Capítulo Vinte e Um: A Extraordinária Jornada com Li Ruoxi

Minha Namorada Estrela Música do Destino 2814 palavras 2026-03-04 20:05:51

Não eram poucos os que, como Yang Lan, pensavam em deixar de ser fãs; achavam que acompanhar Wu Fan era cansativo demais. Agora, muitos, ao saberem que alguém era fã de Wu Fan, logo perguntavam: “Como é ser insultado por Mu Chen?” Que experiência, afinal? Não era uma experiência, era um trauma psicológico. Provavelmente, agora, vão começar a perguntar: “Qual é a extensão do trauma psicológico de ser insultado por Mu Chen?” Ser fã a ponto de desenvolver um trauma… Que sentido há nisso? Antes, ser fã de Wu Fan era motivo de orgulho; hoje, já não têm coragem de falar sobre isso. Mu Chen é mesmo um canalha!

Os fãs de Wu Fan não imaginavam que uma disputa de insultos, interrompida pela intervenção oficial, teria consequências tão grandes. Mu Chen, por sua vez, não se importava com o trauma psicológico dos fãs de Wu Fan. Ele realmente pensava no próximo projeto: o que faria a seguir? Já planejava expandir sua carreira para o cinema.

— Você quer filmar uma versão cinematográfica de “Portões da Virtude”? — perguntou Chen Fuhai, olhando para Mu Chen, e logo balançou a cabeça. — “Portões da Virtude” fez sucesso, adaptar para o cinema não é impossível, mas requer tempo. O intervalo é curto demais, não é bom.

O problema era que o impacto seria insuficiente, e poderiam acusá-lo de querer lucrar rapidamente. Além disso, as comparações seriam inevitáveis e, em termos de reputação, sairia prejudicado. Mu Chen concordou; a versão de Li de “Herói de Portões da Virtude” era clássica, mas a bilheteria não foi tão boa quanto se imaginava. E, atualmente, os filmes de kung fu não estavam rendendo muito. Fazer isso agora seria arriscado. Além disso, ele não tinha certeza se conseguiria dominar a produção de um filme, que é muito mais exigente que a de uma série. E nem sempre o cinema dá tanto lucro quanto a televisão.

“Portões da Virtude” já tinha rendido dois ou três milhões; se a série continuar popular, com uma segunda rodada de exibição e venda dos direitos pela internet, a receita só aumentaria. Muitos filmes dão prejuízo, mas séries raramente. Então, melhor fazer uma série! Mas qual?

Mu Chen tinha várias opções em mente, mas não conseguia decidir de imediato.

— Você está certo! — Mu Chen assentiu e perguntou: — Qual tipo você acha melhor para filmar?

— Achei que você ia continuar com séries de kung fu — respondeu Chen Fuhai, sorrindo.

— Não dá para ficar sempre no mesmo gênero — disse Mu Chen. Ele não queria ser rotulado.

— Que tal uma série de fantasia? — sugeriu Chen Fuhai, cauteloso.

Os filmes de fantasia quase sempre fracassavam na bilheteria, mas as séries, se fossem de qualidade, tinham audiência garantida, ainda que não fosse surpreendente.

— Então vamos fazer uma série de fantasia — concordou Mu Chen.

Pensando nisso, vieram à mente vários títulos: “A Lenda dos Heróis do Arco”, “O Par de Esculturas do Herói”, “Os Oito Dragões Celestiais”, “O Riso Orgulhoso do Mundo”, “A Espada e o Dragão”, “A Faca Voadora de Li”, “Os Quatro Grandes Investigadores”...

Qual filmar, afinal? “O Par de Esculturas do Herói”? Mu Ze interpretaria Guo Jing, mas seria estranho; com o sucesso de “Portões da Virtude”, a imagem de Chen Zhen encarnada por Mu Ze estava marcada na memória do público. “A Lenda do Herói”? Seria abrupto demais. “Os Oito Dragões Celestiais” tem três protagonistas: Duan Yu, que talvez não fosse adequado; Xu Zhu, menos ainda; Qiao Feng, talvez sim. “O Riso Orgulhoso do Mundo”? Mu Chen ficou indeciso, mas logo sorriu. Não era urgente.

Se fossem filmar essas séries, não seria bom escrever também os romances? “Nossa Juventude”, apesar da música tema ter sofrido um “infortúnio”, seguia com divulgação intensa. “Portões da Virtude” era promovido de forma mais discreta.

