Capítulo 7: Tornando-se Proprietário de Terras

Renascida no Apocalipse: Primeiro, Mato Meu Marido Zhang Dexi 2298 palavras 2026-02-09 16:24:15

— Concordo! Concordo! — respondeu imediatamente Tiago. Ele sentia que encontrar Suli naquele dia era justamente aquela oportunidade de que sua filha tanto falava.

Suli sorriu levemente e perguntou:

— Acha que conseguimos desmantelar a organização de Zuping? Não é necessário que fujamos por causa dela, certo?

— Bem... Desde que entrei para a Brigada de Autodefesa, passei a sentir as coisas de outra forma. Quanto mais participo do grupo de ajuda mútua de Zuping, mais me sinto atraído por ela, como se houvesse algo irresistível em sua presença, uma vontade de me submeter. Principalmente no salão do condomínio, cheguei a ter vontade de me ajoelhar diante dela, algo totalmente estranho. Por isso estou tão ansioso para sair daqui.

Tiago fez um gesto para seu cachorro, Bolota, que se espreguiçou e deitou-se em seu colo, mostrando a barriga para ser acariciado. Quando percebeu que Suli o olhava de forma cada vez mais séria, rapidamente colocou Bolota no chão e continuou:

— A Brigada tem dez equipes. Nosso capitão sempre fala com admiração de Zuping. No dia em que ela os liderou para saquear o supermercado, uma equipe do condomínio vizinho também apareceu, mas Zuping sozinha conseguiu derrubar todos eles. Hã... você consegue usar seu poder em uma área grande de uma só vez? Se puder, talvez não precisemos fugir.

— Fugir! — respondeu Suli sem hesitar. Que piada! Seu poder era, no máximo, prever algumas cenas do futuro, e ainda assim de forma aleatória. Suas habilidades de combate não tinham melhorado; o que sabia era fruto de seu próprio treino recente. Era mais forte que uma pessoa comum, mas jamais conseguiria derrubar sozinha uma equipe inteira como Zuping. Fingir força não daria certo, melhor aproveitar que Zuping ainda não estava de olho nela e partir antes.

Por outro lado, sua percepção havia se tornado muito mais aguçada; à noite conseguia até ouvir a respiração de Wang Xiufen, do outro lado da rua, enquanto dormia. Ela instruiu:

— Hoje à noite, vocês arrumem tudo. Eu vou até vocês e partimos juntos.

Dentro de algum tempo, a chuva torrencial cessaria e o sol voltaria a aparecer. Um mês após o fim das chuvas, aconteceria um terremoto; este condomínio sofreria apenas algumas rachaduras nas paredes. Porém, ao saírem agora, a vida da família se tornaria imprevisível pelo menos durante o ano seguinte.

Na saída, Tiago ainda resmungou com raiva diante da porta dela:

— Idiota!

Na varanda do segundo andar, Wang Xiufen observou Tiago partir e bufou.

Apesar do sumiço do sol, a maioria das pessoas mantinha seus hábitos, seguindo o ritmo de vida anterior. Assim era com Wang Xiufen, vizinha de Suli. Ao ouvir a respiração tranquila da família de Tiago, Suli se dirigiu silenciosamente até a casa 8, onde eles moravam.

— Toc, toc, toc! — Ela bateu suavemente na porta.

Tiago abriu depressa e a fez entrar. Os três estavam acordados, lanternas iluminando o teto, tornando o ambiente menos sombrio. Suli finalmente viu a esposa e a filha de Tiago.

— Meu nome é Shen Qing, esta é minha filha, Yoyo. Obrigada por nos levar com você — disse Shen Qing, com gratidão nos olhos. Ela lembrava um pouco a atriz Liying Zhao, transmitindo simpatia.

A filha, Yoyo, tinha apenas dez anos e era ainda mais encantadora que a mãe. Ao ver Suli, seus olhos brilharam:

— Mana, ouvi dizer que você tem um espaço especial e poderes! Me coloca logo nesse espaço!

