Capítulo 3: O Inferno das Dezenove Camadas - Parte 3

Sendo uma Bela NPC em uma Live de Terror Pequena couve-branca, ah! 2479 palavras 2026-07-31 05:08:55

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Yun Ge percebeu com nitidez a intenção invasiva do homem.
Conviver com um pervertido no mesmo ambiente era perigoso demais; ela precisava afastar aquele homem.
Com nervosismo e reserva, disse:
— Sou esposa de Xiao Yi. Já que o senhor é superior dele, por que bateu à porta daquela maneira... tão assustadora? E como pôde abrir a porta da minha casa?
Os olhos de Xi Sinian eram profundos. Enquanto Yun Ge, assustada, desviava o olhar, ele fixava seu corpo com um olhar descarado e intrometido, como se quisesse examiná-la por completo.
A esposa de Xiao Yi? Era esse o tesouro que ele escondia, não o apresentando a ninguém.
Xi Sinian sorriu de forma obsessiva. Mas logo esse tesouro seria só dele.
Com voz suave e provocativa, disse:
— Desculpe, Xiao Yi nunca nos contou que tinha esposa quando veio para a empresa. Pensávamos que era solteiro e até apresentamos algumas colegas a ele, e ele não recusou...
Yun Ge piscou, lembrando de sua condição, e seu rosto mostrou um leve pesar.
O sorriso nos olhos de Xi Sinian se aprofundou, e ele inventou outra desculpa:
— Ontem combinei com Xiao Yi que sairíamos juntos hoje cedo. Esperei um pouco em casa, como ele não apareceu, vim procurá-lo. Não esperava que você fosse atender, pensei que houvesse um ladrão, por isso agi com força. Desculpe por ter assustado você.
Yun Ge mordeu os lábios e olhou para ele com desconfiança, como um coelho alerta.
Xi Sinian mordeu os dentes, tentando controlar o desejo que crescia dentro dele.
Calma, não assustar a futura esposa.
Ele sorriu, levantando a mão com as chaves:
— Este apartamento é alugado pela empresa para os funcionários. Ele não contou a você? Como seu superior, tenho a chave para entrar e verificar a situação. Afinal, é meu dever proteger a segurança dos bens dos subordinados.
Yun Ge pareceu acreditar finalmente. Seus olhos ficaram levemente vermelhos, e ela disse:
— O senhor me assustou.
Xi Sinian a tranquilizou com voz doce:
— Desculpe, foi minha culpa. Que tal ir à minha casa descansar? Posso pedir à administração para consertar a porta.
A proposta era tão descarada que parecia um insulto.
Yun Ge balançou a cabeça, com um olhar de desamparo:
— Meu marido não permite que eu vá à casa de outras pessoas. Por favor, vá embora, eu mesma chamarei a administração.
Xi Sinian não se moveu.

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Yun Ge ergueu a cabeça, seus belos olhos mostravam dúvida:
— O senhor não vai trabalhar? Meu marido já desceu, não vai procurá-lo?
Antes que Xi Sinian pudesse inventar uma desculpa, Yun Ge revelou pânico:
— Será que o senhor mentiu para mim?
Xi Sinian baixou os olhos, fitando o pânico no olhar de Yun Ge, mas seu rosto continuava polido.
— Impossível.
Ele sorriu suavemente e assentiu:
— Então não vou mais incomodar. Vou procurar Xiao Yi.
Yun Ge observou nervosa enquanto ele entrava no elevador. Só relaxou quando viu o número no painel diminuir.
Fechou a porta blindada, que havia ficado amassada pela batida, e guardou a faca da cozinha no armário.
Será que ele era uma pessoa normal? A força para bater, a rapidez para tentar tomar a faca — um executivo comum teria essa habilidade?
Yun Ge duvidava, especialmente da desculpa que ele inventou. Seria ele o assassino?
Ela ficou pensativa diante da faca, depois calçou os sapatos, pegou a bolsa e saiu.
De qualquer forma, ficar em casa a tornaria um alvo imóvel, ainda mais com o assassino desconhecido.
O elevador chegou ao andar dela, mas quando a porta abriu, Yun Ge congelou.
O homem, que já havia partido, estava ali novamente.
Ele sorriu de forma gentil e refinada:
— Nos vemos outra vez.
Yun Ge ficou muda, olhando surpresa para quem a surpreendeu com um retorno inesperado.
Seria Xi Sinian o assassino?
Ela o fitou intensamente. Ele não parecia ter intenção de sair do elevador, claramente já estava esperando ali.
A porta do elevador começava a fechar. Yun Ge segurava firme a alça da bolsa, imóvel.
Xi Sinian estendeu a mão e segurou a porta, seu rosto belo e assustador voltou a encará-la.
Ele fixou Yun Ge:
— Não vai entrar?
Yun Ge não se mexeu.
Ele sumiu o sorriso, os olhos escureceram e sua voz se tornou fria e autoritária:

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— Senhorita Yun, não vai entrar? Você disse que queria sair.
Yun Ge percebeu que ele estava à beira de perder o controle e entrou rapidamente.
Assim que entrou, ela se posicionou no canto próximo à porta, cabeça baixa, sem emitir som.
A aura ameaçadora de Xi Sinian desapareceu, ele sorriu:
— Por que quer sair de repente? Não vai esperar a administração consertar a porta?
Yun Ge olhou nervosa para ele e desviou rápido o olhar, sem responder.
Esse olhar, cheio de angústia e charme, fez o corpo de Xi Sinian estremecer, como se estivesse tomado por vermes e formigas, quase insuportável. Engoliu em seco e se aproximou lentamente.
— Senhorita Yun, por que não responde?
Ele soprou suavemente perto da orelha dela, vendo o lóbulo corar, mordeu o lábio com dificuldade.
Yun Ge apertou o botão do primeiro andar, virou-se, olhos vermelhos, com lágrimas acumuladas:
— Senhor Xi, meu marido anda estranho esses dias.
O canto dos olhos dela estava vermelho, lágrimas prestes a cair, uma cena que despertaria compaixão, mas Xi Sinian sentiu apenas excitação, sua voz tremia:
— O que aconteceu?
Yun Ge limpou as lágrimas, com voz tímida:
— Meu marido chega em casa e quase não demonstra carinho, fica sentado sozinho em silêncio, sem falar comigo. Não sei o motivo. Senhor Xi, como superior dele, será que ele está sob muita pressão no trabalho?
Xi Sinian mastigava as palavras dela, excitado e tomado por ciúmes, mas se conteve.
Yun Ge continuou:
— Ele não quer que eu trabalhe, mas está tão cansado sozinho. Eu me preocupo com ele, por isso queria buscar um emprego para aliviar a pressão enquanto ele não está em casa.
Ela olhou para ele pedindo:
— Senhor Xi, por favor, não conte nada ao meu marido.
A beleza de Yun Ge era quase divina, seus olhos pediam com tanta sinceridade que até o mais cruel criminoso sentiria compaixão.
Mas o pervertido à sua frente estava em outro nível.
Ele suavizou o olhar, sentiu pena, mas balançou a cabeça devagar:
— Não posso.
Yun Ge olhou para Xi Sinian, entre a vontade de chorar e a de rir.