Capítulo Doze: Peculiaridade
— O que você acha que vou fazer? — um sorriso perverso se desenhou nos lábios de Fang Yan, que percorria com o olhar o colo generoso de Wang Yan.
— Você não se acha melhor que os outros? Não vive me desprezando? Sempre me humilhando, dizendo que sou um sapo querendo comer carne de cisne? Hoje, vou provar dessa carne de cisne que tanto se vangloria. — Fang Yan estendeu a mão em direção ao peito de Wang Yan, sentindo as curvas tentadoras do corpo feminino. Ele suspirou entre dentes, apertando com brutalidade, transformando o busto farto e ereto dela em algo achatado sob sua força.
— Você... seu...! — Sentindo aquela sensação estranha em seu peito, o rosto delicado de Wang Yan mudou de expressão; não podia acreditar na brutalidade com que ele a tocava. Ela quis reagir, mas quanto mais lutava, mais força ele fazia.
Era importante lembrar que Wang Yan ainda era virgem. Apesar de suas palavras um tanto provocativas, nunca havia sido tocada por um homem. Agora, seu ponto mais sensível era agarrado sem piedade por Fang Yan.
— Vejam só! Realmente, é um colosso. Seu peito é tão cheio que provoca saudade a quem vê — disse Fang Yan, relutante em soltar as mãos. Ao notar o olhar de vergonha e fúria de Wang Yan, falou friamente: — Fique tranquila, você não passa de um sapato velho. Ainda não estou tão desesperado a ponto de me contentar com qualquer coisa!
— Além disso, mesmo que eu quisesse, este lugar não é apropriado para tais coisas. Sexo ao ar livre? Você pode não ter vergonha, mas eu tenho. — Olhou ao redor, notando as manchas de sangue pelo chão e franziu as sobrancelhas. O ar denso de sangue certamente atrairia bestas selvagens. Riu-se da própria sorte.
— Fang Yan, seu inútil! Quem você está chamando de sapato velho? De desesperada? Em que sou inferior? — Wang Yan estava rubra, não se sabia se de raiva ou pelos ferimentos. Era a jovem mais cobiçada de Yanzhou, e agora estava sendo comparada a um sapato velho, como uma leoa enfurecida, avançou contra Fang Yan, pronta para lutar até o fim.
— Não é sapato velho? Olhe para você! Se isso não é desespero, o que mais pode ser? — ignorando o olhar flamejante de Wang Yan, Fang Yan rasgou com força a barra do vestido manchada de sangue em seu peito, mostrando um sorriso sarcástico.
— O que foi? Não consegue mais se controlar? — sentindo a brutalidade de Fang Yan, Wang Yan zombou. Homens, para ela, não prestavam.
— Hahaha... Com esse corpo? Peito pequeno, quadril sem graça. Meu gosto não é tão baixo! — Fang Yan balançou o vestido ensanguentado diante dela e o atirou nos arbustos.
A roupa, impregnada de sangue, teria em breve o mesmo efeito de atrair bestas selvagens. Fang Yan, sozinho, não teria medo, mas agora estava acompanhado — melhor prevenir. Em pouco mais de um mês, o espaço da Tumba das Espadas se abriria, e ele pretendia usar esse tempo para se vingar implacavelmente, matando todos os descendentes das famílias Gao e Wang que entraram ali. Wang Yan, com sua posição de destaque entre os Wang, e seu flerte com os Gao, era uma isca perfeita. Se as famílias soubessem que ela estava em poder de Fang Yan, certamente enviariam gente para resgatá-la.
Após saquear todos os despojos de Gao Jie e Wang Yong, Fang Yan agarrou Wang Yan, impedindo qualquer reação, e, com alguns saltos ágeis, sumiu na floresta próxima.
Logo depois da partida de Fang Yan, várias bestas selvagens chegaram. Entre elas, um lobo de chifre prateado de terceira ordem — aquele mesmo que Fang Yan já encontrara antes. Os corpos de Wang Yong, Gao Jie e outros foram completamente despedaçados pelas feras.
— Fang Yan, seu inútil! Para onde está me levando? — sendo arrastada por Fang Yan num correr veloz, Wang Yan estava furiosa; não compreendia o que ele pretendia.
