Capítulo Vinte e Nove: Jovem de Beleza Incomparável, Uma Rajada Impetuosa

Chegada Global: Jogo de Sobrevivência na Ilha Apocalíptica A Imortal Água Azul 2680 palavras 2026-02-09 16:24:39

Bem-vindo ao Templo da Feiticeira. Aceite a prova da Feiticeira.
Ou leve o tesouro...
Ou morra!

Meng Hao ainda não havia se recuperado do impacto causado pelo templo, quando subitamente apareceram letras do sistema de jogo, trazendo-lhe um terror ainda maior.

Só havia duas opções: sair com o tesouro ou morrer ali.

Porém, naquele momento, Meng Hao estava totalmente equipado, era um guerreiro de primeiro nível e possuía uma constituição imune a venenos. Não havia muito motivo para preocupação.

A Feiticeira já não estava mais na ilha; mesmo que tivesse deixado armadilhas, talvez não conseguissem vencê-lo.

— Que comece! — exclamou Meng Hao, segurando a metralhadora com determinação.

Preparado para tudo, sua MP5 estava pronta para disparar. Qualquer coisa que surgisse e representasse perigo, ele a transformaria em um queijo suíço.

O portão do templo se abriu sozinho, revelando um caminho de pedras azuis perfeitamente assentadas.

Meng Hao estava em alerta máximo, avançando com cautela para dentro do templo.

Um estrondo veio de trás; o portão se fechou bruscamente. Meng Hao girou depressa, vendo a porta selada e sentiu o suor frio escorrer.

Aquele portão era feito de um material desconhecido, espesso e robusto. Com sua força atual, seria impossível abri-lo.

— Se eu não passar pela prova da Feiticeira, sair daqui vivo será realmente difícil — ponderou Meng Hao, olhando para cima. As janelas estavam a mais de cinco metros de altura; escalar até lá seria complicado.

À frente havia uma escada em espiral, conduzindo ao topo do templo. Talvez lá estivesse uma saída.

O chão era de pedras azuladas, irradiando um brilho frio, com um toque áspero e rígido.

Pilares robustos sustentavam o salão principal, adornados com entalhes e pinturas, marcados por misteriosas gravuras de significado desconhecido.

Ali, o vazio do espaço fazia brotar uma sensação de perda inexplicável.

Meng Hao tomou coragem e dirigiu-se à escada, mas desviou o caminho logo nos primeiros passos.

Motivo: um baú do tesouro.

Baú de ferro negro, mais um.

Meng Hao não esperava encontrar um baú atrás de um dos pilares do templo — e era um baú de ferro negro!

Com isso, ele não tinha pressa de subir. Preferiu dar algumas voltas pelo salão, procurando outros tesouros.

— Olha, aqui tem outro!
Baú de ferro negro, mais um.

A alegria tomou conta de Meng Hao, e o receio em seu coração se dissipou um pouco.

Risco e oportunidade caminham juntos; entrar no templo arriscando a própria vida e sair de mãos vazias seria um grande arrependimento.

O salão era vasto. Fora os pilares, quase não havia outros objetos.

Três minutos depois, Meng Hao já havia vasculhado todo o recinto.

Sob a escada em espiral, encontrou outro baú.

Baú de ferro negro, mais um.

Assim, ele limpou o primeiro nível do templo.

— Quantos andares terá este templo?

Meng Hao lembrou-se dessa dúvida e olhou para cima.

A escada em espiral se estendia até o topo, indicando que o templo só tinha dois níveis.

Talvez o último andar fosse o quarto da Feiticeira.

Guardando os baús, Meng Hao finalmente iniciou a subida.

Os degraus eram de um branco leitoso, lisos e perfeitos, talhados em uma única peça de jade. Cada degrau valeria uma fortuna, e não se sabia quantos eram até o topo; aquilo era uma riqueza impressionante.

Meng Hao ficou admirado e bateu em um degrau, ouvindo um som cristalino.

— Se eu desmontar esta escada, ficarei rico!

Mas logo percebeu que, naquele jogo de sobrevivência na ilha deserta, essas pedras de jade aparentemente valiosas eram inúteis, serviriam apenas como material de construção.

De qualquer modo, não perderia tempo com elas.

Subindo os degraus, Meng Hao chegou ao andar superior.

Diante dele, uma cortina de pérolas, cada uma do tamanho de um polegar, reluzente e de qualidade impecável. Se fosse na Terra, valeria uma fortuna.

Porém, sua atenção não estava na cortina, mas na figura por trás dela.

Na janela, uma jovem de beleza ímpar penteava os cabelos com um pente de chifre de animal.

Apenas o contorno do corpo bastava para prender o olhar de Meng Hao.

Era deslumbrante.

Os cabelos caíam como uma cascata, a cintura fina cabia em uma mão, e as delicadas mãos que seguravam o pente evocavam compaixão.

Meng Hao engoliu em seco, sentindo a boca seca.

Nesse momento, a jovem virou-se suavemente e sorriu para Meng Hao.

Ao voltar o rosto e sorrir, ela encantava com sua beleza incomparável.

— Entre! — disse ela, acenando com a mão, a voz cristalina e agradável despertando um desejo de aproximação.

Ao ouvir a voz, o coração de Meng Hao disparou.

Era a voz do encantamento.

Ela era incrivelmente bela; Meng Hao juraria nunca ter visto alguém assim.

Sua aparência e figura eram o ideal de Meng Hao.

Ele ergueu a cortina e entrou no quarto.

A MP5 ainda em seus braços, Meng Hao não perdeu a razão.

A jovem percebeu o olhar lúcido de Meng Hao e riu, levantando-se do toucador.

— De onde você vem, mocinho? Para onde vai? — perguntou ela, aproximando-se.

Meng Hao engoliu em seco e respondeu automaticamente:

— Venho da Grande Dinastia Tang do Leste, vou ao Oeste buscar as escrituras budistas...

— Ah, mocinho, você é mesmo engraçado! — riu ela.

Vestia um longo vestido branco, pele clara e macia, cada gesto cheio de encanto.

Ao se aproximar, o vestido prendeu-se na cadeira.

Um rasgo soou, o vestido se rasgou e escorregou pelo corpo suave, deixando muita pele exposta.

O ar congelou.

A jovem só usava o vestido, e ao cair, seu corpo perfeito ficou à mostra diante de Meng Hao.

— Ai! — exclamou ela, cobrindo o peito com as mãos, visivelmente embaraçada.

Meng Hao sentiu um frio na espinha, a visão sedutora atiçou-lhe os instintos.

A jovem, envergonhada, tentava cobrir-se, mas só aumentava a tentação.

De repente, ela acenou para Meng Hao e disse timidamente:

— Mocinho, ajude-me.

Meng Hao respirou fundo e respondeu:

— Claro, estou indo.

Antes de terminar a frase, Meng Hao ergueu a MP5 e puxou o gatilho.

A boca escura da arma disparou uma rajada de fogo contra a jovem impecável.

— Velha bruxa, ainda quer me enganar?