Capítulo 15: O Nono Senhor da Gangue do Dragão Negro
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— Pequeno Tian, o que você está fazendo?
— Não posso aceitar!
Liu Sheng recusou sem pensar duas vezes a boa intenção de Ye Tian.
— Pequeno Tian, Xu Zhilei é uma mulher tão perversa que temo que ela tente acabar com você. Se não tiver onde se esconder por algum tempo, fique na minha casa!
— Por coincidência, estou pensando em pedir algum dinheiro emprestado para recuperar o controle do Grupo Shengrong e recomeçar do zero!
— Venha trabalhar comigo!
Liu Sheng sabia que aquela mulher, Xu Zhilei, jamais desistiria.
Ye Tian estava sozinho e em desvantagem. Enfrentar o presidente de um grupo tão grande não seria o mesmo que procurar problemas?
Ele pretendia hipotecar a própria casa e pedir algum dinheiro emprestado à família Shen. O Grupo Shengrong era o trabalho de toda a sua vida. Embora tivesse falido, Liu Sheng não suportava ver todos os seus esforços serem desperdiçados. Tinha confiança de que poderia recomeçar e voltar ao auge.
— Hahahaha! Tio Liu, se Xu Zhilei quiser mexer comigo, primeiro terá de ver se tem coragem para isso!
— Vou recuperar cada centavo dos cento e sessenta milhões. Se ela não pagar, vou tirar o dinheiro dela!
Ye Tian enfiou diretamente o cartão bancário no bolso de Liu Sheng. Havia entre dez e vinte milhões naquele cartão.
Era dinheiro suficiente para Liu Sheng começar. Pensando que o cartão continha apenas trinta ou cinquenta mil, Liu Sheng recusou várias vezes. Porém, ao perceber que não conseguiria convencer Ye Tian, acabou aceitando.
— Pequeno Tian, vou guardar esse dinheiro para você. Quando você se casar, eu entrego tudo de volta!
Sorrindo, Liu Sheng tirou uma garrafa de bebida de boa qualidade. Os dois conversaram e beberam bastante até o céu começar a escurecer, quando Ye Tian finalmente se preparou para ir embora.
Contudo, no instante em que se levantou, um toque de telefone urgente ressoou.
Liu Sheng atendeu. Do outro lado veio uma voz aflita e apavorada:
— Marido! Algo terrível aconteceu! Alguma coisa aconteceu com nossa filha!
— A culpa é sua! Você foi se meter com Chen San, e ele disse que vai vender Tingting para pagar a dívida! Também disse que, depois de juntar dinheiro suficiente, vai arrancar os órgãos dela!
— Snif! A culpa é toda sua!
— Você tinha mesmo que se envolver com aquele azarado! Se alguma coisa acontecer com a nossa filha, eu também não quero mais viver!
A voz do outro lado do telefone carregava um choro contido e muito ressentimento.
— O quê? A Shu Ting sofreu um acidente?
O rosto de Liu Sheng mudou instantaneamente.
Ele sabia que aqueles bastardos liderados por Chen San eram capazes de qualquer coisa. Desesperado, desligou o telefone e se preparou para chamar a polícia.
Foi então que uma mensagem de vídeo chegou de repente ao seu celular. Ao abri-la, Liu Sheng entrou em pânico.
No vídeo, uma bela jovem de aparência pura e saia curta estava cercada por sete ou oito homens corpulentos, com uma faixa branca amarrada sobre a boca.
Chen San segurava uma faca e cutucava de leve o decote da garota, exibindo um sorriso obsceno.
Bum!
Naquele instante, a intenção assassina dentro de Ye Tian entrou em ebulição.
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Chen San e a Gangue do Dragão Negro realmente tinham coragem de fazer aquilo!
— Tio Liu, não fique nervoso. Eu vou salvar a garota!
Ye Tian cerrou os dois punhos. Liu Shu Ting era a filha legítima de Liu Sheng, e Ye Tian sempre a tratara como uma irmã mais nova.
Anos atrás, seus pais e familiares haviam sido mortos de forma trágica diante de seus olhos. Ele assistira impotente àquela cena, incapaz de salvar qualquer pessoa.
Agora, não permitiria que ninguém, nenhuma força ou organização, sequer encostasse um dedo nas pessoas ao seu redor.
Se a Gangue do Dragão Negro ousasse tocar em um fio de cabelo de Liu Shu Ting, Ye Tian faria com que desaparecesse completamente da cidade de Nanyang.
No segundo seguinte, desceu correndo as escadas, tomado pela fúria. Liu Sheng ligou aflito para a polícia e, em seguida, enviou a Ye Tian o endereço.
— Bar Lua?
Ye Tian acelerou o carro até o Bar Lua, dirigindo a cento e oitenta quilômetros por hora.
