Capítulo Vinte e Quatro: O Prestígio que Veio de Outro Mundo
Mu Chen e Li Ruoxi terminaram a tarefa, mas ao invés de descansarem, decidiram ajudar os outros.
— Mu Chen, pelo menos dormimos juntos na mesma cama esta noite, por que não me ajuda? — Li Chao olhou para Mu Chen, demonstrando um pouco de ressentimento.
Eles escolheram ajudar Liu Yu e Zhong Hua, em vez dos conhecidos Li Chao e Xie Li.
Afinal, Liu Yu e Zhong Hua eram bem mais velhos; mesmo que não fossem de idade avançada, já não tinham o mesmo vigor físico de Li Chao e seus companheiros.
— Por que, ao ouvir isso, sinto ainda menos vontade de te ajudar? — Mu Chen fez um muxoxo.
Dormir na mesma cama... não se preocupava em provocar especulações. Talvez ele dissesse isso de propósito, para criar mal-entendidos.
— Você, jovem e cheio de energia, ainda tem coragem de reclamar! — Liu Yu riu ao ouvir, claramente mais aliviado com a ajuda de Mu Chen e Li Ruoxi.
— Se você dormir no chão esta noite, talvez eu considere — disse Mu Chen, sorrindo.
Li Chao fez um biquinho e ficou calado.
Com o auxílio de Mu Chen e Li Ruoxi, Liu Yu e Zhong Hua terminaram rapidamente suas tarefas.
Os quatro não descansaram, indo logo ajudar Li Chao e os demais.
— Estou exausto! Nem gravar cena durante dia e noite inteira me deixa tão cansado — Li Chao jogou-se ao chão, sem se importar com a postura.
Virar noites gravando é rotina para muitos atores.
— O lavrador trabalha sob o sol a pino, o suor molha a terra sob a plantação; quem diria que no prato à mesa, cada grão foi conseguido com tamanha labuta! — Mu Chen sorriu. — Se você promover mais vezes o movimento do prato limpo, essa experiência não terá sido em vão.
— O lavrador trabalha sob o sol a pino, o suor molha a terra sob a plantação; quem diria que no prato à mesa, cada grão foi conseguido com tamanha labuta! — Zhong Hua olhou surpreso para Mu Chen. — Que poema simples e profundo, a linguagem é acessível e honesta. Um poema assim, não é possível nunca ter ouvido falar!
— Pequeno Mu, não me diga que foi você quem escreveu? — Liu Yu, percebendo o olhar de Zhong Hua para os demais, perguntou.
Ele mesmo nunca ouvira antes.
Além de cantor, Liu Yu era professor. Apesar de lecionar música, sabia que um poema desses teria grande chance de entrar nos livros didáticos.
Mesmo que não estivesse nos livros, deveria ser muito conhecido.
— Se ninguém ouviu falar, então fui eu quem escreveu — Mu Chen respondeu com um sorriso.
Naquele mundo, a história seguia o mesmo rumo, mas muitos personagens e obras literárias não existiam.
— Mu, você é incrível! — exclamou Li Chao.
— Então, a sua admiração por mim é como o rio Yangtzé: sem fim, ou como o rio Amarelo: transbordante e impossível de conter! — Mu Chen brincou.
— Basta elogiar, senão você já se empolga! — Li Ruoxi riu.
A noite caiu, e cada grupo foi buscar seus ingredientes.
— Vamos todos juntos! — Mu Chen sugeriu, sorrindo para Li Chao.
— Isso mesmo, todos juntos! — Liu Yu concordou.
Zhou Liang e os demais, ao ouvirem, também não recusaram; o programa, obviamente, não se opôs.
— Como... como é que se usa isso? — Zhou Liang olhou para o grande caldeirão, sentindo-se perdido.
Ele até sabia cozinhar bem e queria mostrar seus dotes, mas ao ver o tamanho do caldeirão, desanimou de repente.
— É hora de vocês conhecerem a verdadeira arte da culinária — Mu Chen arregaçou as mangas. — Deixem comigo, eu comando a cozinha.
— Então eu cuido do fogo — disse Liu Yu. — Faz tantos anos que não faço isso!
Com mais gente ajudando, o trabalho avançou rápido.
Claro, nem todos conseguiam se envolver. A cozinha era pequena e as tarefas, limitadas.
— Ruoxi, depois me dê um álbum autografado — pediu Xie Li, sorrindo para Li Ruoxi.
