Irmão, será que você sente algo por mim em segredo?

Minha Irmã e Meu Irmão Me Mimam Tanto Hubimidi 2723 palavras 2026-07-31 04:49:21

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O tempo passou como um relâmpago e, num piscar de olhos, o sol do fim de semana banhava a terra. Nós três irmãos, animados, colocamos as mochilas nas costas, de mãos dadas, saindo de casa em direção ao parque de diversões. A luz do sol filtrava-se pelas folhas das árvores, projetando sombras irregulares sobre nós, cálidas e brilhantes. O riso da irmã mais nova era límpido como sinos, enquanto o passo do irmão mais velho soava firme e vigoroso. Percorríamos as ruas movimentadas, com o coração cheio de expectativa pelo parque.

Ao chegarmos à entrada do parque, neon colorido chamou nossa atenção e as atrações, imponentes, pareciam acenar para nós. Ansiosos, mergulhamos na multidão onde risos e gritos se entrelaçavam, compondo uma sinfonia alegre. Era como se estivéssemos num conto de fadas, onde cada detalhe trazia diversão e surpresa.

— Irmão, olha! A roda-gigante! É a roda-gigante! — exclamei, emocionada ao vê-la pela primeira vez.

Os raios oblíquos do sol iluminavam a roda-gigante, cujo enorme disco girava lentamente, carregando sonhos e alegrias de muitos. Segurei a mão da irmã mais velha e olhei para Gu Wuchen ao meu lado. Apesar da lesão no pé ainda não curada, um sorriso tênue iluminava seu rosto, e seus olhos transmitiam determinação e ternura.

— Você realmente vai? Seu pé ainda não está bem — perguntei baixinho, preocupada.

Gu Wuchen assentiu e deu um leve tapinha no meu ombro: — Não se preocupe, vou acompanhar vocês.

Os três entramos na fila e, à medida que avançávamos, finalmente chegou a nossa vez. Apertei a mão da irmã mais nova, enquanto Gu Wuchen mancando seguia atrás de nós. Quando a roda-gigante subiu lentamente, observei pela janela o mundo encolher sob nossos pés, sentindo uma mistura de admiração e alegria. Gu Wuchen permaneceu silencioso ao lado, lançando olhares preocupados, como se dissesse que, com ele ali, nada havia a temer. Naquele instante, o tempo pareceu parar; nós três, envolvidos no pequeno mundo da roda-gigante, desfrutávamos de uma paz e aconchego raros.

A roda-gigante desceu devagar, parando firme no chão. Virei-me para Gu Wuchen e percebi sua testa franzida, sinal de desconforto. Ele massageava delicadamente o pé enfaixado — um detalhe que eu não havia notado antes. A luz do sol, passando pela pequena janela da roda, iluminava seu rosto pálido, projetando sombras na faixa que pareciam narrar a dor que sentia no pé.

Aproximando-me nervosa, segurei seu braço com cuidado: — O que houve com seu pé? Está doendo de novo?

Ele ergueu a cabeça e esboçou um sorriso amargo: — Não é nada, talvez o tempo sentado na roda-gigante tenha me incomodado um pouco.

Não acreditei em sua explicação e insisti em examinar o ferimento. Sem alternativa, ele desfez lentamente a ponta da faixa. Sob ela, a ferida estava vermelha e inchada, parecendo pior do que antes. Um aperto tomou meu peito e meus olhos brilharam de compaixão. Naquele momento, tudo parecia congelado, restávamos apenas eu, Gu Wuchen e seu pé machucado.

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Apoiei-o rapidamente em um banco próximo, tomando cuidado para que ele sentasse confortavelmente. O sol filtrado pelas folhas formava um mosaico quente ao seu lado. Tirei suas meias e sapatos com delicadeza; a ferida sob a faixa vermelha era dolorosamente evidente. Inspirei fundo e comecei a massagear suavemente seu tornozelo.

Meus dedos deslizavam pela pele, tentando aliviar a dor. Sentia os músculos tensos relaxarem pouco a pouco sob meu toque, embora suas sobrancelhas permanecessem franzidas. Levantei os olhos para ele, repletos de preocupação e carinho. Ele fechou os olhos lentamente, parecendo apreciar aquele momento raro de calma e cuidado.

O sol iluminava o rosto de Hao Shiya, que piscou travessa, com os braços cruzados e um olhar zombeteiro dirigido a mim e Gu Wuchen. Ela se inclinou para perto, um sorriso malicioso nos lábios e a voz baixa, como se confidenciasse um segredo: — Ah, vocês dois estão encenando um drama de irmandade tão profundo que até me sinto envergonhada.

