004 A Família Ning na Cidade de Xangai

Transmigrando para a República da China, a garota delicada abre uma fábrica, ganha dinheiro e vence de lavada Ela é Huahua. 2506 palavras 2026-07-31 04:59:19

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Song Xiaohua, que vinha atrás, parou no lugar com uma expressão de surpresa, o rosto alternando entre o pálido e o vermelho. Ela não entendia por que o irmão Zhou disse aquilo; ele claramente lhe havia dito algo diferente, que não gostava da senhorita Tang Er, e que só queria ficar com ela para sempre. Como poderia agir assim? Isso não seria exatamente o que os livros chamam de agradar a todos os lados?

Ao olhar para a senhorita Tang Er, vestida com tecidos ricos e de aparência elegante, com uma aura suave e gentil que parecia se fundir com a floresta de amoreiras atrás dela, como uma pintura em tinta chinesa, Song Xiaohua se viu sem chances de competir. Não era à toa que o irmão Zhou queria se casar com ela.

Lembrando-se de sua entrega anterior, seu rosto corou profundamente. Com raiva, gritou para Zhou Yixin:

— Zhou Yixin, seu mentiroso!

Ela avançou furiosamente, puxando o colarinho dele para fazer escândalo.

Com a diferença de altura, antes que seus dedos alcançassem o tecido, Zhou Yixin a empurrou com força. Song Xiaohua não desistiu:

— Você claramente disse antes que me amava mais, que queria fazer de mim sua segunda esposa!

Zhou Yixin sentiu um aperto no coração e deu um tapa no rosto de Song Xiaohua:

— Que absurdo! Você está delirando, nunca disse essas coisas a você.

Song Xiaohua caiu no chão, o rosto direito inchado e vermelho à vista, segurando a face em lágrimas.

— Zhou Yixin, seu canalha mentiroso! Eu te odeio e nunca mais vou falar com você.

Ela se levantou, enxugando as lágrimas, e correu na direção oposta. Ao perceber que Zhou Yixin não a seguia, desapareceu desolada na esquina.

Tang Baozhu deu dois passos para trás, estalando a língua em desaprovação. Zhou Yixin era um lixo: não só um canalha, como também violento, ousando bater em uma mulher!

Zhou Yixin ignorou Song Xiaohua e fixou o olhar em Tang Baozhu, temendo que ela fugisse.

— Baozhu, agora você acredita em mim?

Tang Baozhu desviou a mão dele, olhando-o friamente.

— Você não vai atrás dela?

— Ela é uma irmã imatura, vai esquecer depois de chorar. Nem precisa se preocupar.

Tang Baozhu sorriu com desdém no fundo do coração. Realmente, ele era um homem sem coração nem lealdade, embora tivesse aparência elegante, seu comportamento era repugnante. Ela reprimiu o nojo e falou com falsa cordialidade:

— Ah, é? Zhou Yixin, você é mesmo bom, nem se importa com a irmã que cresceu ao seu lado. Parece que você realmente se importa comigo.

Ao ver a atitude amolecer, Zhou Yixin sorriu amplamente.

— Claro, Baozhu, você é a pessoa que mais amo nesta vida.

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Ele acabara de dizer que não tinha sentimentos por ela, e agora jurava que a amava mais que tudo. A duplicidade era evidente, e Tang Baozhu admirava a habilidade dele. Não queria mais perder tempo discutindo; continuando assim, ela temia sentir náuseas.

— Vim hoje apenas para avisar que estarei ocupado por um tempo e não poderemos nos ver.

Zhou Yixin assentiu, olhando para o rosto radiante de Tang Baozhu, seu coração se agitando. Ela era realmente bonita, como uma fada, pele macia e viçosa, bela e de família privilegiada. Xiaohua, essa garota simples do campo, não tinha a menor chance.

Ele enganava Xiaohua só para ter alguém para cozinhar, cuidar da casa e trabalhar na fazenda, uma força de trabalho gratuita, fácil de conseguir com poucas palavras.