……
Do outro lado, no último andar do Bar Lua, dentro de uma sala privativa de várias centenas de metros quadrados, dezenas de subordinados estavam enfileirados em duas linhas.
Todos usavam roupas iguais: camisas e calças pretas, com tatuagens de dragões e tigres nos braços.
No centro, junto ao sofá, Chen San permanecia curvado ao lado da mesa de chá. Uma de suas mãos estava inutilizada e presa por uma faixa branca.
— Nono Chefe, essa garota ainda é virgem!
— Se a entregarmos para algum figurão de família rica, ela pode valer pelo menos cem ou duzentos mil!
— Tsc, tsc, tsc! Não há como negar: embora tenha apenas dezoito anos, o corpo dela não fica atrás do de uma mulher de trinta!
Sobre o tapete à frente deles, Liu Shu Ting estava amarrada dos pés à cabeça. Era alta e esbelta, tinha o rosto oval e a pele clara, corada e delicada.
Seu olhar indefeso despertava involuntariamente a compaixão de qualquer pessoa.
O homem chamado Nono Chefe aparentava ter entre trinta e quarenta anos. Usava óculos escuros e fumava um charuto.
Depois de soltar uma espessa baforada, tirou os óculos e disse friamente:
— Chen San, você acha que me faltam alguns trocados?
— Faz muito tempo que não vejo uma garota tão encantadora!
— Se eu a entregasse àqueles velhos ricos para se divertirem, minha consciência não doeria?
Em seguida, os lábios do Nono Chefe se abriram num sorriso extremamente obsceno. Ele caminhou devagar até Liu Shu Ting e desamarrou a faixa que cobria sua boca.
— O que... o que vocês estão fazendo?
— Soltem-me!
Liu Shu Ting estava apavorada, com os olhos frágeis e desamparados.
O Nono Chefe segurou delicadamente o queixo dela e o ergueu, admirando com atenção aquele rosto de beleza extraordinária.
Na verdade, Liu Shu Ting não era nem um pouco inferior às jovens herdeiras das famílias ricas. O mais importante era a aura que carregava.
Uma aura jovem e pura, que fazia surgir em algumas pessoas o desejo de destruir aquela pureza.
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Os olhos do Nono Chefe desceram lentamente pelo rosto dela até finalmente pararem sobre seu peito. Ele engoliu em seco.
— Que maravilha!
— Muito bem! Chen San, leve seus homens para fora e fique de guarda!
Chen San entendeu imediatamente. Virou-se e saiu, mas, ao chegar à porta, inclinou a cabeça com um sorriso servil:
— Nono Chefe, quando terminar, não se esqueça deste irmão aqui!
— Sem problema. Sem a minha ordem, ninguém pode entrar!
— Garotinha, vamos brincar de gato e rato, está bem?
Sorrindo, o Nono Chefe tirou do bolso da calça uma cápsula e a engoliu. O efeito daquele remédio era extremamente forte.
Na juventude, por ter levado uma vida excessivamente desregrada, agora precisava de medicamentos para continuar funcionando.
Ele se aproximou de Liu Shu Ting e desamarrou as cordas que prendiam seu corpo. No instante em que recuperou a liberdade, ela correu desesperadamente em direção à porta.
Tentou abri-la com todas as forças, mas a porta estava trancada pelo lado de fora.
— Socorro!
Ela voltou a gritar por ajuda. Ao vê-la, o Nono Chefe ficou ainda mais excitado.
— Garotinha, ninguém vai entrar!
— Se for obediente e fizer o que eu mandar, garanto que vai se sentir muito bem!
— Vá para o inferno!
Liu Shu Ting gritou e começou a recuar para o canto da sala.
……
Ao mesmo tempo, diante do Bar Lua, um sedã preto freou bruscamente e parou na entrada.
Uma figura desceu do carro carregando uma presença avassaladora e caminhou em direção à porta sem sequer olhar para trás.
— Senhor, hoje o Bar Lua foi reservado pelo Nono Chefe da Gangue do Dragão Negro. Por favor, volte outro dia — disse sorrindo um gerente parado na entrada.
— Saia da frente!
O grito de Ye Tian foi tão poderoso que fez o gerente recuar três metros.
Num instante, incontáveis olhares se voltaram para ele.
— Ora, ora! Até a casa do Nono Chefe você se atreve a invadir?
— Moleque, de onde você é?
Nesse momento, um homem corpulento coberto de tatuagens caminhou na direção de Ye Tian, com desprezo e zombaria nos olhos.
Ye Tian não se deu ao trabalho de responder. Simplesmente entrou.
O homem ficou furioso no mesmo instante:
— Você está procurando a morte!
Ele desferiu uma violenta palmada contra o rosto de Ye Tian. Porém, antes que o golpe sequer chegasse perto, Ye Tian o atingiu com um tapa e o lançou para longe.
Tum!
O som grave ecoou por todo o bar.
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