Capítulo Trinta e Três: Cantando para a Lua

Minha Namorada Estrela Música do Destino 2993 palavras 2026-03-04 20:06:06

A tarefa, na verdade, era muito simples, ao menos para Mu Chen. Havia um desenho feito à mão, representando algo encontrado nas montanhas. O objetivo era, com base naquele desenho, localizar a planta retratada. Para os outros participantes, talvez fosse necessário analisar cuidadosamente, mas para Mu Chen, isso não era preciso.

De relance, ele já sabia exatamente o que ele e Li Ruoxi deveriam procurar. Não sabia o nome científico da planta, mas conhecia bem onde encontrá-la nas montanhas.

— Por que escolheu uma faca de poda? Para facilitar na hora de cozinhar? — perguntou Li Ruoxi, curiosa, olhando para Mu Chen.

— Os utensílios de cozinha deveriam estar junto com as panelas e pratos, não? — respondeu Mu Chen, sorrindo. — Quanto à faca, logo você vai entender.

Enquanto falava, Mu Chen abria caminho, cortando galhos que atrapalhavam a trilha.

— Segure isto! — disse ele, entregando dois galhos retos para Li Ruoxi.

— Para que servem? Para poupar energia usando como bengalas? — perguntou ela, pegando os galhos, distraída.

— Também servem para sondar o terreno e agitar o mato — explicou Mu Chen.

— Agitar o mato? — Li Ruoxi ficou intrigada e logo acrescentou: — Para espantar cobras?

Sim, agitar o mato para evitar surpresas e mordidas de cobra. E, caso encontrassem alguma, ter um bastão em mãos era sempre útil.

— Achei! — disse Mu Chen, agachando-se.

— Tão rápido assim? — Li Ruoxi, surpresa, conferiu o desenho e comparou com a planta à frente deles. Não havia dúvidas.

Resolveram tudo em pouco mais de dez minutos, algo que nem ela esperava. Os outros participantes provavelmente ainda estavam perdidos.

— Que planta é essa? — perguntou Li Ruoxi.

— O nome científico eu não sei, mas lá onde moro chamam de “Serpente de Casca Podre” (relva de nuvem esmeralda) — respondeu Mu Chen, sorrindo.

Ele era estudioso e bastante culto, mas não sabia tudo. Cumpriram a tarefa rapidamente, enquanto Li Chao e Xie Li, que demoravam, estavam apenas começando.

— Irmã Xie Li, toma isto. Ao passar por mato alto, bata nele primeiro; se cansar, pode usar como bengala — disse Li Ruoxi, entregando um galho à colega, que aceitou sem reclamar.

Mu Chen também entregou um galho ao outro participante.

— Chao, sou um homem de princípios, não aceito esmolas! — exclamou Li Chao, virando o rosto com orgulho.

— Há realmente cobras na floresta — comentou Mu Chen, sorrindo.

Ao ouvir isso, Li Chao rapidamente pegou o galho.

— Que engraçado! — riu Li Ruoxi.

— Isso nem é comida — murmurou Li Chao ao perceber o olhar de Xie Li.

Mu Chen apenas sorriu e, junto de Li Ruoxi, voltou para entregar a tarefa.

Receberam a recompensa e Mu Chen logo procurou um bom lugar para montar a barraca e começar a preparar o fogo. Logo, Liu Yu e Zhong Hua voltaram, e Mu Chen e Li Ruoxi foram ajudá-los com as barracas. Pouco depois, Li Chao e Xie Li também regressaram.

— E Zhou Liang e o outro? — Li Ruoxi hesitou ao perguntar.

— Vou dar uma olhada — disse Mu Chen, olhando o céu, onde o sol já se despedia. Se escurecesse antes de voltarem, seria complicado.

— Vou ajudar a irmã Xie Li com a barraca — respondeu Li Ruoxi, sorrindo.

Mu Chen perguntou à equipe do programa para que lado Zhou Liang tinha ido e, seguindo os vestígios deixados, logo os encontrou.

— Ainda não acharam? — perguntou, sorrindo.

Zhou Liang balançou a cabeça:

— Vocês já terminaram?

— Só faltam vocês dois. Como o dia está escurecendo, vim ver como estavam — respondeu Mu Chen. — Deixa eu ver o desenho. Conheço bem as plantas dessa montanha.

Zhou Liang não hesitou e entregou o papel. Ao olhar, Mu Chen quase riu.

— O que foi? — Zhou Liang perguntou, intrigado.

— No caminho até aqui vocês passaram por várias dessas! — explicou Mu Chen, sorrindo.

O que procuravam estava em abundância na trilha, mas eles não tinham reconhecido. Seria tão difícil assim? Aparentemente, o desenho estava bastante fiel.

Depois de entregar a tarefa e montar a barraca, o sol já havia se posto. Era difícil saber se havia descido além das árvores, mas as nuvens avermelhadas estavam belíssimas.

