Capítulo 5

O Idiota Caçador de Garotas: Estratégia Reversa Contra o Inimigo Mortal Miau imperdível 3884 palavras 2026-07-31 04:44:40

“JOGO TERMINADO!”

A tela do jogo exibiu a tela de encerramento, acompanhada por uma música de fundo alegre.

Tokoyama Kogami segurava firmemente o controle, olhando para a tela com um olhar de descontentamento.

“Você nunca jogou antes?” Nakahara Chuuya perguntou surpreso.

Ele pensava que o irmão de Dazai havia desafiado-o por estar familiarizado com jogos de luta e ter muita confiança nisso.

No entanto, a atuação desajeitada de Kogami indicava que ela não tinha muita noção das técnicas especiais do personagem que controlava.

“Não pode simplesmente ficar apertando soco e chute sem parar,” Chuuya inclinou o corpo de lado, olhando para o controle de Kogami, explicando: “Cada personagem tem seus golpes secretos. Quando a barra de energia estiver cheia, escolha o momento certo para usar; assim você pode tirar bastante vida do inimigo.”

O ombro do jovem que se aproximava encostou-se casualmente em Kogami.

Ela franziu levemente o cenho e desviou para perto de Dazai, com um tom ameaçador, mas tímido: “Não fique se achando! Você só ganhou de mim, mas o meu irmão é muito melhor do que eu!”

Chuuya arqueou uma sobrancelha, confuso de verdade: “Eu? Me achando?”

Ele ainda fingia inocência!

Tokoyama Kogami bufou alto e virou-se para Dazai, dizendo: “Irmão, vingue-me!”

Seus olhos vermelho-vivo brilhavam com a intensidade de uma joia sob o sol, lançando um olhar feroz para Nakahara Chuuya.

Ele ficou sem entender.

Na primeira vez que se encontraram, eles até se deram bem.

“Irmão, derrote o Rei das Ovelhas por mim!” Kogami agarrou a roupa de Dazai, insistindo: “Tem que dar uma surra nele!”

Dazai afagou a cabeça dela e mastigou o doce na boca: “Então vem para o meu lado.”

“Hm?” Kogami piscou curiosa e trocou de lugar obedientemente.

Do meio do sofá, ela se mudou para o lado direito de Dazai, entre ele e Chuuya.

Com as mãos delicadamente apoiadas no colo, ela virou a cabeça: “Irmão, já estou pronta.”

Ela tinha algo para pedir?

Seus olhos vermelho-vivo não piscavam enquanto olhavam para Dazai.

“Hmm... você fica aqui para me apoiar,” Dazai pensou um pouco e sorriu: “De qualquer forma, Chuuya é fraco, vai perder rápido.”

Chuuya resmungou: “Quem é o fraco, você vai ver daqui a pouco!”

Ele apertou com força o botão de seleção e escolheu um personagem familiar: “Não chore se perder, não vai querer passar vergonha na frente da sua irmãzinha.”

“Irmão não perde!”

Kogami rebateu sem pensar.

Chuuya olhou para ela e bufou irritado.

Na última vez, ela não tinha essa atitude.

Assim que Dazai apareceu, a pequena imediatamente mudou de postura.

*

Os sons intensos do jogo e as discussões dos dois adolescentes se alternavam.

Trinta e três vitórias para cada um.

Empate técnico.

Kogami, concentrada em contar as vitórias de Chuuya e Dazai, com os olhos pesados, mal conseguia segurar o quadro branco de contagem que estava em seu colo.

“Ploc.”

A caneta caiu no quadro, fazendo um leve som.

Ela se recostou no braço do sofá e adormeceu.

Chuuya olhou para ela e disse: “Ei, ela dormiu.”

Dazai, olhando para a tela de encerramento, largou o controle e se recostou preguiçosamente: “Chuuya perdeu para mim, então o relatório da missão fica contigo.”

