Capítulo Setenta e Quatro: Banquete de Boas-vindas e Morangos Envenenados
Sobre as ilhas da base, fora do quartel.
Meng Hao encontrava-se entre a Patrulheira Sombria e a Patrulheira da Luz, com uma expressão de perplexidade estampada no rosto.
“O que está acontecendo?”
“Há alguma história por trás disso?”
Meng Hao percebeu que ambas se conheciam e, pelo visto, tinham uma relação bastante próxima. Contudo, algo havia acontecido para que surgisse um conflito irreconciliável entre elas.
Os antigos dramas da raça élfica não despertavam muito a curiosidade de Meng Hao. O que ele queria dizer era apenas:
“Vocês duas, por favor, não briguem! Se brigarem, quem perde sou eu!”
Tanto a Patrulheira Sombria quanto a Patrulheira da Luz eram unidades incrivelmente poderosas, capazes de conferir uma força de combate tremenda à ilha-base de Meng Hao. Se ambas saíssem feridas numa disputa, o prejuízo seria imenso.
Felizmente, as duas mantinham certa moderação, evitando conflitos diretos. No fim das contas, já não eram as mesmas de antes, agora tinham uma nova vida.
A Patrulheira da Luz compreendia bem isso, mas o remorso por sua irmã, acumulado ao longo de eras intermináveis, ainda lhe atormentava o coração.
“Muito bem, a partir de agora, somos uma família.” Meng Hao sorriu, avançou e, com uma mão, tomou a da Patrulheira da Luz, com a outra, a da Patrulheira Sombria, juntando-as suavemente.
“Não me importa os rancores ou laços antigos entre vocês. De agora em diante, são minhas guerreiras patrulheiras. Entendido?”
A voz de Meng Hao era serena, mas seu rosto bonito mostrava um traço de seriedade.
“Sim, mestre.”
“Entendido, mestre.”
As duas patrulheiras mostravam-se dóceis e obedientes, ao menos no que dizia respeito às ordens de Meng Hao.
Meng Hao assentiu em silêncio, quando de repente se lembrou de algo e voltou-se para a Patrulheira Sombria, perguntando: “Esqueci de perguntar, você tem nome?”
Desde sempre, Meng Hao a chamava de Patrulheira Sombria. Mas agora percebia que era apenas um título; ela deveria ter um nome próprio.
Ao lado, a Patrulheira da Luz ouviu a pergunta e quis responder, mas foi interrompida pela Patrulheira Sombria.
“Meu antigo nome já foi devorado pelas sombras. Agora que o mestre me concedeu uma nova vida, peço que me dê um nome.”
A voz da Patrulheira Sombria era tranquila, mas ainda se percebia certa hostilidade para com a Patrulheira da Luz.
Todavia, a Patrulheira da Luz concordava: se não era possível voltar ao passado, era preciso aceitar o destino e recomeçar.
O pedido da Patrulheira Sombria deixou Meng Hao um tanto surpreso.
Pedir para ele nomeá-la?
Meng Hao era péssimo nisso, um verdadeiro desastre.
Lembrava-se de quando jogava um jogo, demorava dias para escolher um apelido. Nomear alguém era tarefa impossível.
“Vocês duas, uma negra, outra branca... Que tal ‘Dupla Fatal Preto e Branco’?”
“Ou melhor, Patrulheira Sombria, você será Pequena Negra.”
“Patrulheira da Luz, você será Grande Branca.”
“Pequena Negra, Grande Branca... Sim, genial!”
Ao considerar esses nomes, Meng Hao achou-os interessantes e não pôde evitar um sorriso satisfeito.
Patrulheira Sombria: “???”
Patrulheira da Luz: “???”
A Patrulheira Sombria realmente desejou poder voltar atrás. Ainda era tempo de se arrepender? Pequena Negra, Grande Branca... Era esse o nível cultural do mestre?
Bem, o que o mestre diz está certo.
Os nomes dados pelo mestre são, sem dúvida, maravilhosos.
Assim, Meng Hao conduziu a Patrulheira Sombria e a Patrulheira da Luz em direção ao chalé.
A Patrulheira da Luz havia acabado de ser treinada, e Meng Hao pretendia celebrar sua chegada.
