Capítulo Quinze: Tudo que foi combinado não estava sob seu controle? Como é que eu estou de volta à masmorra?!
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— O que quer dizer? Que desaparecimento?
Tang San apoiava Xiao Wu, que chorava tanto que mal conseguia ficar de pé, e sua mente ainda não conseguia processar o que havia acontecido. De fato, ele recebeu tantos golpes em um só dia que estava completamente atordoado.
Xiao Wu, interrompida assim, parou de chorar e ergueu a cabeça, frustrada com a falta de entendimento de Tang San, exclamando: — Você é burro? O que mais poderia significar? A irmã Xiao Xiao está desaparecida há dois dias, e você chegou em casa pouco tempo antes do desaparecimento dela!
Tang San, repreendido por Xiao Wu, finalmente recuperou a clareza e pensou por um momento, dizendo em seguida: — Vamos procurar o Mestre, ele com certeza terá uma solução!
Xiao Wu balançou a cabeça: — O Mestre também desapareceu, não consegui encontrá-lo nesses dois dias.
Tang San insistiu: — E o diretor? Ele deveria estar na escola durante as férias!
Ao mencionar isso, um lampejo de confusão apareceu nos olhos de Xiao Wu, que murmurou: — Eu procurei o diretor e contei sobre o desaparecimento da irmã Xiao Xiao e do Mestre, mas ele parecia totalmente indiferente, só disse que sabia.
— Ele sabia? O que isso significa? — Tang San sentia que os acontecimentos recentes eram cada vez mais estranhos: primeiro o pai desaparece sem avisar, depois descobre que a irmã e o Mestre sumiram misteriosamente, e agora até o diretor age de forma estranha...
No momento em que ambos se sentiam perdidos, uma voz masculina soou: — Ainda não entenderam? O diretor sabe a razão do desaparecimento, mas não quer e nem ousa se envolver.
Tang San e Xiao Wu se viraram ao ouvir a voz e viram um jovem belo e vestido com roupas luxuosas encostado na porta — era Xiao Chen Yu! Como ele poderia estar no dormitório sete?
Xiao Wu, de temperamento explosivo, avançou furiosa para confrontá-lo: — Xiao Chen Yu, foi você, não foi? Quem mais teria coragem de ser tão arrogante em Nottingham City? Você deve estar com rancor porque a irmã Xiao Xiao te derrotou e te deixou envergonhado!
Xiao Chen Yu riu desdenhoso: — Claro, quem mais poderia ser tão presunçoso em Nottingham City? Use sua cabeça pequena e pense bem.
— Xiao Wu, calma — Tang San segurou a garota que tentava avançar, com voz firme e controlada. Ele olhou para Xiao Chen Yu, que parecia estar se divertindo com a cena, e mencionou o nome: — Foi o Salão das Almas que levou a irmã, certo?
Enquanto isso, na masmorra mais profunda da filial do Salão das Almas em Nottingham City, o ambiente apertado e escuro, o local e o cheiro eram familiares.
Xiao Ling Yi estava sentada quieta no canto, com os olhos fechados para repousar, sem se importar com o sistema — um bolinho que já estava ficando nervoso a ponto de soltar faíscas: — Hospedeiro! Você disse que tinha tudo sob controle! Por que de repente nos trancaram aqui? Eu te avisei para não mexer com aquela mulher, mas você não escutou! Agora estamos ferrados! Ela não vai nos matar, vai?
Quanto mais o sistema pensava, mais triste ficava, até começar a chorar alto, lamentando-se por lutar anos a fio para depois voltar ao ponto de partida, preso numa masmorra — era o fim.
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Xiao Ling Yi abriu os olhos com resignação e falou mentalmente: — Pare de chorar, você me irrita. Bibi Dong não vai me matar, e você também não vai morrer.
O sistema logo parou de chorar e voou até Xiao Ling Yi: — Por que não? Bibi Dong é uma grande vilã cruel, e você é discípula da pessoa que ela mais odeia. Ela certamente vai te matar, assim como tentou com Tang San!
— Ela tentou matar Tang San não por causa do Mestre, mas porque ele não podia servir aos seus propósitos — respondeu Xiao Ling Yi, olhando para a saída da masmorra. Se sua intuição estivesse certa, alguém logo chegaria.
— O Imperador quer vê-la — logo, um oficial do Salão das Almas vestido com um manto amarelo apareceu na masmorra, acompanhado por um inspetor de uniforme branco. Ambos aparentavam ter pouco mais de trinta anos, com semblantes sérios e poucas palavras. Após levar Xiao Ling Yi até a sala de reuniões do Salão, saíram sem dizer mais nada.