— Hehe! — Li Ruoxi riu e entrou na casa. Pouco depois, voltou trazendo um álbum.
— Eu também quero — pediu Deng Jialin, sorrindo.
O álbum de Li Ruoxi vendia muito bem, e as músicas faziam sucesso, especialmente as duas compostas por Mu Chen, que eram as mais populares.
E por isso também deviam agradecer aos fãs de Wu Fan.
Depois que se revelou que Mu Chen era o autor de “Eu Quero” e “A Grande Muralha Jamais Cai”, o assunto explodiu na internet.
Tanta repercussão impulsionou naturalmente o álbum de Li Ruoxi.
“Diretor que não sabe compor, não é bom namorado!”
Essa frase já era quase um bordão nas redes.
O álbum de Li Ruoxi estava em alta, batendo recordes de venda.
— Eu gosto de “Eu Quero” e “Pelo Menos Ainda Tenho Você” — disse Xie Li, sorrindo. — As letras dessas duas músicas são cartas de amor que Mu Chen escreveu para você, não são?
Li Ruoxi corou, sem saber como responder.
As letras dessas canções de amor realmente eram bem românticas. Li Ruoxi adorava, mas ouvir isso em voz alta, mesmo sentindo vergonha, trazia um doce sabor ao coração.
— Que romântico! Diferente do meu, que é um verdadeiro bloco de madeira — suspirou Deng Jialin, um pouco invejosa.
Todos gostam de gestos românticos.
Canções assim, toda mulher gostaria de receber, mesmo que não seja cantora.
— Xiao Mu também compõe? — Zhong Hua parecia surpreso.
— Professor Zhong, você não acessa a internet? — Deng Jialin perguntou, surpresa. Ao vê-lo acenar que não, ela exclamou: — Ah, então faz sentido.
— A comida está pronta!
Enquanto conversavam, a voz de Li Chao ecoou.
Quatro homens se ocuparam na cozinha, com Li Chao ajudando nos detalhes.
Mu Chen cozinhava mesmo muito bem; a mesa ficou farta, com pratos de dar água na boca.
Talvez o trabalho pesado de antes tenha aberto ainda mais o apetite de todos.
Quem faz esforço físico geralmente come bem mais.
— Ruoxi, você tem sorte no futuro, a culinária de Mu Chen é realmente espetacular — disse Xie Li, lançando um olhar para Li Chao. — Tem gente aqui que devia sentir vergonha, não sabe nem cozinhar mingau!
— Vamos comer, vamos comer — riu Li Chao, tentando disfarçar.
Todos riram juntos.
O mingau de Li Chao já fora exposto por Xie Li em sua rede social.
Cozinhar mingau no fogão elétrico e ainda conseguir queimar o arroz, isso sim é talento raro.
Comeram e conversaram, e apesar da fartura, mal sobrou comida.
— Prato limpo! — brincou Li Chao, pegando um dos pratos e limpando tudo.
Os outros o acompanharam, rindo.
De barriga cheia, todos relaxaram e retomaram a conversa.
— Mu Chen, hoje vocês ganharam duas vezes seguidas. Como se sente? — perguntou Li Chao, sorrindo.
— Devo ser modesto ou exibir arrogância? — Mu Chen respondeu, sorrindo.
— Não importa! — Li Chao hesitou, mas continuou — Dizer a mesma coisa de novo cansa.
— Não quer expressar em uma música? — sugeriu Deng Jialin de repente.
Todos olharam para Mu Chen.
— Então vamos lá — Mu Chen levantou-se, aquecendo a voz, e começou a cantar:
Ser invencível é tão,
tão solitário,
Ser invencível é tão,
tão vazio,
Sozinho no topo,
o vento frio sopra sem parar,
Minha solidão,
quem pode entender?
...
Assim que Mu Chen começou a cantar, todos se surpreenderam, mas logo ficaram boquiabertos.
O que era aquilo? Nunca tinham ouvido antes! Seria uma composição dele?
Mesmo apenas com a voz, a melodia transbordava força e grandiosidade, tocando a todos.
O ambiente ficou em silêncio absoluto; além da voz de Mu Chen, não se ouvia mais nada. Até os membros da produção do programa olhavam para ele, atônitos.
Aquela música... era realmente invencível!
— O que foi com vocês? — perguntou Mu Chen ao terminar, ainda saboreando o momento, olhando ao redor sentindo um prazer inexplicável.
Devem estar deslumbrados com o brilho de alguém de outro mundo.
E aquilo era só o começo!