Capítulo 7 Montando a Pequena Moto Querida

Quando o Sistema de Hegemonia Encontra o Anfitrião Mais Desanimado O remédio chega e a vida acaba. 2515 palavras 2026-07-31 04:44:38

Wu Yun foi desviado com sucesso e começou a contabilizar as recompensas das missões que coletou pelo caminho. Entre elas, havia um item que eles poderiam usar imediatamente: uma minimotocicleta.

Embora minúscula, a moto era um produto de outra dimensão; não se submetia às leis da física da Terra e podia transitar suavemente por qualquer tipo de terreno. Wu Yun retirou a pequena moto do armazém do sistema. Cui Cheng a observou: sendo ele tão magro, não havia qualquer espaço extra nela. Era apenas um pouco maior que um brinquedo infantil e não comportava duas pessoas. Além disso, a moto era rosa e possuía formatos de pôneis de desenho animado na frente e na traseira, parecendo um daqueles carrinhos de balanço infantis.

Um veículo tão infantil, em outras circunstâncias, Cui Cheng preferiria caminhar a montar nele. Mas, como estavam fugindo por suas vidas, o modelo não importava; bastava que funcionasse. Wu Yun explicou como operá-la, e, ao montá-la, Cui Cheng percebeu que o desempenho era realmente diferente de uma moto comum. Mesmo ao colidir com obstáculos, não sentia qualquer impacto ou solavanco. Ao subir em um obstáculo e cair do outro lado, a moto não capotava, aterrissando de forma leve e estável, como uma pluma. A sensação era muito nova; Cui Cheng atravessava obstáculos diversos, e até mesmo grandes buracos na via eram transpostos diretamente, sem que ele caísse neles. Após pedalar por alguns quarteirões, Cui Cheng dominou a técnica, sentindo-se à vontade. Na verdade, ele achava que aquilo era como jogar um videogame e controlar um veículo virtual.

Wu Yun, montado no pescoço de Cui Cheng, observava atentamente as criaturas voadoras no céu. Algumas que escaparam dos drones de combate, saindo do campo de batalha principal, dirigiram-se na direção deles. Eram criaturas pequenas, do tamanho de morcegos-vampiros, cobertas de espinhos retráteis. Não apenas mordiam, como também podiam ferir com esses espinhos. Até suas asas possuíam pontas afiadas; eram armas vivas, pequenas, mas com um poder de ataque devastador. Bastava um arranhão para que a pessoa fosse infectada.

Cui Cheng notou os pontos pretos voando em sua direção. Olhou ao redor, mas nenhum edifício estava intacto. Não encontrando abrigo adequado, ele se sentiu desanimado. Nesse momento, Wu Yun retirou de dentro de seu corpo de saco plástico uma frigideira para fritar ovos.

— Quando você pegou isso?
— Antes de sairmos, na sua casa.

Cui Cheng olhou para a frigideira, do tamanho de uma raquete de pingue-pongue, e suspirou, pensando na precisão necessária para abater aquelas criaturas. Ele não se considerava capaz de tal proeza, mas Wu Yun saltou para o topo de sua cabeça e garantiu:
— Não se preocupe, mestre. Posso lidar com esse nível de combate mesmo no meu estado atual.

Sempre pessimista, Cui Cheng não acreditava que ele teria sucesso, mas ainda assim o incentivou:
— Tudo bem, você consegue.

Recebendo a confiança de seu mestre, Wu Yun agarrou o cabo da frigideira com sua "mão" de alça de plástico. Cui Cheng não parou e continuou em direção à rota de evacuação.

*Pá! Plá!*

Wu Yun brandia a pequena frigideira com precisão infalível, sem errar um golpe sequer. As criaturas que tentavam atacar Cui Cheng eram nocauteadas uma a uma. Ele não tinha força suficiente para matá-las, mas deixá-las inconscientes já era o bastante para ganhar tempo.

Os dois cooperaram pelo caminho até chegarem perto da rota de evacuação. Wu Yun recolheu a minimotocicleta; ele não queria que ninguém a visse, especialmente porque temia que Cui Cheng a entregasse de presente caso encontrasse alguma outra "deusa".

