Volume Um Capítulo Quatro: Que bom salvar alguém, em breve poderei voltar para casa.

A Queda de Todos: A Terra me Recompensa com um Pacote de Renascimento Conhecimento da tinta 1885 palavras 2026-07-31 04:42:37

Lin Yi caminhava pelo corredor segurando uma barra de ferro, e a cada porta que encontrava, batia levemente e perguntava: "Tem alguém aí? Se não estiver morto, por favor, abra a porta." Quase nenhuma porta podia ser aberta com força bruta do lado de fora.

Lin Yi ficou um pouco confuso; isso não era um bom sinal. Se ele não conseguisse abrir as portas, também não poderia salvar ninguém, e o índice de retorno para casa dificilmente aumentaria.

Ele tentou todas as portas, exceto as de Su Ye e a sua correspondente, que ele não ousou testar. Todas estavam trancadas.

Que estranho.

Lin Yi desceu as escadas segurando a barra de ferro. O primeiro andar, antes iluminado por muitas velas, agora estava escuro e frio.

Ao ver uma sombra sentada em uma cadeira curva, ele soube que era Su Ye.

Assim que Lin Yi apareceu no primeiro andar, Su Ye ficou alerta: "Quem está aí?"

"Sou eu, sou eu," Lin Yi respondeu, aproximando-se.

Ao reconhecer Lin Yi, Su Ye relaxou e voltou a se sentar.

Lin Yi ficou diante dele, analisando-o. "Você parece ter liderado o grupo desde o início. Parece que você conhece bastante sobre esse mundo estranho. Vou te fazer algumas perguntas."

Surpreso, Su Ye olhou para ele: "É sua primeira vez neste mundo?"

"Claro," Lin Yi respondeu, dando de ombros.

Su Ye estreitou os olhos, avaliando Lin Yi, e balançou a cabeça: "Não parece."

"O que quer saber?" Em um lugar perigoso como esse, ajudar uns aos outros aumenta as chances de sobrevivência, disse Su Ye, olhando para Lin Yi.

"Por que não consigo abrir as portas dos outros quartos? E por que você consegue sair do seu?" Lin Yi franziu a testa.

A barra de ferro ficou entre os dois, e o ambiente ao redor pareceu ficar mais tenso.

Su Ye olhou para Lin Yi, incrédulo diante da pergunta ingênua: "Você saiu do seu quarto e não sabe por quê?"

"Não sei, diga logo," disse Lin Yi, sentindo a temperatura cair, pressagiando algo ruim.

Su Ye suspirou e explicou: "Para abrir a porta do quarto correspondente, a pessoa precisa apresentar uma aposta maior que cinco moedas. Ninguém mais pode interferir. Ou quando o velho tocar o sino, as portas se abrirão."

"Entendi," Lin Yi disse, mas seu humor piorou muito.

Isso significava que ele não podia salvar ninguém por iniciativa própria.

"O que aconteceu com você?" Su Ye perguntou, preocupado com a expressão de Lin Yi.

Parecia que, para voltar para casa mais cedo, ele teria que completar a missão no quarto 204.

Lin Yi estava preso em seus próprios pensamentos e não ouviu Su Ye.

"Vou para o segundo andar. Até mais."

Sem esperar resposta, ele agarrou a barra de ferro e correu para o segundo andar, iluminado pela luz da lua.

Chegando lá, ele tentou controlar a ansiedade.

Tudo ao redor estava escuro, sem velas, e ele sentia claramente o ar denso e pesado.

Seguindo a memória, encontrou o quarto 204 e parou em frente à porta.

Lembrava-se da última vez que tentou enfrentar aquele quarto: mal viu o rosto do inimigo antes de ser agarrado pela garganta por uma mão enorme e sufocado até a morte.

Desta vez, ele teria que ser cuidadoso. Recordava que o ataque havia acontecido quando a luz da vela acendeu.

Agora, sem velas, ele deveria conseguir entrar em segurança.

Respirou fundo e bateu na porta: "Olá, sou do serviço do primeiro andar."

O ar parecia se solidificar, e, após seu último som, o silêncio foi absoluto.

Nenhum ruído dentro da porta, o que era estranho, pois antes, bastava falar para a porta abrir.

Ele bateu com mais força: "Cliente, cliente, serviço do primeiro andar."

Ainda sem resposta.

Que estranho.

Lin Yi olhou para a placa ao lado da porta, e com a luz fraca da lua, conseguiu ler os números 204, em relevo escuro.

"Cliente, cliente, se não abrir a porta, vou chamar o dono do imóvel."

Assim que falou, pareceu tocar em um ponto sensível para quem estava dentro.

"Clique."

A porta foi aberta por dentro.

Realmente, mencionar o dono surtiu efeito.

Lin Yi girou lentamente a maçaneta e entrou.

Uma onda de frio o atingiu, seguida por um forte cheiro de sangue que invadiu suas narinas.

Quando ele entrou, a porta foi fechada com força por trás dele, e o impacto o fez estremecer.

O espaço não era grande, mas cheio de surpresas.

Ele apertou firme a barra de ferro.

O ambiente do cômodo interno não tinha nenhuma luz, ele não conseguia distinguir nada além de tons de preto.

"Cliente? Cliente?" Sua voz ecoava no quarto escuro, tocando cada canto.

Ele não sabia onde o cliente estava, o que tornava a tarefa bastante difícil.

Apoiando-se na parede, ele começou a avançar lentamente.

De repente, seu pé tocou um objeto duro. Ele bateu com a barra no chão, mas não soou como metal batendo em metal, parecia um objeto duro sobre algo macio.