Além disso, Xiaohua era obediente, fácil de convencer a ir para a cama, suprindo suas necessidades físicas sem compromisso.

— Tudo bem, Baozhu, farei o que você mandar.

Zhou Yixin tentou segurar a mão de Tang Baozhu, mas ela habilmente desviou.

Não sabia se era impressão, mas viu um lampejo de repulsa nos olhos dela.

O momento passou, e ele piscou, convencido de que era só imaginação.

Tang Baozhu sorriu timidamente, colocando as mãos atrás das costas.

— Não podemos fazer nada impróprio. Meus pais disseram que, sem casamento formal, devo seguir as regras, senão me trancam.

— Fui indelicado — ele disse, lembrando que ela era uma jovem rica que certamente respeitava as tradições. Não insistiria, o casamento viria a seu tempo. O pato na boca não foge.

— Quando vamos nos casar? Não tenho pais, só tios e tias. Escolhi uma data, o décimo quinto deste mês, um dia auspicioso para casamento. Posso falar com eles, mas você sabe que minha casa é pobre, talvez não possa dar muitos dotes, só consegui juntar vinte moedas de prata...

Zhou Yixin já sonhava com o casamento, mas Tang Baozhu sorriu e interrompeu:

— Você está com pressa demais, irmão Zhou. Minha família tem um grande negócio agora e não vai dar atenção ao meu casamento.

— Grande negócio? Que negócio?

— A família Ning de Hucheng enviou parentes para encomendar uma enorme quantidade de seda, valendo milhões. Não podemos errar.

— A família Ning? Aquela antiga e influente família de Hucheng?

— Sim, por isso avisamos para prepararem muitos casulos de bicho-da-seda, vão comprar em grande escala.

Zhou Yixin arregalou os olhos; era um negócio enorme e garantido.

— Negócio é coisa séria, casamento pode esperar.

— Vou ter que acompanhar as jovens da família Ning para festas e diversão, não poderei te ver.

— Tudo bem, assuntos da família são prioridade.

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— Então vou indo — Zhou Yixin se despediu com relutância, tirando um libélula de bambu de suas mãos e colocando na palma de Tang Baozhu.

— É um presente que fiz para você.

A libélula, feita de folhas de palmeira, parecia viva. Se fosse a dona anterior, ficaria encantada; ela adorava esses pequenos artesanatos que a faziam sorrir.

Mas Tang Baozhu só sentiu nojo.

Ela segurou o presente, fingindo felicidade:

— Obrigada, que gentil.

A resposta foi cortês, e Zhou Yixin, inicialmente esperançoso, com os olhos brilhando, imaginava que ela pulasse em seus braços para sentir seu toque macio, mas viu que ele se enganava. Sorriu constrangido.

— Que goste.

— Bem, vou indo. Não precisa me acompanhar, cuide de seus assuntos.

Zhou Yixin ainda estava preocupado com Song Xiaohua e acenou rapidamente.

— Tenha cuidado no caminho.

— Obrigada.

Tang Baozhu seguiu em direção à saída da vila, sem nem mesmo um abraço de despedida. Zhou Yixin, com o rosto meio forçado, resmungou:

— Sem graça, sem charme, não entende nada de sedução. Só tem beleza, mas na cama deve ser igual a um peixe morto.

Enquanto pensava se deveria explicar a Song Xiaohua, alguns criadores de bicho-da-seda da vila apareceram, cumprimentando-se como velhos conhecidos.

— Zhou Yixin, que coincidência!

Ele acenou com a cabeça, mantendo uma postura altiva. Antes, na vila, todos eram iguais, mas agora que estava ligado à segunda senhorita da família Tang, sua posição subiu.

— Sim, que coincidência.

Vendo sua atitude indiferente, todos o desprezaram em silêncio, considerando-o alguém que, ao subir na vida, esquece suas raízes.