— Uau! Que majestoso e impressionante! E isso é só uma filial! — O sistema não escondia sua admiração enquanto observava.
A arquitetura do Salão das Almas era luxuosa e imponente, simbolizando status e poder incomparáveis; mesmo uma filial em uma cidade pequena era mais esplêndida que a residência do próprio senhor da cidade.
Enquanto o sistema explorava, o enorme arco de três metros da sala de reuniões se abriu, e uma voz suave soou do lado de fora: — Vocês ficam de guarda lá fora. Sem minha ordem, ninguém deve incomodar.
— Sim! — responderam.
Xiao Ling Yi olhou na direção da porta, que se abriu para revelar uma mulher.
Com beleza incomparável e um ar sagrado e elegante, vestia um longo manto preto com bordados dourados, usava uma coroa púrpura de nove curvas e segurava um cetro de cerca de dois metros cravejado de inúmeras joias — era Bibi Dong.
Ao entrar, Bibi Dong dirigiu seu olhar à garota sentada calmamente tomando chá, e sua expressão se tornou complexa: — Você é Xiao Ling Yi, certo?
A garota assentiu.
Bibi Dong continuou: — Sabe por que quero vê-la?
Xiao Ling Yi colocou a xícara de chá, encarando a mulher sem qualquer desvio ou medo: — Sei. Porque sou a discípula mais valorizada do Mestre e porque você quer que eu me junte ao Salão das Almas.
Um brilho de apreço surgiu nos olhos de Bibi Dong: — Menina, você é mais inteligente do que imaginei. E qual é sua resposta?
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— Vossa Alteza Império, onde está o Mestre agora? — Xiao Ling Yi não respondeu imediatamente, preferindo fazer outra pergunta.
Bibi Dong parecia ter simpatia pela garota e não se incomodou com a ausência de resposta ao seu convite, respondendo suavemente: — Ele está em um lugar seguro. Não quero que ele interrompa nossa conversa.
Xiao Ling Yi refletiu por um instante, depois decidiu ser direta: — Se eu recusar, Vossa Alteza não me deixará sair, certo?
A Imperatriz balançou a cabeça levemente: — Não creio que vá recusar. Afinal, ingressar no Salão das Almas só lhe trará benefícios e nenhuma desvantagem! — Ela olhou fixamente para a garota pensativa, seus olhos cheios de determinação.
Quando estava prestes a reforçar sua posição, uma voz masculina familiar a interrompeu: — Xiao Xiao não vai aceitar, Bibi Dong. Se tiver algo a tratar, fale comigo. Não pressione Xiao Xiao!
Bibi Dong se virou, surpresa ao ver o homem que falava, e seu rosto lentamente se encheu de rancor: — Yu Xiao Gang, você conseguiu romper a restrição do oficial de manto amarelo. Parece que aquela mulher, Liu Erlong, lhe deu bons presentes! Mas e daí que você saiu? Pode levar sua discípula? Você não conseguiu nem vencer o inspetor mais humilde do Salão das Almas!
— Bibi Dong, não abuse da força. Se insistir em ficar com Xiao Xiao, eu... — O Mestre foi ferido pelas palavras dela, sua voz tremia, embora tentasse manter a calma.
A mulher riu sarcasticamente, seu rosto perfeito expressando profundo desprezo: — E o que vai fazer? Cortar os laços comigo? Ou mandar sua querida irmã Liu Erlong me enfrentar? Que pena, juntos vocês não são páreo para mim!
Ao ouvir isso, o rosto do Mestre ficou pálido como um lençol: — Dong’er, você mudou...
— Eu não mudei! Foi você quem quebrou suas promessas repetidas vezes! Usou minha confiança! Disse que havia esquecido o passado, mas foi atrás daquela mulher! Prometeu não me desafiar, mas planejou mandar sua discípula para a escola dela! — Os olhos de Bibi Dong ficaram vermelhos, e a voz rouca denunciava cada palavra como uma acusação.
— Como você sabe disso? — A fachada rígida de Yu Xiao Gang finalmente se desfez, e ele olhou incrédulo para ela. Ele não havia contado isso a ninguém!
— Sim, como Bibi Dong sabe? — O sistema também estava perplexo. Segundo sua observação, naquele momento o Mestre ainda não havia contado a ninguém sobre seu plano de enviar a discípula para a Academia Shrek, nem ao diretor Flandre nem a Liu Erlong.
— Exato, se o Mestre não contou, como alguém saberia, a não ser que essa pessoa soubesse do futuro? — A garota olhou para os dois confrontando-se, um leve sorriso se formando nos lábios: — Então, essa delatora só pode ser eu. Foi eu quem, anonimamente, dois dias atrás, lhe enviei a mensagem. Por isso ela sabia.