Alguém poderia perguntar por que não houve celebração para os guardas armados quando apareceram. Não pergunte, porque ele não sabe.
Chegaram ao terreno livre diante da casa de madeira, sentaram-se ao redor da mesa de madeira.
Meng Hao retirou de seu anel de armazenamento cocos e essências marinhas, dividiu igualmente em duas partes e entregou às patrulheiras.
Já ele, colocou diante de si um grande prato de morangos e começou a saboreá-los.
Os morangos eram venenosos, amaldiçoados por uma bruxa. A Patrulheira Sombria já havia experimentado, mas os elfos não podiam comer: causava-lhes vômito incessante.
Meng Hao tinha muitos morangos, além de dividir alguns com sua mãe e irmã, o restante estava ali.
Normalmente não tinha oportunidade de comer, então aproveitar a companhia das belas patrulheiras para degustar frutas era um deleite.
[Beep! O jogador comeu morango venenoso, imunidade total ativada.]
[Beep! Veneno neutralizado, pode comer à vontade.]
A cada morango, Meng Hao recebia um aviso do sistema.
Mas não se preocupava, o veneno era fraco e seu corpo podia suportar.
A Patrulheira da Luz olhava com olhos brilhantes para os morangos diante de Meng Hao, cheia de desejo.
Os elfos adoravam frutas, especialmente morangos de cor vibrante, irresistíveis para eles.
Ela abaixou a cabeça, encarou os dois grandes cocos à sua frente, depois olhou os morangos vermelhos de Meng Hao, com uma expressão indecisa.
Meng Hao percebeu o desconforto e perguntou: “Grande Branca, o que houve?”
A Patrulheira da Luz respondeu timidamente: “Mestre, seus morangos parecem deliciosos, poderia nos dar um pouco?”
Meng Hao compreendeu de imediato.
Ah, era isso.
Culpa minha por não explicar direito.
Quando ia responder, a Patrulheira Sombria resmungou friamente: “Pedir comida ao mestre, hum!”
Ela desaprovava totalmente a Patrulheira da Luz.
Como dizem, caminhos diferentes não levam ao mesmo destino; estar com a pessoa errada é um tormento a cada segundo.
Sem terminar, a Patrulheira Sombria levantou-se lentamente e, voltando-se para Meng Hao, pediu desculpas: “Desculpe, mestre, preciso de um momento a sós.”
Meng Hao assentiu suavemente: “Vá, mas não se afaste muito.”
“Obrigado, mestre!”
A Patrulheira Sombria girou o manto e partiu, sua aura gélida quase fez Meng Hao pegar um resfriado.
A Patrulheira da Luz franziu as sobrancelhas, olhando para a Sombria com tristeza.
“Ela ainda não me perdoa. Naquele tempo, eu não queria deixá-la sozinha diante de milhares de inimigos, mas para salvar mais membros do clã, não tive escolha.”
Apesar do pesar, a luz interior da Patrulheira da Luz a ajudava a recuperar rapidamente o ânimo.
Meng Hao explicou: “Esqueci de dizer, esses morangos são venenosos.”
Enquanto falava, pegou um morango vermelho e o jogou na boca.
Doce, perfumado, suculento.
“Venenoso?”
A Patrulheira da Luz ficou surpresa.
Olhou Meng Hao com incredulidade, como se dissesse: ‘Comer apesar do veneno?’
Meng Hao continuou: “Mas, se comer pouco, não há problema. Pequena Negra comeu um e achou delicioso.”
“Ela comeu? Então quero experimentar também!”
A Patrulheira da Luz sorriu radiante, o rosto belo iluminado como o nascer do sol, transmitindo calor infinito.
Meng Hao assentiu: “Só pode comer um, mais que isso pode causar náusea. Prove, e se sentir desconforto, cuspa imediatamente.”
“Certo!”
A Patrulheira da Luz acenou obediente, pegou um morango e colocou-o delicadamente na boca.
Os lábios vermelhos envolveram a fruta, os dentes brancos morderam levemente, e o suco doce escorreu.
“Tão doce, tão perfumado!”
Ela fechou os olhos, felicidade estampada no rosto.
Nesse instante, algo inesperado aconteceu!