Capítulo Noventa: Um Só Homem Derrota Toda a Quadrilha de Piratas (Peço sua Assinatura!)
A cama macia era incrivelmente elástica.
O corpo de Meng Hao caiu sobre ela, tremendo por várias vezes antes de finalmente se aquietar.
“Isso foi por pouco!”
Meng Hao soltou um longo suspiro de alívio, incapaz de se conter. Aquilo era como pular de bungee jump: ele sabia que não iria morrer ao saltar, mas o medo ainda assim era inevitável.
Ainda mais porque Meng Hao caiu sem saber de nada, e não ter gritado já era uma grande vitória para ele.
“Ei, garotão, de onde você veio?”
A pirata percebeu que havia um jovem bonito em sua cama e, radiante, pulou em cima dele. Despedira-se de um velho exausto e frágil, e agora recebia um rapaz cheio de energia.
De qualquer ângulo, ela saíra no lucro!
Meng Hao, porém, ficou alarmado.
“Tem alguém aqui?”
Quase por instinto, ele se encolheu e desferiu um potente chute com o pé direito.
Era importante lembrar que Meng Hao era um guerreiro de segunda classe, com uma força física extraordinária. Embora ainda não tivesse percebido a extensão de seu próprio poder, seus reflexos já eram de um verdadeiro combatente.
O chute foi tão forte e preciso que atingiu em cheio o abdômen da pirata.
Um grito agudo ressoou, seguido por um ruído surdo.
O corpo da mulher foi lançado de lado, atravessando o convés do navio com um estrondo, abrindo um buraco na madeira. Ela voou direto para o ar, rompendo o convés inferior.
Ao mesmo tempo, no convés superior, o velho mago Crabel caminhava cercado por sua comitiva. Vestia uma túnica longa, segurando em mãos um cajado de magia básica. Seus cabelos já brancos caíam desalinhados pelas costas, conferindo-lhe certa dignidade de mestre.
O capitão pirata, ao ver Crabel chegar, foi ao seu encontro com respeito.
“Nobre mestre mago, finalmente chegou! Há um arqueiro do gelo da raça élfica lá embaixo, é impossível lidar com ele. Só você pode derrotá-lo.”
O olhar de Crabel brilhou, um pouco vacilante, mas com a força renovada pela notícia.
“Élfico? Está falando daquela raça famosa por sua beleza?”
Crabel perguntou com olhos faiscantes.
O capitão pirata assentiu com vigor: “Sim, eu mesmo vi! Aquela garota é maravilhosa, especialmente a de roupas negras, parece uma rainha gelada, altiva e distante.”
“Ótimo! Deixe comigo, vou conquistá-la!”
Crabel respondeu com confiança, marchando em direção à amurada.
Mas nesse instante, um estrondo veio de baixo.
A pirata atravessou o convés e colidiu de frente com ele.
Por mais que calculasse, Crabel jamais imaginaria que o perigo viria debaixo dos seus pés.
Com um jorro de sangue, o velho mago sentiu rapidamente suas forças se esvair. Já estava debilitado, e um golpe tão violento foi suficiente para tirá-lo de cena para sempre.
Nos seus últimos instantes, ele ainda abaixou o olhar.
Mulheres!
De fato, sua morte veio por causa de uma mulher.
O acontecimento inesperado deixou todos chocados; ninguém esperava que sua última esperança terminasse daquela forma.
“Mestre mago! Mestre mago!”
O capitão pirata, com sua barba cerrada, sacudiu Crabel loucamente, tentando despertá-lo.
Mas o sangue escorria da boca do mago, que já não respirava.
“Maldição!”
O capitão pirata cerrou os punhos, fazendo ecoar um som metálico de aço contra aço.
Droga! Tanta grana gasta para trazer um mago, e ele morreu antes mesmo de agir?
“Quem fez isso?”
Tomado de fúria, o capitão lançou um olhar cortante para o buraco no convés.
Através da madeira espessa, avistou um jovem alto.
“Um terráqueo? Como veio parar no meu navio?”
O capitão ficou furioso e, imediatamente, uma multidão de piratas avançou em direção ao camarote.
Contudo, antes que eles chegassem, Meng Hao já havia saído de lá.
Com o olhar baixo e expressão serena, ele subiu calmamente pelas escadas do convés, sem sequer olhar para ninguém, avançando com tranquilidade.
Aquela calma impressionou todos os piratas.
Eles se perguntavam que tipo de homem seria aquele, capaz de manter-se impassível diante de tantos inimigos.
Por fora, Meng Hao parecia tranquilo, mas por dentro, estava tomado pelo pânico.
O que estava acontecendo? O patrulheiro das sombras não deveria estar atraindo a atenção dos inimigos? Por que todos estavam vindo atrás dele?
Por acaso era ele um ímã de problemas?
Apesar da inquietação, manteve a expressão serena. Com a armadura de ressurreição, sentia-se seguro para se arriscar um pouco.
No convés, Meng Hao imediatamente avistou dois jogadores humanos amarrados ao mastro, e uma jovem caída no chão, com as roupas em desalinho.
Ao ver aquilo, encheu-se de ira.
Aqueles piratas não valiam nada, tratar terráqueos daquela forma era imperdoável!
Com um olhar gélido, encarou os adversários e falou num tom cortante:
“Vocês fizeram isso? Procuram a morte!”
“Seu idiota, tá bancando o durão por quê? Rapazes, peguem ele!”
Antes mesmo que a frase terminasse, uma dúzia de piratas, brandindo cimitarras, investiu contra Meng Hao.
Todos exalavam uma aura assassina; era evidente que tinham sangue nas mãos.
Com um pensamento, Meng Hao convocou a Lança Demoníaca.
A arma dourada, de poder devastador, foi finalmente empunhada diante dos inimigos.
“Morram!”
Meng Hao rugiu, liberando toda a sua força de guerreiro de segunda classe.
A lança reluziu em dourado, emanando uma aura fulgurante.
Um brilho cortante explodiu da ponta da arma, unindo poder ofensivo brutal a um espetáculo visual aterrador.
Um dos piratas, corpulento, sentiu um frio no peito; um buraco sangrento abriu-se em seu tórax.
Mesmo sem ser atingido diretamente pela lança, apenas o brilho cortante foi suficiente para matá-lo.
Nem sequer teve tempo de gritar antes de morrer.
Ao testemunhar aquilo, todos os piratas ficaram arrepiados de medo.
“Cuidado! Ele é um guerreiro, mantenham distância!”
Imediatamente, dezenas de piratas recuaram, deixando Meng Hao sozinho no convés em um piscar de olhos.
Agora, muitos empunhavam lanças, machados ou espadas, todos preparados para atacar à distância.
Meng Hao, vendo a cena, recolheu a lança demoníaca e pegou um escudo largo, posicionando-o à frente.
Apesar de vestir a armadura de ressurreição, cuja defesa era impressionante, por que deveria permitir que o acertassem?
Seria um desperdício da armadura!
“Eles acham que sou apenas um guerreiro. Será que devo surpreendê-los com um pouco de magia?”
Meng Hao ponderou, lembrando-se da Bola de Água Onírica, seu primeiro feitiço ofensivo, de grande poder.
No entanto, decidiu não lançar magia. Queria mostrar ao povo daquela ilha selvagem um pouco da alta tecnologia.
Pensando nisso, Meng Hao sacou o rifle de precisão 98K, apoiando-o sobre o escudo.
“Agora, senhores, vou lhes mostrar um truque de mágica.”
“Para quem eu apontar, a cabeça vai explodir!”