prisioneiro cada um. Por fim, buscando ainda mais rapidez, arrastaram-no pelo chão, os pés nem tocando a terra.

Brutalidade pura.

O arqueiro acompanhava logo atrás, rosto sério, postura rígida, sem demonstrar qualquer desconforto pelo comportamento dos companheiros. Para ele, prisioneiros de guerra deveriam portar-se como prisioneiros de guerra.

Em poucos instantes, Rao Xiaofan foi atirado ao chão, caindo com tamanha violência que se pôs a gemer de dor, apavorado. Apalpou apressadamente o próprio pescoço.

Felizmente, a cabeça ainda estava em seu devido lugar.

Ergueu o olhar timidamente para Meng Hao e, ao reconhecê-lo, levou um susto.

Estava perdido. Era mesmo aquele homem que ele havia avistado durante suas explorações.

— Sejam mais gentis, ajudem-no a levantar! — ordenou Meng Hao, franzindo as sobrancelhas para os guardas.

Afinal, tratava-se de outro jogador humano. Não seria adequado agir com tamanha selvageria.

Os dois guardas trocaram olhares, mas obedeceram prontamente, ajudando Rao Xiaofan a se erguer.

Assustado, Rao Xiaofan agradeceu repetidamente, assegurando que podia ficar de pé sozinho.

— O que aconteceu? — perguntou Meng Hao em voz baixa ao primeiro guarda.

O guarda pareceu animado, aproximando-se dois passos e, exultante, relatou:

— Mestre, desta vez desembarcamos numa ilha enorme, quase do tamanho da nossa base, e lá capturamos um humano. No início, pensamos em matá-lo imediatamente, mas lembramos que talvez fosse seu semelhante, então decidimos trazê-lo até aqui. Mestre, devemos matá-lo?

Ao ouvir isso, Meng Hao ficou pensativo.

Logo no início do jogo, ele recebera um aviso:

Oitava dica do jogo: Ao adentrar a próxima ilha selvagem, poderá encontrar outros iguais a você. Talvez formem uma aliança, talvez se saquem mutuamente. Tudo depende do acaso.

Meng Hao já esperava encontrar semelhantes, mas não imaginava que aconteceria tão cedo.

Ao lado, Rao Xiaofan estremeceu ao ouvir a proposta do guarda.

Como assim, matar logo de cara?

A vida humana valia tão pouco para eles?

Meng Hao fitou-o intensamente, falando com voz serena:

— Qual é o seu nome?

Rao Xiaofan estremeceu, lutando para controlar o medo, e respondeu com cautela:

— Olá, meu nome é Rao Xiaofan, também sou um jogador deste jogo de sobrevivência na ilha selvagem.

Meng Hao assentiu em silêncio e prosseguiu:

— Quantas ilhas você já explorou? Que recursos possui?

A pergunta deixou Rao Xiaofan ainda mais apreensivo.

Pronto, querem me roubar.

Esforçou-se para manter a calma, analisando friamente a situação. Por fim, decidiu sacrificar recursos para salvar a própria pele.

Com um pensamento, uma grande quantidade de recursos saiu de seu anel de armazenamento, espalhando-se pelo chão diante de Meng Hao: madeira, minério de ferro, cobre, vidro, sabão, creme dental...

Tudo materiais pouco valiosos, dos quais Meng Hao já possuía estoque de sobra.

Bastou um olhar de relance para perder o interesse.

— Eu já explorei seis ilhas. Estes são todos os recursos que obtive, estão todos aqui — disse Rao Xiaofan, indicando a pilha no chão.

Ele sabia bem o momento certo de agir. Em tempos difíceis, é preciso sabedoria: quem reconhece a situação é um verdadeiro sábio. Se não entregasse os recursos, correria grave perigo. Mantendo-se vivo, teria chance de reerguer-se. Com o dom do Falcão de Olhos de Águia, ainda poderia buscar seu renascimento.

Pensando nisso, Rao Xiaofan ativou furtivamente seu dom, lançando o Falcão de Olhos de Águia para investigar o semelhante à sua frente.

A pequena ave invisível, perceptível apenas a Rao Xiaofan, deu um voo rápido em torno de Meng Hao e logo retornou, trazendo uma informação estarrecedora:

[O jogador à sua frente é extremamente perigoso. Resistir significa morte certa. Submissão pode lhe garantir um fio de esperança.]

Ao receber este aviso, Rao Xiaofan sentiu o rosto empalidecer e a boca se contrair.

Resistir? Jamais cogitou tal coisa. Submissão, absoluta e incondicional!

Se houvesse chance de uma aliança vantajosa, seria ainda melhor.

No entanto, Rao Xiaofan não percebeu que, no momento em que ativou o Falcão de Olhos de Águia, o Patrulheiro das Sombras atrás de Meng Hao captou imediatamente uma leve onda de magia, ainda que não tenha visto o pássaro. O arco em suas mãos brilhou levemente, uma força gélida se condensando, pronta para agir a qualquer instante. Se houvesse qualquer ameaça ao mestre, ela dispararia sem hesitar.

Meng Hao observava o jovem com curiosidade.

Ele possuía o Sistema de Fortuna Divina e, mesmo assim, só explorara seis ilhas até aquele momento. Que método teria usado seu interlocutor para alcançar o mesmo número de ilhas?

Se bem se lembrava, a maioria dos jogadores só havia explorado uma ou duas ilhas até então. Raros teriam passado de quatro.

E, mesmo assim, seriam tão poucos recursos de seis ilhas? Certamente escondeu alguma coisa.

— Parece que esse sujeito não está sendo sincero.

— Guardas, levem-no e executem-no! — ordenou Meng Hao, com um gesto despreocupado, sem alterar a expressão.

Ao ouvir isso, Rao Xiaofan quase perdeu o controle.

Como assim? Executar alguém tão de repente?

Por quê? Eu já entreguei tudo!

Imediatamente, os guardas avançaram e o agarraram pelos ombros, arrastando-o em direção ao mar, onde pretendiam matá-lo e deixar que as águas levassem tudo, evitando sujar a ilha do mestre.

— Por favor, tenha piedade! Já te dei tudo que possuo, não me mate! — gritava Rao Xiaofan, desesperado. — Eu estava errado! Ainda tenho recursos não entregues, vou repassá-los agora!

Enquanto falava, estendeu a mão direita, despejando mais uma pilha de recursos do anel de armazenamento.

Desta vez, os materiais eram visivelmente mais valiosos.

Mesmo assim, Meng Hao permaneceu impassível.

Será que eu preciso disso?

Esses recursos não eram nem um centésimo do que ele próprio possuía.

Diante do silêncio de Meng Hao, os guardas não pararam, continuando a arrastar Rao Xiaofan.

Em pânico, o prisioneiro soltou um grito desesperado:

— Não me mate! Eu ainda posso ser útil! Tenho o dom do Falcão de Olhos de Águia, posso ajudá-lo a explorar ilhas desconhecidas!

Ao ouvir isso, Meng Hao esboçou um sorriso enigmático.

Por que não disse isso antes? Precisava mesmo me fazer perder tempo?