Perto da saída de evacuação, o poder de fogo oficial era aterrorizante devido ao grande número de monstros que se aglomeravam ali. A multidão aguardava a "inspeção de segurança", todos inquietos, poucos mantendo a calma. Cui Cheng era um deles; esperava pacientemente, sem se irritar mesmo quando alguém o empurrava propositalmente para trás.

Wu Yun, tomado por uma intenção assassina, tentou pegar furtivamente uma pequena faca enferrujada do armazém — um item inicial dado pelo sistema que ele considerava inútil e havia jogado em um canto. Agora que queria matar, ele a pegou, mas Cui Cheng percebeu o movimento, tomou a faca e a guardou no bolso.

— Se você matar alguém agora, serei executado no local — sussurrou Cui Cheng, sentindo Wu Yun, dentro de seu bolso, beliscar sua barriga através da roupa.

Wu Yun pensou nos guardas fortemente armados ao redor da saída e soltou a carne da barriga de Cui Cheng.

— Aaaah! O que é aquilo?! — Um grito explodiu na borda da multidão.

Seguindo a direção do dedo da pessoa, todos viram uma massa cinzenta avançando rapidamente em sua direção. A visão de Wu Yun era diferente da humana e, embora estivessem longe, ele conseguiu distinguir: eram criaturas parecidas com aranhas, mas maiores. Tinham pelos cinzentos, doze pernas, o tamanho de uma mão, corpos achatados como abóboras e cabeças que giravam 360 graus. Eram mais numerosas que as criaturas voadoras, vindo como uma onda para submergir a multidão.

A multidão, agora em pânico, não se importava mais se havia infectados entre eles; lutavam desesperadamente para sair pela rota de evacuação. Empurrando-se mutuamente, conseguiram romper a barreira, e nem mesmo os tiros disparados pelos oficiais para o alto adiantaram.

A atenção de Cui Cheng foi atraída por outra pessoa. Sendo alto, ele viu alguém correndo na frente da "maré cinzenta", acompanhado de uma cadeira de rodas elétrica. Wu Yun reconheceu ser a "Deusa Número 9". O jovem na cadeira de rodas era um desconhecido, mas parecia estar com ela. Yao Yao provavelmente havia tentado pegar a cadeira emprestada para ele.

Para alívio de Wu Yun, Cui Cheng não correu para salvá-la ao ver Yao Yao. Como os outros, ele apenas observou Yao Yao se aproximar enquanto se movia em direção à saída. Ele seguiu a multidão, atravessou a barreira e correu para fora da zona de isolamento da cidade.

O portão de grade elétrica fechou-se logo após a passagem de Yao Yao e do jovem, isolando a "maré cinzenta" do outro lado. Além da primeira zona, havia uma segunda área de segurança, onde o processo de triagem continuava. Pessoas trêmulas atravessavam o portal de segurança, que, diferente dos de estações de metrô, detectava se havia algo estranho dentro do corpo humano. Segundo boatos, os infectados possuíam inicialmente uma "linha" alojada no cérebro, que crescia até ocupar todo o organismo.

Ao passar pela inspeção, Cui Cheng temeu que Wu Yun fosse detectado, mas foi um receio desnecessário; Wu Yun passou como se fosse um objeto inanimado, e até a frigideira passou despercebida.

— Cui Cheng?! — Yao Yao, exausta e suada, empurrava a cadeira de rodas e, ao avistar um rosto familiar na multidão, aproximou-se imediatamente.

— Yao Yao — respondeu Cui Cheng educadamente, levando a mão ao bolso.

— Cui Cheng, obrigada! Se você não tivesse nos deixado a cadeira, eu... este é meu namorado, Zheng Ze.

O jovem na cadeira de rodas estendeu a mão para Cui Cheng, agradecido:
— Obrigado. Se não fosse você, eu provavelmente não teria sobrevivido. A culpa foi minha, por ter me ferido no momento crítico e quase ter arrastado Yao Yao comigo.

— Não precisa agradecer. Quer um macarrão instantâneo? — Cui Cheng ignorou a mão de Zheng Ze e tirou um pacote de macarrão seco do bolso, oferecendo-lho.