Suas palavras foram como uma brisa suave acariciando nossos rostos, carregadas de brincadeira e provocação. Olhei para ela, lancei um olhar repreensivo e meu rosto ficou levemente corado, mas não consegui conter a risada. Gu Wuchen tossiu discretamente, tentando disfarçar o desconforto, mas um sorriso tímido se formou em seus lábios, mostrando que não estava zangado.

Enquanto eu me preparava para levantar e buscar algum remédio para o ferimento de Gu Wuchen, Hao Shiya me empurrou de repente pelas costas. Naquele instante, tudo pareceu congelar; senti meu corpo inclinar-se para frente, e meu coração disparar no peito.

Fechei os olhos, desejando apenas não esbarrar em Gu Wuchen. Quando os abri, percebi que meu nariz quase tocava sua bochecha. Seus olhos estavam arregalados, surpresos, com um leve rubor tímido. Estávamos tão próximos que quase podíamos sentir a respiração um do outro. O tempo parecia esticar infinitamente. Podia ouvir claramente meus batimentos cardíacos e o riso abafado de Hao Shiya ao nosso lado, que tentava segurar a gargalhada.

O riso de Hao Shiya era cristalino como sinos; ela rodopiava alegremente ao nosso redor, brincando com os fios de cabelo que caíam sobre meus ombros. A luz do sol através das folhas dourava sua silhueta, envolvendo-a em um halo dourado. Seus olhos brilhavam com travessura, como se escondessem mil brincadeiras.

De repente, ela parou, segurou um mecha do meu cabelo entre os dedos e enrolou-o delicadamente, como se acariciasse uma obra de arte preciosa. Seu toque era suave e cuidadoso, como se temesse me machucar. Inclinei a cabeça em sua direção, olhando seu rosto infantil, e um sorriso involuntário surgiu nos meus lábios.

— Veja só, seu cabelo brilha à luz do sol, é tão bonito — disse Hao Shiya com voz doce e suave, soprando gentilmente meus fios, como se acariciasse uma flor em plena floração. Naquele momento, parecia enxergar em mim uma versão serena e gentil, que combinava perfeitamente com seu sorriso.

Gu Wuchen observava a cena entre mim e Hao Shiya, um leve sorriso surgindo nos cantos da boca. Logo depois, suas sobrancelhas se franziram levemente, como se lembrasse de algo. Respirou fundo e voltou o olhar para mim, com voz suave e quase imperceptível: — Irmã... meu pé... parece que está incomodando de novo.

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Ao ouvir isso, meu coração apertou e parei imediatamente de brincar com Hao Shiya. Virei-me para Gu Wuchen e o vi com a cabeça baixa, as mãos massageando o pé ferido, o rosto marcado pela dor. Aproximei-me rapidamente, agachei-me e segurei seu pé com cuidado, repousando-o sobre meu colo.

Hao Shiya, vendo a expressão preocupada e a dor no rosto de Gu Wuchen, compreendeu algo naquele instante. Aproximou-se discretamente, com os olhos brilhantes a percorrerem nós dois, como se pudesse enxergar além das aparências. Um sorriso maroto curvou seus lábios, como se tivesse descoberto um segredo divertido.

De repente, falou alto: — Ei, Gu Wuchen, você não está fingindo dor só para aproveitar mais os cuidados da irmã, né? — Sua voz era provocativa, porém alegre.

Gu Wuchen corou levemente, lançou-lhe um olhar de reprovação, querendo responder, mas sem saber como. Virou a cabeça, fingindo não ouvir, mas seus olhos lançaram um rápido olhar para mim, como se avaliasse minha reação.

A luz da lua, suave como água, banhava o peitoril da janela da sala. Gu Wuchen sentava-se no sofá, o semblante sério, os olhos percorrendo o rosto de Hao Shiya, à sua frente, que cruzava os braços, com o olhar curioso e investigativo.

Ele respirou fundo, como quem toma uma decisão importante, e falou devagar: — Shiya, tenho algo para te dizer.

Hao Shiya arqueou uma sobrancelha, sorrindo com malícia: — Oh? É sobre seu pé machucado ou outra coisa?

Gu Wuchen balançou a cabeça, a voz firme e baixa: — É sobre... ela. Na verdade, eu... — fez uma pausa, juntando coragem — gosto dela, há muito tempo.