Capítulo 17 — Ela estendeu os braços e apertou Li Qianfan contra o peito.
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Ao ver a mensagem, Lin Momo imediatamente pegou o celular e saiu do escritório. Encontrou um lugar onde não havia ninguém e ligou para Li Qianfan. Após alguns toques, a ligação foi atendida.
— Alô, é a Momo? — soou a voz de Li Qianfan.
— O que está acontecendo? Aconteceu alguma coisa? — perguntou Lin Momo.
— Xie Jia fugiu para a nossa empresa — respondeu Li Qianfan.
Lin Momo ficou surpresa por um momento, depois falou calmamente:
— Ouvi dizer que vocês marcaram de almoçar juntos; ela deve estar esperando por você na empresa, certo? Isso é normal.
— Ela se declarou para mim. É a segunda vez na minha vida que uma garota se declara para mim... — Li Qianfan mal começou a falar, quando Lin Momo o interrompeu.
— Você parece muito orgulhoso.
— Como você percebeu que eu estou orgulhoso? Estou com uma dor de cabeça terrível — disse Li Qianfan.
— Dor de cabeça por quê? Você não queria ter três namoradas? O que houve? Xie Jia não é bonita o bastante para você? — perguntou Lin Momo.
— Claro que é. Mas... — Li Qianfan hesitou, suspirou e continuou com indiferença: — Você sabe, meu tempo está acabando. Ter três namoradas era um desejo que eu tinha antes de ficar doente. Agora que estou quase morrendo, procurar namoradas seria irresponsável.
— Então por que você se envolveu com Xie Jia? — Lin Momo hesitou e continuou: — Ouvi dizer que você a salvou de uma situação complicada ontem e foi por isso que ela se apaixonou por você.
Li Qianfan sorriu amargamente:
— Eu não queria me envolver, mas como poderia ficar parado vendo Xie Jia sendo assediada por uns bêbados e não fazer nada? Eu não me arrependo de ter a salvado, só não esperava que ela se apaixonasse por mim.
— Você não gosta dela? Embora o peito dela não seja grande, o bumbum é bem empinado, parece perfeita para ter filhos. Se você ficar com ela, pode até deixar um herdeiro para a família Li — disse Lin Momo.
— Ah, melhor deixar pra lá. Eu sei que meu tempo é curto, seria vergonhoso manchar a pureza de uma moça. Além disso, Xie Jia está num momento de hormônios à flor da pele, agindo impulsivamente. Se eu me aproveitasse dessa situação, ela certamente se arrependeria depois que se acalmasse — respondeu Li Qianfan.
— Então, por que me ligou? O que quer que eu faça? — perguntou Lin Momo.
— Quero que você fale com Xie Jia. Eu realmente não sou o par dela. Peça para que ela se acalme e, pelo menos, tire-a da empresa agora — pediu Li Qianfan.
— Por que eu ajudaria você? — rebateu Lin Momo.
— Bem... — Li Qianfan ficou sem palavras.
Pensando bem, Lin Momo realmente não tinha obrigação de ajudá-lo. Ela já havia feito bastante por ele.
— Está bem, entendi. Desculpe incomodar — disse Li Qianfan.
Quando estava para desligar, Lin Momo falou novamente:
— Vocês dois se conheceram por minha causa, então tenho alguma responsabilidade. Espere um pouco, vou direto para a empresa de vocês.
— Certo! — Li Qianfan ficou radiante. — Querida, estou esperando por você.
Após dizer isso, para evitar que Lin Momo mudasse de ideia, ele desligou primeiro.
— Meu cunhado está realmente se deixando levar, até me chama de “querida” — pensou Lin Momo.
No entanto, ela pareceu não se importar tanto assim.
Pouco depois, Lin Momo recolheu suas emoções e voltou para o escritório.
— Momo, quem ligou para você? — perguntou uma colega.
— Por quê?
— Você estava com a testa franzida, mas agora parece mais relaxada — explicou a professora, curiosa. — Quem foi que conseguiu animar nossa professora Lin? Isso não é fácil.