— Vou levar você para um lugar seguro — respondeu ele friamente. Só depois de se afastar vários quilômetros, jogou Wang Yan no chão e perguntou:
— Você estava com Gao Jin e Wang Yanran. Como se separaram? Onde estão eles agora?
— O que foi? Está com medo? Temendo a vingança de minha prima Yanran e de Gao Jin? — Wang Yan respondeu gelada.
— Medo deles? Você se engana. Se eles não vierem atrás de mim, eu mesmo vou procurá-los — Fang Yan riu friamente.
— Com quê? Um mero cultivador de sexto nível? Ou vai confiar em Fang Lei, da sua família? — Wang Yan zombou dele.
— Você decide se quer falar ou não. Este espaço não é tão grande assim, cedo ou tarde nos encontraremos — respondeu Fang Yan, percebendo que nada conseguiria arrancar dela. Com um salto, subiu num galho grosso e fechou os olhos para meditar.
Enquanto isso, o corpo longo e delicado de Wang Yan estava amarrado ao tronco, incapaz de se mover, exceto pelos olhos, que giravam cheios de raiva. As vinhas apertadas destacavam ainda mais suas curvas, especialmente os seios, cujos botões rosados se insinuavam sob o vestido branco, exalando uma sensualidade indescritível.
Fang Yan mergulhou na meditação, ignorando Wang Yan. Ela, atenta, observava-o no galho, enquanto, por trás do tronco, seus dedos ágeis riscavam discretamente uma marca na madeira.
Era um sinal secreto, utilizado pela família Wang para contato entre seus membros na Tumba das Espadas. Ao terminar, lançou um olhar vigilante para Fang Yan. Subitamente, os olhos dele se abriram, cruzando-se com os dela, que, por um instante, revelaram pânico.
Fang Yan lançou-lhe um olhar preguiçoso, sorriu de leve e tornou a fechar os olhos.
— Será que ele percebeu? — pensou Wang Yan, sentindo o coração bater descompassado, mesmo depois que Fang Yan voltou a meditar.
— Pelo esforço que você fez, vou deixar que viva mais alguns dias — murmurou Fang Yan, de olhos fechados, num tom quase inaudível.
A noite transcorreu em silêncio.
Com a aurora, o céu escuro começou a clarear e os primeiros raios do sol banharam a terra. Fang Yan levantou-se. Após uma noite de cultivo, sua técnica do Sol Puro havia se aprimorado; sentia o vigor pulsando no corpo. Saltou do galho e se aproximou de Wang Yan, presa ao tronco.
Ao vê-lo chegar, Wang Yan o fitou com olhos gélidos, desejando devorá-lo vivo — um olhar tão cortante quanto veneno.
Fang Yan não gostou daquele olhar sombrio e, franzindo levemente a testa, ergueu o queixo delicado de Wang Yan com a mão esquerda. Olhou-a profundamente e disse, sério:
— Passei a noite inteira treinando e, se não ganhei poder, ganhei sim foi um fogo no corpo! E agora, o que faço? Aproveito e acabo com você aqui mesmo?
Ao ouvir isso, Wang Yan tremeu e se contorceu, lançando-lhe um olhar apavorado.
— Fique tranquila, já disse antes: peito pequeno, traseiro sem graça. Por mercadoria assim, não me interesso — zombou Fang Yan, vendo seu desconforto.
Wang Yan então franziu ainda mais o cenho, com o rosto sombrio. Percebia que Fang Yan gostava de provocá-la. Orgulhosa, empinou os seios e respondeu friamente:
— Como sabe que meu peito não é grande, e meu traseiro não é bom, se não experimentou?
Ela era audaciosa, remexendo o quadril e mordendo os lábios, lambendo-os de vez em quando, os olhos translúcidos e sedutores. A atmosfera se encheu de uma tensão sexual irresistível. Amarrada pelas vinhas, aliando sensualidade ao desdém, atiçava os nervos de Fang Yan, que se lembrou de uma certa arte de amarração exótica de seu mundo anterior. Era uma tentação quase criminosa.
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