Capítulo Doze: A Senhora Chen Chega à Cidade

Gerenciando uma Fazenda de Criação de Dragões, Começando com Apenas Três Ovos de Dragão Feng Xiao Ai 2372 palavras 2026-07-31 05:03:46

Página (1/3)

Finalmente, dois meses depois de chegar àquele mundo, Chen Fan foi pela primeira vez a uma cidade.

Segundo Yejun, a cidade para onde tinham ido chamava-se Cidade de Hachi. Pertencia a Angelica e era uma pequena cidade relativamente pobre em recursos, situada na fronteira entre Angelica e Baslovey.

Como diz o velho ditado: quando um homem alcança o sucesso, até os animais e as aves ao seu redor prosperam.

Assim que a Fazenda de Dragões de Chen Fan crescesse e prosperasse, a economia de toda a Cidade de Hachi também subiria como a maré.

Apesar de ser apenas uma pequena cidade remota, a visão ainda assim abriu os olhos de Chen Fan.

A paisagem da cidade era bastante semelhante ao que ele vira na televisão. Pequenos edifícios de dois ou três andares, todos ordenados, alinhavam-se dos dois lados das ruas, entre os quais se encontravam lojas dos mais variados tipos.

As pessoas iam e vinham incessantemente pelas ruas. Podiam-se ver monstros mágicos de toda espécie e, entre eles, não eram raras as silhuetas de dragões.

Yejun contou a Chen Fan que, na realidade, não eram apenas as legiões de cavaleiros de dragão dos diversos países que compravam dragões. Alguns magnatas, nobres e altos dignitários também os adquiriam para exibir a própria riqueza e posição.

Além disso, ao lado de muitos especialistas, havia quase sempre um poderoso monstro mágico como companheiro.

Afinal, possuir um companheiro monstruoso poderoso equivalia a ter um irmão que dificilmente trairia alguém.

E esses especialistas costumavam escolher justamente dragões como seus companheiros.

Chen Fan ouviu tudo e assentiu sem parar.

Mas Yejun também achava aquilo estranho. Eram conhecimentos básicos daquele mundo; por que Chen Fan não sabia nada?

Para essa pergunta, Chen Fan já tinha preparado uma resposta havia muito tempo.

Contou a Yejun que vivera desde pequeno numa fazenda de dragões e que seus pais haviam morrido quando ele ainda era criança.

Depois, fora graças aos esforços do tio que a fazenda conseguira continuar existindo, e ele simplesmente não tivera tempo para se preocupar com outras coisas.

Além disso, o tio era ocupado demais e não sabia — ou não tinha tempo — para lhe ensinar aqueles conhecimentos básicos.

Por isso, ele praticamente não conhecia o mundo.

Yejun não desconfiou. De fato, como as fazendas de dragões ficavam em regiões remotas, era perfeitamente possível que algumas crianças nascidas nelas carecessem de muitos conhecimentos elementares.

Certa vez, Yejun chegara a ouvir falar de uma criança nascida numa fazenda de dragões que, até atingir a idade adulta, acreditara que o mundo inteiro tinha o tamanho daquela fazenda e que os únicos seres humanos existentes eram as poucas pessoas que viviam ali.

Página (1/3)

Página (2/3)

Dizia-se que, quando aquela criança entrou na cidade pela primeira vez, provocou tantas situações ridículas que ninguém sabia se ria ou chorava.

— A propósito, por que você veio à cidade desta vez? — perguntou Yejun, olhando para Chen Fan com curiosidade.

— Para dizer a verdade, eu também não sei — suspirou Chen Fan, acariciando suavemente o Pequeno Negro sob seu corpo.

Durante todo o caminho até ali, Chen Fan pensara em muitas coisas.

Eis tinha razão: seu desejo de proteger o Pequeno Negro e o Pequeno Cinzento não estava errado, mas ele nunca perguntara o que os dois realmente queriam.

Mesmo que ele estivesse disposto a passar a vida inteira naquela fazenda de dragões, mesmo que estivesse disposto a comer peixe todos os dias, e eles?

Embora seus corpos já fossem comparáveis aos de dragões-rinocerontes de chifres e dorso de ferro adultos, mentalmente ainda eram filhotes. Talvez nem soubessem o que queriam.

Mas quando crescessem? Será que desejariam tornar-se mais fortes? Será que gostariam de conhecer o mundo exterior?

Ao pensar nisso, Chen Fan sentiu-se cada vez mais como um pai idoso. Até ele próprio achava aquilo um tanto absurdo.