— Sério? Não percebi. Eu costumo ser estável, não me deixo abalar por nada nem ninguém. Professora Du, é só sua impressão — respondeu Lin Momo.
— É? Eu que acho...
Antes que a professora Du pudesse continuar, Lin Momo disse:
— Ah, professora Du, vamos trocar nossas aulas? Na próxima, você ministra. À tarde, eu uso seu horário.
— Tudo bem. Tenho um compromisso à tarde mesmo, podemos trocar — concordou a professora Du.
Lin Momo não disse mais nada e saiu do escritório.
Naquele momento, no Edifício Pássaro Azul.
Embora chamado de edifício, era uma construção independente de sete andares, mas com pátio próprio.
Muitas empresas maiores em valor de mercado e escala ainda alugavam escritórios em conjuntos comerciais.
No escritório de desenvolvimento de programas do Edifício Pássaro Azul:
— Ei, vocês ouviram? Uma mulher muito bonita acabou de se declarar para Li Qianfan.
— Mas Li Qianfan não é casado?
— Ouvi dizer que ele se divorciou da esposa.
— Tsc tsc. Solteiro, recém-promovido a vice-presidente, e ainda bonito, com certeza vai atrair muitas mulheres. Parece que as funcionárias da nossa empresa chegaram tarde demais.
Quem falou isso olhou com intenção para Han Yu.
Han Yu ficou constrangida.
Ela não deixou de tentar.
Quando Li Qianfan foi promovido, ela tentou seduzi-lo, mas falhou.
Pensava que teria tempo para conquistar oportunidades na empresa, mas não esperava que alguém de fora viesse direto declarar seu amor a Li Qianfan.
— Mas tudo bem. A mulher até tem boa aparência, mas só isso. Além disso, parece ser uma apaixonada ingênua e imatura. Homens casados como Li Qianfan geralmente não gostam desse tipo de mulher.
Han Yu olhou para as colegas e esboçou um leve sorriso.
— Quanto às outras, acham que podem disputar Li Qianfan comigo?
Com expressão de diversão e as mãos fechadas, pensou:
— Li Qianfan nunca escapará do meu controle!
Nesse instante, alguém bateu na porta.
— Li Qianfan está aqui? — perguntou uma voz feminina.
Todos levantaram a cabeça.
Uma mulher de uns vinte e três, vinte e quatro anos.
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Seu rosto delicado parecia uma obra de arte esculpida, com sobrancelhas e olhos de beleza incomparável, nariz elegante e lábios cor de cereja, cada linha perfeitamente desenhada.
Vestia um longo vestido preto que delineava sua silhueta curvilínea.
Seios volumosos, cintura fina, tudo ressaltando sua sensualidade.
O bumbum arredondado e empinado combinava com a barriga firme, formando um conjunto harmonioso.
Pernas longas e retas, com contornos suaves e elegantes, cada passo parecia tocar a ponta do coração.
Fria, deslumbrante, irresistivelmente sexy.
Era Lin Momo.
— Que mulher linda! — quase todos os homens no escritório, independentemente da idade, cargo ou estado civil, foram atraídos pela beleza impressionante da mulher na porta.
Han Yu ficou bastante desconfortável.
Embora tivesse seios grandes, algumas coisas não são maiores, melhores.
Para muitos homens, o tamanho D da mulher à frente era o ideal.
Seus contornos eram graciosos e elegantes.
Além disso, sua beleza geral fazia Han Yu se sentir inferior.
— Quem diria que na cidade de Yun ainda existia uma mulher cuja beleza rivalizava com a da presidente Gu... hm? Espera.
Han Yu se recompôs e olhou para Lin Momo.
— Você veio procurar Li Qianfan?
— Sim. Lembro que ele costumava trabalhar neste escritório — respondeu Lin Momo com indiferença.
— Está procurando algo com ele? — Han Yu perguntou.
Lin Momo olhou para ela com frieza:
— Isso é da sua conta?
Han Yu ficou envergonhada.
Nesse momento, Liu Guang, que antes sempre pedia ajuda a Li Qianfan e agora corria animadamente para perto de Lin Momo, apareceu.