“Quando eu perdi para você?”

Chuuya o encarou com raiva.

Dazai fingiu surpresa: “Não foi na última partida?”

“Quem disse que aquela foi a última?” Chuuya, insatisfeito, respondeu: “Vamos de novo!”

*

Ele não era pior que Dazai!

Só perdeu um pouco no final; na próxima, a vitória seria dele com certeza!

“A contadora já caiu,” Dazai espreguiçou, levantando os braços lentamente: “Agora ninguém vai contar as vitórias.”

Chuuya franziu a testa: “A gente pode contar sozinho.”

Não era nada difícil.

Mas ele certamente não admitiria ter perdido para Dazai.

“Será que Chuuya não aceita perder assim?” Dazai cobriu a boca com a mão, fingindo estar surpreso, deixando Chuuya irritado.

Ele aumentou a voz: “Quem não aceita perder?”

Dazai levantou o dedo indicador na frente dos lábios.

Chuuya parou por um momento.

“Não acorde ele, a fase de crescimento das crianças é muito importante.”

Dazai lançou um olhar para Chuuya e provocou: “Se não crescer alto como você, vai ser um anãozinho a vida toda, que triste.”

“Eu ainda estou crescendo, viu?”

Chuuya retrucou.

Kogami, que estava sonolenta no sofá, mexeu-se um pouco, franzindo o cenho e emitindo um som indistinto: “Umm...”

O jovem de cabelos avermelhados ficou sem palavras.

Dazai sorriu e apontou para os documentos sobre a mesa, depois fez um gesto com a mão.

Chuuya cerrou os dentes e ficou em silêncio.

Bufou, pegou os papéis que havia trazido e saiu a passos largos.

“Cliq.”

Dazai fechou a porta do escritório novamente.

Ele virou-se para Kogami, o sorriso desaparecendo, seus olhos vermelho-vivo baixos observando-a.

“Ela consegue dormir em qualquer lugar...”

Sem expressão, ele pegou o casaco ao lado e colocou sobre Kogami, tirando o capuz que atrapalhava e deixando o cabelo solto cair.

Desligou o console conectado à televisão.

Dazai, entediado, pegou o celular e começou a jogar Snake.

“Irmão...”

Uma voz suave sussurrou em seu sonho.

Dazai virou a cabeça para Kogami, que dormia encolhida no casaco com cheiro dele, murmurando seu nome no sono.

Ele desviou o olhar e colocou a mão sobre a cabeça dela, acariciando-a suavemente: “Durma.”

A luz do sol da janela iluminava os irmãos no sofá.

Eles se encolhiam naquele pequeno canto, como nos últimos anos, quando vagavam juntos, dependendo um do outro.

*

Quando a noite caiu, Dazai sentou-se no braço do sofá, lendo à luz do luar.

“Irmão... Irmão?”

Tokoyama Kogami esfregava os olhos e sentava-se lentamente, o casaco escorregando pelo sofá.

Ela se curvou para pegar o casaco de Dazai e olhou ao redor procurando uma figura familiar.

“Irmão!”

Dazai respondeu calmamente, virando a página do livro sem desviar o olhar: “Sonhou?”

Kogami abraçou o casaco e inclinou a cabeça, pensando: “Acho que sim?”

Tentando se lembrar.

Ela sorriu feliz: “Sonhei com você, irmão!”

“Oh?” Dazai levantou a voz, interessado: “Sonhou o quê?”

Será que ela ia reclamar de novo?

*

“Sonhei com o presente de aniversário que você me deu no ano passado!” Kogami se aproximou de Dazai, seus olhos bonitos curvados num sorriso radiante: “Era o que eu sempre quis!”

Ele inclinou a cabeça, apoiando o rosto na lombada do livro, fingindo lembrar: “Hmm? Eu te dei um presente no ano passado?”

“Claro que sim!” Kogami ficou um pouco ansiosa: “Você não lembra? Me deu um caranguejo eremita!”

