Capítulo 5: O calor do lar e a família reunida

Renascida nos Anos 80: Depois de criar os filhos e enriquecer, fui mimada por todos Literatura clara como um sonho 2364 palavras 2026-07-31 04:43:18

Du Tianlei fugiu durante a noite com Qin Xiangyun, receando que Chu Junhao viesse atrás deles. Não se atreveu a levá-la para sua própria casa, temendo que o encontrassem, por isso decidiu esconder-se por alguns dias na casa da sua tia, na vila de Hangcheng.

— Tia, está em casa?

Ao chegarem à porta, Qin Xiangyun reparou que a casa era de alvenaria, algo raro naquela região, o que indicava que a tia de Du Tianlei era bastante abastada. Em suas memórias, a dona original do corpo já estivera ali com ele; na época, como já eram namorados, queriam que a tia servisse de casamenteira para pedir a mão de Qin Xiangyun à sua família, oficializando assim a união. Contudo, antes que isso acontecesse, Du Tianlei foi convocado para a capital da província e o casamento nunca se concretizou. Foi por causa dessa decepção que a dona original, sentindo-se desesperada, casou-se com Chu Junxi. Chu Junxi a amava profundamente e a tratava com imensa dedicação, mas como ela ainda carregava o fantasma daquele homem infiel, nunca conseguiu sentir a felicidade que ele lhe oferecia.

— Tianlei, por que veio? Entre, entre! — Du Lanlan, vivendo com conforto, não precisava trabalhar no campo.

— Tia, veja quem trouxe para a senhora.

Du Lanlan já tinha visto Qin Xiangyun uma vez e nunca esquecera o seu rosto; a beleza dela era tão marcante que ficou gravada em sua mente.

— Não é a sua noiva? E a criança que ela carrega é...

— É minha! — afirmou Du Tianlei com firmeza, ignorando por completo os sentimentos de Qin Xiangyun.

— Vocês dois têm um filho sem estarem casados? Isso é uma loucura!

Qin Xiangyun sabia que, naquela época, a mentalidade era extremamente conservadora; ter um filho antes do casamento, ou até mesmo coabitar, era algo raríssimo.

— Tia, na verdade, este menino é... — Antes que ela pudesse terminar, Du Tianlei a puxou para trás.

— Xiaoyun, o rosto da criança está vermelho de frio. Vamos entrar para conversar.

— É verdade, está muito frio lá fora! Entre logo com o bebê!

O outono já dava lugar ao início do inverno, e naquela região situada no extremo norte, o frio era tão cortante que bastava ficar parado alguns minutos para se sentir congelar até os ossos.

Como os dois filhos de Du Lanlan estudavam na capital, havia quartos vazios na casa, o que acomodava perfeitamente os recém-chegados.

— Descansem um pouco, vou preparar algo para comer — disse Du Lanlan após instalar os dois.

— Du Tianlei, por que disse que a criança era sua? — questionou Qin Xiangyun.

Ele respondeu com calma: — Se eu não tivesse dito isso, acha que minha tia teria deixado você e a criança ficarem?

— Isso é apenas uma desculpa! Não pense que não sei o que se passa na sua cabeça. Quero deixar claro: não existe possibilidade nenhuma entre nós!

Para evitar que ele nutrisse falsas esperanças, ela precisava ser implacável.

— Eu entendo. Não se preocupe, não vou forçá-la a nada. Só quero protegê-la do frio. Você não pode voltar para casa agora e não é adequado andar de um lado para o outro com a criança.

As palavras de Du Tianlei tinham sentido. Talvez ela estivesse apenas sendo paranoica. Na verdade, não era que ela não pudesse voltar para casa, mas sim que não era o momento; ela precisava encontrar uma maneira de retornar mais tarde e se vingar de Chu Junhao.

À noite, o bebê teve febre alta e a própria Qin Xiangyun começou a espirrar, consequência do frio que passaram na caverna. Du Tianlei, preocupado, chamou o Dr. Zhao, do vilarejo. O médico diagnosticou uma gripe forte e receitou medicamentos imediatos para evitar que o quadro se agravasse. Embora a criança não fosse sua, Du Tianlei cuidou dela com uma dedicação tamanha que seria difícil para qualquer um acreditar que não era o pai.

Dois dias depois, a febre cedeu. Qin Xiangyun, que não dormira nem por um instante, estava exausta e esquecera completamente a existência do estranho sistema de transmissão ao vivo que vira em seus sonhos. Sem comer direito, emagrecera visivelmente. Como ainda estava sem um tostão, dependia da estadia na casa de Du Lanlan.

— O bebê dormiu. Você não comeu quase nada nestes dias, tome este caldo de galinha que o Tianlei pediu para eu preparar — disse Du Lanlan.

Du Tianlei, tentando remediar o mal que causara a ela no passado, implorara à tia que matasse a galinha da casa para nutrir Qin Xiangyun, enquanto ele mesmo ia ao mercado comprar carne. Ele queria tratá-la da melhor forma possível, sem entender que certas feridas, uma vez causadas, são impossíveis de curar.

— Obrigada — respondeu ela.

— Somos todos uma família, não precisa de cerimônias — insistiu Du Lanlan, servindo-lhe mais uma tigela.

Após tomar três tigelas, Qin Xiangyun não conseguiu mais comer. Ainda se sentia fraca.

— Agora que já têm um filho, por que não escolhem uma data propícia e se casam logo?

— Tia, falaremos disso depois. Estou exausta, preciso dormir. — O sono a dominava, e ela não tinha energia para rebater nada.

— É verdade, cuidar de uma criança é cansativo. Durma, não vou incomodar.

Nesse momento, Du Tianlei retornou com a carne. Du Lanlan pegou o pacote, sorrindo: — Ela acabou de tomar o caldo e adormeceu. Vá lá, deite-se com sua esposa e seu filho!

No Norte, diz-se que a maior felicidade é ter a esposa, o filho e um fogão quente. Du Tianlei sentiu-se atordoado com a perspectiva.

— Por que está tímido? Já têm um filho, que mal há em dormir juntos?

— Tia, eu e Xiaoyun ainda não... na verdade, nós... — As palavras de Du Tianlei saíram confusas.

— Deixe de bobagem! Sem o registro de casamento, vocês já têm um filho, são marido e mulher de verdade! Vá logo! — Du Lanlan empurrou-o para o quarto e fechou a porta.

Ao ver Qin Xiangyun adormecida, o coração de Du Tianlei disparou. Ele suava frio, nervoso. Aquela mulher, tão bela, que antes ele mal ousava tocar, esperando pela noite de núpcias, fora "tomada" pelo canalha do Chu Junxi. Só de pensar, o ressentimento o consumia. Agora que tinha a oportunidade, não a deixaria passar. Despiu-se e subiu na cama, decidido a compensar o tempo perdido.