Capítulo 117: Disparos Contínuos, Esgotando o Poder Mágico
“Puf, puf, puf!”
Três projéteis perfurantes caíram sucessivamente no mar, e Elena não pôde deixar de recuar dois passos, sentindo uma angústia sufocante por todo o corpo.
Aproveitando seu cetro mágico de nível prata, ela forçou a ampliação do poder mágico, conseguindo por um triz bloquear os três projéteis.
No entanto, isso a esgotou completamente, deixando-a extremamente desconfortável.
“Bum, bum, bum!”
Ao longe, mais três projéteis cortavam o ar em sua direção.
Elena imediatamente estreitou os olhos.
“Ainda vem mais?”
Ela sentiu que realmente não aguentava mais.
Os impactos vinham tão intensos e violentos que seu corpo começava a não suportar.
Mas, para sua surpresa, dois dos três projéteis passaram por cima, disparando direto no ar.
Apenas um representava risco de atingir o navio pirata.
“Se for só um, eu consigo bloquear.”
Com uma expressão fria, Elena deu uma ordem firme. Seu cetro mágico brilhou intensamente, e da enorme safira brotou uma vasta energia mágica.
“Zumb!”
Uma cortina d’água se formou novamente, interceptando o projétil.
Elena respirava pesadamente, seu peito se erguia e baixava com dificuldade, o suor escorrendo pelo pescoço, quase desmaiando sobre o convés.
No vasto oceano, se o casco do navio fosse gravemente danificado, ninguém sobreviveria.
Elena não estava preocupada em salvar os outros; ela queria apenas sobreviver.
Se o navio fosse destruído, ela afundaria junto daqueles piratas vis e repugnantes.
Mas ela sabia que seu corpo já chegara ao limite, não aguentava mais.
Felizmente, o inimigo cessou o fogo, dando-lhe um breve respiro.
Enquanto isso, no campo de batalha onde Meng Hao estava, os soldados responsáveis pelos canhões enfrentavam um problema técnico.
Eles haviam disparado com entusiasmo, deixando a maga adversária quase indefesa, mas não perceberam que seus canhões estavam com defeito.
O disparo contínuo aqueceu demais a câmara, que precisava esfriar antes de continuar.
Não havia outra opção; o cano parecia incandescente, e colocar outro projétil agora poderia causar uma explosão imediata.
“Por que o último disparo errou o alvo?”
Meng Hao, atrás do canhão pesado, perguntou confuso.
O guarda armado número um respondeu envergonhado:
“De repente, o vento mudou e nosso navio inclinou um pouco, então o cano ficou ligeiramente elevado.”
Ao ouvir isso, Meng Hao assentiu silenciosamente.
Parecia que, no mar, não bastava mirar no alvo; era preciso manter a estabilidade do navio.
“Senhor, existe alguma forma de resfriar o cano? Quer que joguemos água do mar nele?”
O guarda questionou.
Meng Hao balançou a cabeça levemente; naquele estado, o melhor era o resfriamento natural.
Jogar água diretamente poderia causar a ruptura do metal do cano.
“Não precisa. Nosso objetivo com os tiros é desgastar os magos inimigos. Eles já devem estar no limite. Continuar atirando pode destruir o navio deles.”
Meng Hao respondeu friamente.
Na verdade, ele ainda tinha muitos canhões armazenados em seu anel, e poderia trocar para disparar sem limites.
Mas ele temia que, se afundasse o navio adversário, isso seria uma perda para ele.
Ele havia avançado com seu navio de guerra para capturar o navio inimigo.
Se não conseguisse, todo o esforço seria em vão.
Agora, sua maior preocupação era que o inimigo fugisse rapidamente, e sua nave não pudesse acompanhar.
Também não era possível ir atrás.
Se eles realmente fugissem, só restaria trocar os canhões para afundar o navio inimigo.
Com um alcance de 30 mil metros, o inimigo não deveria escapar.
Todos ouviram as palavras de Meng Hao e assentiram.
“E agora, o que faremos?”
Perguntou novamente o guarda armado número um.
Meng Hao olhou disfarçadamente para o espelho mágico no céu e falou:
“Finjam que o equipamento está com defeito. Eles logo virão até nós; então, faremos um combate corpo a corpo para capturar o navio.”
Eles só podiam provocá-los agora.
Se o inimigo não caísse na armadilha, não haveria outra escolha senão afundar o navio.
Ouvindo isso, os outros não entenderam direito.
Por que fingir que o equipamento estava com defeito?
Não bastava esperar o resfriamento natural do canhão?
Mas não havia necessidade de entender; bastava seguir as ordens.
Enquanto isso, Steven e seus companheiros continuavam sendo bombardeados por projéteis perfurantes, ficando apavorados.
Eles nunca tinham visto uma arma mágica tão poderosa no mundo.
Se não fosse pela maga Elena, seu navio provavelmente já teria sido afundado.
Olhando para Elena, ela estava agora fraca, sentada encostada na amurada do navio, seus longos cabelos dourados um pouco bagunçados, colados à pele branca pelo suor.
Era evidente que ela havia esgotado sua energia mágica.
Até Steven podia ver que ela já não conseguiria bloquear mais nenhum projétil.
Devido ao esgotamento de Elena, a imagem no espelho mágico do céu ficou turva.
No entanto, com o cetro mágico em mãos, sua recuperação mágica era rápida.
O espelho consumia pouca energia, e à medida que ela recuperava seu poder, a imagem começava a clarear novamente.
Naquele momento, muitos piratas viram que o navio inimigo estava em caos; muitos se aglomeravam ao redor de três estruturas de ferro, aparentemente com algum problema.
Ao ver isso, Steven abriu um sorriso largo.
“Olhem! A arma mágica deles está com problema! Vamos avançar!”
Ele usava o espelho mágico para observar os tripulantes do navio inimigo.
Não era de se espantar que eles tivessem parado de atirar — a arma estava com defeito.
Era a oportunidade perfeita para atacar.
“Avançar!”
Steven gesticulou com a mão, e os marinheiros ajustaram a rota, acelerando em direção ao inimigo.
Eles também notaram que a arma mágica adversária só funcionava a distância; perto, perdia totalmente a eficácia.
Os piratas eram guerreiros experientes, acostumados ao combate corpo a corpo, e enfrentar um grupo de humanos indefesos era simples demais.
As velas se enchiam de vento, o navio ganhava velocidade, e os piratas empunhavam suas adagas curvas, olhos brilhando com a loucura de quem busca matar.
“Vocês estavam tão animados com os tiros? Agora eu vou acabar com vocês!”
Elena percebeu a movimentação dos piratas e franziu levemente o cenho.
Com sua energia mágica esgotada, um combate corpo a corpo seria muito desfavorável para ela.
Ela ergueu o olhar para o espelho mágico no céu.
Observando os inimigos agitarem-se nervosamente, ela sentiu que algo estava errado.
“Aquelas três armas são realmente a única dependência deles?”
“Se eles tomaram o navio de Powell, por que o casco não apresenta danos?”
“Não, fomos enganados!”
Elena, que meditava para recuperar seu poder, levantou-se de repente, envolta por uma aura poderosa que cobriu todo o navio.
“Virem o navio, afastem-se desta área o mais rápido possível!”
Ela ordenou com voz firme, fazendo os piratas enlouquecidos estremecerem de surpresa.
Steven ficou confuso e avançou um passo, perguntando respeitosamente:
“Maga Elena, estamos prestes a arrancar as cabeças dos inimigos e usá-las como cantis. Por que recuar agora?”
“Chega de conversa. Virem o navio imediatamente, se não for rápido demais tarde demais!”