— Talvez eu compre alguma coisa para comer — disse Chen Fan, depois de refletir. Em seguida, esboçou um sorriso. — E, se possível, gostaria de comprar alguns livros sobre criação de dragões.

— Cinquenta moedas de cobre... — Yejun pensou por um instante. — Parece que não será suficiente. Pelo que sei, só os livros mais básicos, como Introdução à Criação de Dragões e Catálogo Básico dos Dragões, custam oitenta moedas de cobre cada.

— Tão caro assim?

Chen Fan ficou assustado ao ouvir aquilo.

— É claro. Nada que tenha relação com dragões é barato.

Yejun assentiu e examinou Chen Fan de cima a baixo.

— Pensando bem, conseguir administrar uma fazenda de dragões e chegar ao seu nível é realmente algo extraordinário!

— Ei!

Nesse momento, um jovem bloqueou subitamente o caminho deles. Seus olhos brilhavam enquanto observava o Pequeno Negro.

Então gritou para Chen Fan:

— Desça logo daí! Esse dragão-rinoceronte de chifres e dorso de ferro agora é meu!

— Hein?

Chen Fan ficou atônito e olhou ao redor. Aquilo era um assalto em plena luz do dia?

— “Hein” o quê? Se não quer morrer, desça logo!

O jovem voltou a berrar.

Chen Fan acalmou o Pequeno Negro, que já se preparava para cuspir fogo, e perguntou em voz baixa a Yejun:

— Esse tipo de situação é comum na cidade?

— Não chega a ser raro. Afinal, muita gente gosta de cobiçar as coisas dos outros — respondeu Yejun com um sorriso. — Mas alguém no mero Reino do Temperamento Corporal querer fazer uma coisa dessas... Esse homem realmente não faz ideia da vastidão do céu e da profundidade da terra.

Em seguida, Yejun olhou para Chen Fan.

— Vou lhe dar uma lição.

— Está bem, vá em frente.

Chen Fan assentiu. Não ousava deixar o Pequeno Negro agir, pois temia que ele transformasse o homem à sua frente em carvão com uma única baforada.

Página (2/3)

Página (3/3)

Yejun assentiu e saltou suavemente ao chão.

— Ora, é uma mulher! Que tal vir comigo também, beldade?

O jovem sorriu e estendeu a mão, tentando arrancar o véu do rosto de Yejun.

— Por que em todos os mundos existem pessoas assim? — Chen Fan balançou a cabeça. Ao lembrar-se da aparência que vira sob o véu de Yejun, continuou balançando a cabeça. — Não, não posso rir dela. A aparência foi dada por seus pais; não foi algo que ela escolheu.

Enquanto Chen Fan refletia, Yejun já havia atacado.

Sua silhueta moveu-se como um raio e, num piscar de olhos, ela já estava diante do jovem. No instante seguinte, ele foi arremessado violentamente para trás.

No Nono Reino do Grau Humano, a diferença entre cada reino era imensa.

Um simples cultivador do Reino do Temperamento Corporal não era nada diante de um especialista do Reino da Condução Espiritual!

O jovem voou para trás. Yejun tocou o chão com a ponta do pé e o perseguiu imediatamente. A cada toque de seus dedos, ouviam-se estalos abafados por todo o corpo do rapaz, como se alguém golpeasse uma bigorna com uma marreta. Havia até mesmo o som indistinto de ossos quebrando.

Quando o jovem caiu no chão, seu corpo já estava completamente flácido.

Se Yejun não tivesse contido a força, ele provavelmente já estaria morto.

Naquele mundo, era preciso ter discernimento. Quem provocasse a pessoa errada podia morrer sem que ninguém se importasse.

— Meu Deus!

As pupilas de Chen Fan se contraíram levemente. Aquela ainda era a mesma Yejun que caíra várias vezes em buracos, passava os dias fazendo serviços diversos e brincando com dragões? Como podia ser tão cruel?

Por um instante, Chen Fan chegou a pensar que, se o Pequeno Negro tivesse atacado, talvez fosse até mais misericordioso que Yejun.

— Yejun, você foi longe dema...

Com os pensamentos girando depressa, Chen Fan ergueu o polegar para ela. Porém, antes que terminasse a frase, viu Yejun virar-se de repente e correr para o pequeno beco ao lado. Num instante, ela desapareceu de vista.

— O quê...

Chen Fan ficou completamente atônito.

Só então se lembrou de que Yejun não era uma trabalhadora da fazenda de dragões. Ela era uma prisioneira. Agora que encontrara uma oportunidade, como poderia deixar de fugir?

Página (3/3)