Ninguém perguntou a Suli para onde os levaria; estavam totalmente entregues às suas decisões. Ao ver a mulher e a filha de Tiago, Suli finalmente entendeu sua pressa em partir: Zuping não reprimia seus subordinados e permitia violência contra mulheres, tornando tudo muito perigoso para aquela família.

Sem mais delongas, Suli recolheu a família de Tiago e seus pertences para dentro de seu espaço especial.

Cuidando para que não ficassem entediados lá dentro, preparou para eles alguns carregadores portáteis, computadores, iPads, celulares, comida e petiscos.

Nos portões do condomínio, havia patrulhas da Brigada de Autodefesa. Suli não pretendia sair pelo portão. O condomínio, construído na encosta, contava com riachos e trilhas que levavam à montanha. No início dessas trilhas também havia guardas. Suli decidiu pular a cerca ao lado da trilha, seguir por um caminho secundário e subir até a estrada através de uma trilha menos vigiada.

Num salto ágil, passou pela cerca. Seguiu silenciosa, sem ser notada pelos guardas.

Depois de andar um pouco, quando estava prestes a subir a trilha, uma visão lhe atravessou a mente.

Zuping! Ao emergir na trilha, Zuping ajeitou os óculos e a olhou, entre um sorriso e outro.

Droga!

Suli girou nos calcanhares e disparou pela trilha de terra, correndo o mais rápido que podia. Logo à frente, avistou uma casa simples. Saltou para dentro — era o quarto de um casal de idosos. O velho acabava de ir ao banheiro no quintal; Suli rapidamente se escondeu debaixo da cama do casal...

O idoso, voltando do banheiro e meio sonolento, avistou a silhueta de Zuping no quintal e levou um susto.

— Professora Zuping? — Ele a conhecia bem, pois morava perto do bairro Vista do Rio. Sua esposa trabalhara para Zuping, fazendo limpeza nas casas do condomínio, o que lhes rendia um bom dinheiro. Todos os anos, ofereciam a Zuping o chá que plantavam.

Zuping disse em voz baixa:

— Tivemos uma ladra fugindo do nosso condomínio, estou atrás dela. O senhor viu alguém?

O velho não tinha notado ninguém, mas ao ouvir Zuping, lembrou-se de um vulto passando pela porta. Respondeu:

— Vi sim, alguém passou correndo pela porta, descendo ali — e apontou a ladeira.

— Obrigada. E o senhor e sua esposa, estão bem de saúde?

— Estamos, sim! Professora, quando a Brigada de Autodefesa vai recrutar aqui no vilarejo? Acho que ainda sirvo para alguma coisa! — gabou-se, apesar de seu físico limitado.

Zuping sorriu:

— Em breve passarei aqui para recrutar. Agora preciso perseguir a ladra.

Saltou agilmente o muro e desceu atrás da fugitiva.

O velho gritou:

— Professora, cuidado!

Dentro da casa, a esposa acordou e, da cama, reclamou:

— O que tanto faz lá fora a essa hora? Que professora é essa?

— Ora, mulher, não sabes como a professora Zuping é incrível! Saltou o muro do nosso quintal num pulo só. Dizem que ela tem poderes especiais, imagine, mais de sessenta anos e ainda despertou habilidades. Nós, com pouco mais de setenta, talvez também possamos despertar algum poder e rejuvenescer, hein? — disse ele, entrando na cama e encostando os pés gelados nos dela.

A mulher afastou o pé dele:

— Sai pra lá! Ultimamente, esse povo do Vista do Rio está loucamente obcecado por essa professora. Se quiser ir pra Brigada de Autodefesa, vá sozinho! Não meta nosso filho e nosso neto nisso. Nosso Tigrinho é universitário, não vai se rebaixar a ser segurança da tal Zuping!

— Mulher de pouca visão! Não entende nada. Nosso neto, entrando agora, pode ter um futuro brilhante. Aposto que a professora quer criar um grande poder!

O velho alisou os cabelos ralos, convencido de que fazia sentido.