Um caranguejo eremita bem pequeno.

Kogami ainda o mantinha no aquário, alimentando-o diariamente.

“É mesmo?” Dazai ficou surpreso e sorriu: “Não me lembro.”

Kogami baixou a cabeça, desapontada: “Ah, que chato...”

No aniversário de Kogami há um ano, ela ainda não era líder da máfia do porto.

Por ordem do antigo líder, ela e Dazai foram separados por dois meses, sem se verem por muito tempo.

Finalmente, aproveitando o aniversário para sair, ainda era seguida por sete ou oito mafiosos, que na verdade a “protegiam” e “vigiavam”.

“Você realmente não lembra, irmão?”

Ela perguntou baixinho.

Naquele dia, às margens do rio Tsurumi, o corpo de Dazai flutuava na água, quando ouviu a voz de Kogami se aproximar.

Ele subiu lentamente na margem, tirou um pequeno caranguejo eremita do bolso do casaco e o colocou na palma da mão dela.

“Este é o presente do irmão?”

A Kogami de doze anos segurou o pequeno caranguejo com alegria, radiante de felicidade.

Ela sempre quis ter um caranguejo eremita.

Mas antes, onde eles vagavam, não havia mar.

Ela só sabia que o caranguejo gostava de procurar conchas e “casas” para si.

“Não sei quando ele entrou no meu bolso,” disse o garoto de quatorze anos, molhado da cabeça aos pés, balançando a manga despreocupadamente: “Se for incômodo, joga ele de volta no rio.”

A pequena garota segurou o caranguejo com cuidado, seus olhos bonitos brilhando de felicidade, sorrindo radiante: “Eu não vou jogar fora, é um presente do irmão!”

Dazai olhou para ela e desviou o olhar: “Fica com ele então.”

“É um presente de aniversário do irmão!”

Kogami levantou o pequeno caranguejo com alegria, exibindo orgulhosa: “Vocês não têm um, né?”

Os guardas enviados pelo antigo líder ficaram em silêncio, ela nem se importou.

“De hoje em diante, você é ‘Pequena Flor’!”

Kogami acariciou a concha do caranguejo, contente: “Pequena Flor, eu vou cuidar bem de você.”

O caranguejo, que antes vivia no mar, agora, sob os cuidados de Kogami, tinha um aquário grande, areia fina e comida garantida, vivendo uma vida confortável e segura.

“Eu sempre cuidei bem da Pequena Flor,” Kogami fez um bico, um pouco triste: “Mas o irmão já não lembra.”

O jovem encostado no sofá suspirou e se endireitou, levantando a mão enfaixada para pousar sobre a cabeça dela: “Estou brincando, não esqueci.”

Se ele tivesse mesmo esquecido o caranguejo que entrou no bolso por acaso, poderia esquecer.

Mas o caranguejo que deu a Kogami ele havia buscado numa praia perto de Yokohama; desajeitado e tímido, assim como ela, fugia das pessoas.

“Você ainda lembra por que queria um caranguejo, irmão?”

Kogami agarrou a roupa dele firmemente, olhando-o insistente.

Dazai sorriu levemente e baixou os olhos: “Porque certa bobinha tem alergia a frutos do mar e fica olhando eu comer caranguejo, com inveja, pensando que não pode comer, então resolveu criar um.”

“Não era inveja não,” Kogami resmungou, animada: “Só queria ter um caranguejo que o irmão não pudesse comer.”

Dazai bufou.

Sua irmã boba era como um caranguejo eremita frágil, sem concha dura para se proteger, incapaz de viver sozinha no mundo.

Mas o caranguejo não sabia que a “concha” em que se abrigava era apenas uma aparência frágil.

Cheia de rachaduras.

Que podia se quebrar a qualquer momento.

A “concha” só podia proteger temporariamente o pequeno animal que estava dentro, até se partir completamente.