Apesar de ter namorada, que era bonita, diante de Lin Momo, Liu Guang parecia um verdadeiro bajulador.
Ele olhou para Lin Momo e sorriu com falsidade:
— Li Qianfan foi promovido. Agora é vice-presidente e trabalha no sétimo andar.
— Obrigada — disse Lin Momo e virou-se para sair.
Han Yu lançou um olhar para Liu Guang e fez uma careta:
— Puxa-saco.
— Eu fico feliz — respondeu Liu Guang cantarolando, voltando para o escritório.
Ele não apenas queria bajular Lin Momo, mas também sabia de algo importante.
Soube que a empresa estava preparando um plano de demissões, provavelmente após uma atividade de equipe no Lago Erhai.
E o responsável pelas demissões era Li Qianfan.
Ele já tinha desagrado Li Qianfan antes e, para permanecer na empresa, precisava agradá-lo.
Han Yu estava bastante frustrada.
Desprezava as outras mulheres da empresa.
Para ela, exceto a chefe, as outras eram todas comuns.
E a chefe era filha de uma família rica da cidade de Yun, jamais se interessaria por alguém de origem humilde como Li Qianfan.
Han Yu também desprezava Xie Jia.
Para ela, apesar de Xie Jia ter beleza comparável, era ingênua e infantil.
Li Qianfan já tinha trinta anos e certamente preferia mulheres maduras.
Mas Lin Momo havia chegado.
Embora parecesse jovem, no máximo vinte e quatro ou vinte e cinco anos, sua aura era fria, madura e estável.
Mais importante, sua beleza era o auge da cidade de Yun.
E carregava o brilho de protagonista, atraindo todos os olhares por onde passava.
Diante de tal beleza, Han Yu perdeu toda a confiança.
— Normalmente, uma mulher assim casaria bem fácil com uma família rica. Qual a relação dela com Li Qianfan? — Han Yu queria muito saber.
Naquele momento, no sétimo andar do Edifício Pássaro Azul.
No escritório do presidente.
Gu Shiman estava sentada na cadeira do chefe, folheando documentos. De repente, lembrou-se de algo e disse com calma:
— Su Tao, aquela mulher ainda está aqui?
— Qual mulher, presidente? — respondeu Su Tao.
— Aquela que está no escritório de Li Qianfan — disse Gu Shiman.
— Acho que não — respondeu Su Tao.
Gu Shiman jogou os papéis na mesa, franzindo a testa:
— Que absurdo! O Edifício Pássaro Azul é um local de trabalho, não para Li Qianfan ficar se distraindo.
Ela hesitou e continuou:
— Chame Li Qianfan para minha sala.
— Sim.
Pouco depois, Su Tao trouxe Li Qianfan para a sala de Gu Shiman.
— Li, você pretende transformar a empresa em seu harém? — disse Gu Shiman com frieza.
— Presidente Gu, que injustiça! Eu nem tenho uma namorada, quanto mais um harém — respondeu Li Qianfan.
Ele hesitou e acrescentou com resignação:
— A mulher que está no meu escritório se chama Xie Jia, é professora da Universidade Yun. Ah, você a viu ontem lá. Enfim, eu a salvei ontem à noite e ela se apaixonou por mim. Não estou envolvido com ninguém.
Su Tao sorriu discretamente:
— Li parece estar explicando uma traição para a esposa.
Assim que falou, Gu Shiman lançou-lhe um olhar.
— Su Tao, já que você gosta tanto de fofoca, vá limpar a empresa. A equipe de limpeza circula por todos os escritórios e ouve todas as fofocas.
— Desculpe, presidente, eu errei — disse Su Tao apressadamente.
— Fique de olho naquela mulher no escritório de Li. Pode ser uma espiã de outra empresa — ordenou Gu Shiman.
— Sim.
Su Tao saiu.
No escritório, restavam apenas Gu Shiman e Li Qianfan.
Li Qianfan falou:
— Presidente Gu, fique tranquila. Já pedi para a Momo vir aqui tirar ela.