Foi nesse momento que Mu Chen acompanhou Li Ruoxi na gravação do programa “A Viagem Maravilhosa com o Par”. A gravação começava logo na saída de casa.

Quando a equipe do programa chegou ao endereço fornecido por Mu Chen, ficaram surpresos.

— Este é mesmo o endereço de Mu Chen?

— Deve ser. Foi o que ele informou.

— Não esperava por isso!

Era evidente pela expressão dos presentes que estavam admirados. Com uma série vendida por mais de cinquenta milhões, como ainda morava ali?

— Bata na porta!

Bateram por um bom tempo, mas nada aconteceu. Teriam errado o endereço?

— Vocês chegaram! Que cedo! — disse uma voz; ao voltarem, viram Mu Chen suado, aparentemente voltando de uma corrida.

— O Diretor Mu estava correndo? — perguntou um funcionário, curioso.

— Sim! É um hábito desde pequeno — respondeu Mu Chen, sorrindo. — Desculpem, não esperava que chegassem tão cedo.

Nos dois mundos, Mu Chen tinha o hábito de acordar cedo para correr e treinar.

Ao abrir a porta, a surpresa aumentou ainda mais. O interior era limpo, mas apertado.

— Aluguei antes de me formar, o contrato não acabou, então não troquei — explicou Mu Chen.

Trocar era inevitável. Agora, dinheiro não faltava, não havia razão para se privar. Especialmente com Li Ruoxi vindo; não queria que ela passasse pelo mesmo. Embora ela não se importasse, Mu Chen se importava.

Um homem pode sofrer, mas não deve fazer sua mulher sofrer.

Depois de arrumarem tudo, Mu Chen e a equipe seguiram para a residência de Li Ruoxi.

— Só vai levar isso? — perguntou, surpreso, um membro da equipe.

Mu Chen só carregava uma mochila de montanhismo, nem uma mala.

— Não há muito o que levar; vão filmar só dois dias, para quê tantos itens? Se faltar algo, compro na hora — respondeu Mu Chen, sorrindo. — Aliás, se eu comprar algo no meio do caminho, o programa reembolsa?

A funcionária sorriu, achando que Mu Chen estava brincando.

Na verdade, a mochila de Mu Chen continha bastante coisa.

Comparado com Mu Chen, que acordava cedo, Li Ruoxi gostava de dormir mais. Quando abriu a porta, ainda bocejando e meio sonolenta, ao ver as câmeras, gritou e correu para dentro.

— Não passei maquiagem!

— Você é naturalmente bela, fica bem sem maquiagem — disse Mu Chen, sorrindo ao vê-la fugir.

Li Ruoxi olhou para trás e sorriu, sem parar. Ainda estava de pijama.

O apartamento de Li Ruoxi era muito maior e mais luxuoso que o de Mu Chen. Era a primeira vez que Mu Chen visitava, e olhou curioso ao redor.

Não sabia se era uma acomodação da empresa ou se o pai dela havia providenciado.

Pouco depois, Li Ruoxi saiu do quarto, sem maquiagem, mas já arrumada.

— Comprei lá embaixo, vamos comer enquanto está quente! — disse Mu Chen, apontando para o café da manhã que havia deixado na mesa.

Li Ruoxi sorriu docemente e perguntou: — Vocês já comeram?

Parecia acostumada com o gesto de Mu Chen.

— Por que você também trouxe tão poucas coisas? — perguntou um membro da equipe, olhando para Li Ruoxi, surpreso.

Mu Chen carregava uma mochila, Li Ruoxi apenas uma mala.

A gravação duraria dois dias, não era pouco tempo. Muitos famosos, especialmente as mulheres, levavam uma quantidade enorme de itens para gravações de meio dia.

Li Ruoxi parecia ser uma exceção.

Os dois estavam assim, e pelo jeito não tinham combinado nada.

— Vocês não revelam como será a gravação. Sem saber de nada, só posso me preparar para o pior. Se vocês nos obrigarem a nos virar, levar muita coisa só vai atrapalhar — respondeu Li Ruoxi, sorrindo. — Além disso, com um cartão na mão, o mundo está ao alcance. Se faltar algo, compro na hora.

A equipe olhou para Mu Chen.

O que era aquilo? Não são da mesma família, mas parecem feitos um para o outro.