Capítulo 20: Eu sou inocente!

Super Herdeiros Porquinho Puro 2316 palavras 2026-02-07 13:12:53

Ao pensar nisso, Xie Guangtou não quis mais saber de Jiang Younan, pois estava ansioso para explicar a situação a Kou Houming. Ao ver o semblante de Xie Guangtou, Kou Houming o interrompeu prontamente, sem se importar se havia alguma relação entre Jiang Younan e Xie Guangtou; o que Kou Houming realmente sabia era que não podia perder o prestígio naquele momento.

Kou Houming chamou o garçom e pediu uma garrafa de aguardente, apontando para a garrafa inteira ao se dirigir a Jiang Younan: “Beba tudo isso e o assunto de antes estará resolvido. Caso contrário...” Ao chegar a esse ponto, Kou Houming lançou um olhar a Lin Yuanwen e calou-se; mas todos perceberam que ele estava usando Lin Yuanwen como forma de ameaça a Jiang Younan.

A arrogância de Kou Houming ficou evidente para todos presentes, inclusive para Lin Yuanwen, diretamente envolvido no episódio. Lin Yuanwen era um homem de princípios; não fosse assim, com sua competência como professor, não teria chegado àquela situação. Além disso, Jiang Younan era apenas um estudante, mesmo que universitário, e Lin Yuanwen não podia permitir que ele fosse submetido a tal humilhação — e ainda mais por sua causa!

Assim, Lin Yuanwen estava prestes a intervir em defesa de Jiang Younan, mas subitamente Jiang Younan colocou-se à sua frente. Fitando a aguardente sobre a mesa — e percebendo que era uma de 53 graus — engoliu em seco, assustado, e perguntou com a voz trêmula a Kou Houming: “É para beber tudo mesmo?”

Kou Houming, ao ver o medo estampado no rosto de Jiang Younan, respondeu com escárnio: “Exatamente!”

“Mas eu saí de casa hoje sem dinheiro.” Assim respondeu Jiang Younan, e para provar que não mentia, virou o bolso da calça para fora, mostrando que, além de um buraco, não havia mais nada ali.

Kou Houming, ao ver aquilo, pensou: “Esse miserável só pode estar inventando desculpas”, e então disse generosamente: “Não se preocupe! Eu pago a bebida!”

Mal terminou de falar, Jiang Younan escancarou uma expressão de espanto, mas, ao contrário do que Kou Houming esperava, Jiang Younan rompeu numa gargalhada de alegria!

Erguendo-se, olhou para o garçom com ares de triunfo: “Ouviu bem? Ouviu? Ele disse que paga a bebida!”

Assim que terminou de falar, Jiang Younan rapidamente pegou a aguardente sobre a mesa e tentou enfiá-la no cós da calça; mas, por mais que tentasse, a garrafa não cabia. Quando todos pensaram que ele estava sem saída, Jiang Younan abriu a calça e enfiou a garrafa dentro da cueca, criando um volume enorme na região da virilha!

Depois de tudo isso, Jiang Younan ergueu a cabeça lentamente e, diante do espanto geral, anunciou: “Finalmente entrou!”

“O que... o que você está fazendo?” Kou Houming se levantou de imediato, apontando para Jiang Younan e questionando.

“Eu?” Jiang Younan respondeu, com ar de total inocência: “Você não disse para eu beber tudo? Vou levar para casa e tomar aos poucos! Ah, e lembre-se, você disse que pagaria... Não se esqueça da sua palavra!”

Ao dizer a última frase, Jiang Younan enfatizou ainda mais o aviso, cobrindo o volume na virilha, como se temesse que Kou Houming fosse arrancar-lhe as calças para recuperar a garrafa.

A fúria tomou conta de Kou Houming, que partiu para cima de Jiang Younan. Este, porém, desviou-se rapidamente e, com o volume debaixo da calça, deu uma leve butinada em Kou Houming. O movimento foi pequeno e fácil de evitar, mas a intenção era muito mais de provocar repulsa do que causar dano real.

Kou Houming, ao ver um homem golpeá-lo com a virilha, sentiu um frio percorrer-lhe as costas e instintivamente recuou, esbarrando numa mesa de jantar. Procurando apoio, sua mão caiu justamente dentro do panelão de fondue chinês que Lin Yuanwen havia pedido para todos.

Em seguida, ouviu-se o segundo grito lancinante de Kou Houming, ainda mais estridente e dolorido que o primeiro — não era um simples grito de dor, mas sim um urro de animal sendo sacrificado!

“Senhor Kou!” Ao ver Kou Houming queimado, os funcionários do departamento de educação não conseguiram mais ficar sentados. Levantaram-se todos de uma vez para “protegê-lo”, querendo mostrar lealdade; alguns chegaram a correr em direção a Jiang Younan, querendo capturar o “culpado”.

Mas Jiang Younan não era tão fácil quanto Lin Yuanwen de intimidar, ou melhor, seu instinto de perigo era extremamente aguçado. Quando as mãos dos adversários começavam a se estender, ele já havia se esquivado, revidando com ataques físicos certeiros e ainda humilhando-os moralmente em grupo.

Os que tentaram agarrá-lo tombaram no chão, gemendo e agarrando-se à própria virilidade; os outros funcionários, ao verem tal cena, recuaram imediatamente, temendo que seus próprios órgãos fossem esmagados caso avançassem.

A confusão chamou a atenção do restaurante Tiger Spring; o gerente da casa rapidamente ordenou que os garçons acalmassem os demais clientes e, acompanhado de uma equipe de seguranças, dirigiu-se ao local. Jiang Younan, embora habilidoso, sabia que não poderia enfrentar um grupo de seguranças e, portanto, saiu rapidamente da mesa, misturando-se entre os outros clientes na tentativa de se camuflar na multidão. Lin Yuanwen, sua filha e os funcionários do departamento de educação observavam atônitos, sem entender o que Jiang Younan pretendia.

Nessa hora, os seguranças do Tiger Spring chegaram ao local e, ao cruzar por Jiang Younan, nem lhe deram atenção, passando direto. Jiang Younan assumiu então a postura de um curioso inocente, como se nada tivesse a ver com a confusão.

“Caramba! Esse sujeito é um safado!” Só agora, ao verem tal cena, os funcionários do departamento de educação entenderam o que estava acontecendo e, em uníssono, apontaram para Jiang Younan: “Não o deixem fugir! Ele é o agressor!”

Os seguranças, vendo todo o grupo apontar para um homem gordo, ficaram momentaneamente confusos. Dirigiram então seus olhares a Jiang Younan, que parecia não perceber ser o alvo, olhando para os lados com expressão de dúvida e confusão. Quando percebeu que todos o encaravam, Jiang Younan caiu de repente ao chão, chorando alto: “Não! Eu sou inocente! Só estava de passagem! Eles estão me acusando injustamente!”

Sua expressão era a de um verdadeiro anjo injustiçado, transbordando inocência; em contraste, os funcionários do departamento de educação, ruborizados e atônitos, pareciam os verdadeiros vilões da história.

(Continua...)