— Lin Momo vai vir para nossa empresa? — Gu Shiman fez uma expressão sutil.
Li Qianfan percebeu e puxou o canto da boca com cautela:
— Presidente, você não está de olho na minha cunhada, está? Deixa eu avisar, ela não é lésbica. Apesar de parecer fria com os homens, sua orientação é totalmente normal.
— Hum... — Gu Shiman sorriu e retrucou: — Como você sabe? Ela já teve alguma reação física com você?
Li Qianfan engasgou.
— Essa Gu Shiman, sempre com aquele ar de presidente fria, gosta mesmo de me provocar.
Ele se recompôs, lançou-lhe um olhar e disse:
— Eu acho que você também é fria com os homens, já tem trinta anos e nunca namorou.
Enquanto falava, sua expressão ficou desconfiada:
— Presidente Gu, você não é lésbica de verdade, né? Aquela história de “ver um amigo pular do prédio por causa de homem, causando trauma psicológico” era mentira?
Gu Shiman sorriu levemente:
— Adivinha.
De repente, Li Qianfan estendeu a mão e acariciou o rosto de Gu Shiman, sorrindo:
— Pequena Shiman, você está meio travessa.
Gu Shiman: ...
Ela não esperava que Li Qianfan tivesse coragem de fazer isso.
Mas pensando bem, ele já a chamou de porca na cara dura, o que mais ele não faria?
Só que...
— Pequena Shiman... — Gu Shiman ficou em silêncio.
Li Qianfan percebeu e rapidamente recuou a mão, coçando a cabeça:
— Presidente Gu, desculpe, eu...
— Não tem problema. Só faz tempo que ninguém me chama de “pequena Shiman” — disse Gu Shiman calmamente.
Li Qianfan sentiu que ela estava muito abatida.
Não sabia o motivo.
Após hesitar um pouco, ele estendeu a mão e acariciou a cabeça dela, sorrindo:
— Se você gostar, posso chamar você assim todo dia.
— Cai fora! — Gu Shiman recuperou a energia.
Ela parou por um momento, foi até a janela do escritório, olhou para o céu e disse suavemente:
— Você é a segunda pessoa que me chama de “pequena Shiman”. A primeira foi minha mãe.
— Sua tia...
— Já faleceu, faz dez anos. Dizem que o tempo cura toda dor e tristeza, mas mesmo depois de dez anos, sempre que penso nela, fico triste e sinto que foi injusto.
Ao falar, Gu Shiman apertou as mãos.
Ela não entrou em detalhes.
Li Qianfan também não perguntou.
Sentou-se no sofá do escritório.
Após um tempo, Gu Shiman se acalmou.
Olhando para Li Qianfan, disse:
— Ouvi dizer que você é órfão?
— Não sei ao certo se sou órfão, mas cresci num orfanato — respondeu ele.
— Nunca tentou procurar sua família? — perguntou Gu Shiman.
Li Qianfan ficou em silêncio.
Após um instante, respondeu calmamente:
— Não.
— Por quê?
Ele se inclinou para frente no sofá, as mãos entrelaçadas, e disse com serenidade:
— Porque tenho medo. Medo de que meus pais estejam mortos, medo de ter sido abandonado, medo de ser rejeitado se os encontrar, medo de atrapalhar a vida deles, medo de causar problemas.
Apesar de parecer extrovertido, Li Qianfan era socialmente ansioso.
Na infância, coisas que aconteceram no orfanato o machucaram profundamente, deixando-o desconfiado e querendo fugir da sociedade.
Depois, ele conheceu seu primeiro amor, a primeira esposa, Ye Xinxia.
Ela o trouxe de volta para a vida social, mas seu coração continuava sensível e frágil.
Gu Shiman olhou para ele, sentindo seu desânimo e insegurança.
Naquele momento, recordou-se de si mesma após a morte da mãe.
Já se sentira sozinha, perdida, querendo fugir de tudo.
Sentiu empatia.
De repente, ela se aproximou e o abraçou.
Mas então, a porta do escritório foi aberta de repente.
Lin Momo entrou.
Exatamente naquele instante, viu a cena...
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