— O pôr do sol está lindo! — comentou Li Ruoxi, olhando para o céu.

Ao redor, Xie Li e os demais concordaram.

— O pôr do sol é infinito, mas logo anoitece — disse Mu Chen, sorrindo. — Se não começarmos logo a cozinhar, teremos de jantar no escuro.

— O pôr do sol é infinito, mas logo anoitece! — repetiu Liu Yu, rindo. — Pequeno Mu, suas palavras já são poesia!

Mu Chen sorriu, puxou Li Ruoxi pela mão e voltaram para junto da barraca, prontos para preparar o jantar. Foram os primeiros a concluir a tarefa, então tinham ingredientes de sobra e utensílios completos.

— Olha, Zhou Liang vai nadar? — perguntou Li Ruoxi, curiosa, apontando para a margem do lago.

— Talvez ele vá tentar pescar, resolver o jantar de hoje — respondeu Mu Chen, sorrindo. — Foram os últimos a terminar a tarefa, então os ingredientes deles provavelmente não dariam nem para o Zhou Liang.

— Há mesmo peixes nesse lago? — perguntou Li Ruoxi.

— Com certeza há, mas não muitos — respondeu Mu Chen, sem parar o que fazia.

— Não deve ser fácil pegar assim — comentou Li Ruoxi.

— Não mesmo — concordou Mu Chen com um aceno.

Ele nadava bem, mas pegar peixe com as próprias mãos não era tarefa fácil. Quanto a Zhou Liang, isso era um mistério.

— Epa! — de repente, ouviram o grito de Li Chao. Mu Chen olhou e viu um peixe pulando na areia.

— Impressionante! — exclamou Mu Chen, admirado. Zhou Liang era mesmo incrível, digno de ser campeão olímpico.

Li Ruoxi correu para ver de perto, enquanto outro peixe era lançado na margem. Ambos eram grandes. Zhou Liang saiu da água e não tentou mais pescar.

— Que habilidade! Pegar peixe desse jeito! — elogiou Li Chao, sem economizar nos aplausos.

— Peixe selvagem deve ter um sabor ótimo! — comentou Liu Yu. — Diretor, posso trocar ingredientes com Zhou Liang por um peixe?

— Pode sim! — respondeu o diretor prontamente.

Afinal, quem pega peixe com as próprias mãos merece esse direito. Na verdade, a qualidade da tarefa definia os ingredientes, mas tudo era para o público. Fora das câmeras, comida não faltava para os participantes.

Ninguém esperava que Zhou Liang mergulhasse e pegasse dois peixes grandes. Mu Chen era bom cozinheiro e, mesmo com recursos limitados, fazia pratos saborosos.

— O programa estreia hoje à noite, não é? — perguntou Li Ruoxi, após o jantar, sentados sobre grandes pedras atrás das barracas.

— Acho que sim — respondeu Mu Chen, balançando a cabeça.

— Será que ficou bom? — perguntou ela.

— Quando voltarmos, deve estar disponível online — disse Mu Chen, sorrindo.

— A lua de hoje está linda — comentou Li Ruoxi, apoiando a cabeça no ombro de Mu Chen e olhando para o céu.

A lua cheia brilhava, cercada por incontáveis estrelas. Nas montanhas, o luar era de uma beleza incomparável se comparado à cidade.

— Vai aonde? — Mu Chen se levantou do rochedo.

— Vou pedir algo emprestado ao professor Liu, já volto — respondeu Mu Chen, sorrindo.

Li Ruoxi ficou curiosa, mas assentiu sorrindo.

Pouco depois, Mu Chen voltou trazendo um violão.

— Vai cantar para mim? — perguntou Li Ruoxi, sorrindo.

— Quer ouvir? — perguntou Mu Chen, subindo novamente no rochedo.

— Quero — respondeu ela, sorrindo.

Mu Chen dedilhou o violão e começou a cantar:

— Você me pergunta o quanto eu te amo, o quanto te quero bem. Meu sentimento é verdadeiro, meu amor é sincero, a lua representa meu coração.

Li Ruoxi olhou para ele, os olhos cheios de ternura, e não resistiu: deu-lhe um beijo suave.

— Um beijo leve já tocou meu coração. Um amor profundo me faz sentir saudade até hoje...

Ao longe, Liu Yu e Zhong Hua, curiosos, aproximaram-se e acabaram ouvindo a canção romântica.

Sob o luar, com o reflexo do lago, o casal sentado na rocha: ele dedilhando o violão, ela encantada, olhando apaixonada.

A lua representava o coração dos dois.

A cena era belíssima e romântica.

— Nunca ouvi essa música! — comentou Zhong Hua, olhando para Liu Yu.

— Talvez o pequeno Mu a tenha escrito agora mesmo — respondeu Liu Yu, olhando para Mu Chen com admiração, lembrando-se de uma frase famosa na internet:

Um diretor que não sabe compor, não é um bom namorado!