Capítulo 15: Matar e Destruir a Alma, Ele Realmente é Mestre nisso!
“Como se renascida?” Jiang Lianghuan sorriu levemente. “Não sinto nada.”
Yu Wei sabia que, quando Jiang Lianghuan dizia não gostar de Gu Yi, certamente não era verdade.
Depois de dividirem a mesma cama, como seria possível não sentir absolutamente nada?
Infelizmente, apesar do destino, eles não eram feitos um para o outro; romper foi o melhor.
“Boba, há muitos homens bons neste mundo, não precisamos nos preocupar.”
“Como Chang Ming, por exemplo?” Jiang Lianghuan perguntou, com um sorriso nos olhos.
“Hahahaha, Chang Ming? Isso me faz rir. Se ele estivesse aqui hoje, certamente tentaria te convencer de que a maioria dos homens é só aparência e pouca utilidade. Nunca perca seu coração por um homem.”
Jiang Lianghuan bebeu de um gole profundo seu vinho amargo. “É, nunca perder o coração.”
“Principalmente por homens como Gu Yi.”
Yu Wei ficou em silêncio por alguns segundos, então percebeu que a tristeza de Jiang Lianghuan só podia ser causada por algo que Gu Yi fizera.
Começou a puxar o assunto: “O que houve com Gu Yi? Ele tem dinheiro e poder, o que pode acontecer?”
O rosto de Jiang Lianghuan ficou avermelhado, os olhos turvos. “Dinheiro dá liberdade para ser arrogante. Weiwei, você sabia que Gu Yi jogou o anel de noivado que me deu no meio do mato?”
“Ele tem dinheiro e é cruel!”
“Destrói corações! Ele é realmente bom nisso!”
Jiang Lianghuan riu de repente, depois bebeu outro gole grande.
Yu Wei, vendo aquilo, não conseguiu segurar as lágrimas, os olhos ficaram vermelhos. Gu Yi era mesmo um canalha!
Não era óbvio que ele estava dizendo a Jiang Lianghuan que o noivado deles era uma piada?
O orgulho de Jiang Lianghuan estava em pedaços, enquanto ele permanecia calmo, indiferente, como se nada tivesse a ver com ele.
“Boba!” Yu Wei sentiu o nariz arder, abraçou Jiang Lianghuan e percebeu seu corpo tremendo levemente, apertou-a com carinho. “Isso passou. Vamos ficar melhores no futuro.”
Oh, céus, uma menina tão boa como Jiang Lianghuan, como alguém poderia machucá-la assim?
Sua infância já fora difícil o bastante, o que ela fez para merecer isso? Será que alguém poderia tratá-la melhor daqui para frente?
Ela entendia que o que a magoava não era o fim do noivado com Gu Yi, mas a impotência que sentia dentro de si.
Depois de tantos anos, ela ainda era como uma máquina sem sentimentos, caminhando firme e decidida, sem nenhuma expectativa no coração. O que a sustentava eram Gu Feng e suas duas melhores amigas.
Segunda-feira.
Jiang Lianghuan chegou cedo à sede do Grupo Gu.
“Chegou tão cedo,” Chang Zhuo disse amigavelmente. “O diretor Gu está em reunião matinal, pode esperar um pouco.”
“Tudo bem.” Jiang Lianghuan tomou um gole de chá. “Qual é a minha tarefa hoje?”
Chang Zhuo tossiu levemente. “Espere, o diretor Gu vai orientar.”
Chang Zhuo também não sabia o que Gu Yi pretendia.
Depois de um tempo, Gu Yi entrou no escritório, vestido com terno e gravata, impondo autoridade naturalmente.
Seu olhar era distante, tom frio. “Repórter Jiang, já está aqui há um tempo, tem algo a dizer?”
“Estou à disposição para seguir suas ordens, diretor Gu.” Jiang Lianghuan respondeu com firmeza.
Ele sorriu, meio irônico. “Venha comigo.”
Gu Yi entrou no escritório do presidente e Jiang Lianghuan o seguiu.
No instante seguinte, Gu Yi passou o braço pela cintura dela e fechou a porta.
“O que está querendo fazer?” Jiang Lianghuan perguntou, confusa.
“Há muitos documentos confidenciais aqui, não podemos ter ouvintes.”
Jiang Lianghuan ficou sem palavras.
“Quer dizer, você acha que eu quero outra coisa?” Gu Yi sorriu com sarcasmo.
Jiang Lianghuan respondeu com voz calma: “Diretor Gu, vamos tratar do assunto sério.”
Ele tirou de uma gaveta uma pilha grossa de documentos. “Veja, estes são meus resultados dos últimos quinze dias.”
O Grupo Gu estava em plena ascensão, e Gu Yi era um estrategista excepcional.
“Hm.” Jiang Lianghuan folheou os papéis cuidadosamente.
Ela abaixou o olhar, trabalhando com seriedade, silenciosa e concentrada, de um jeito quase estranho, que fazia qualquer um hesitar em interrompê-la.
“Não precisa ser tão detalhista.” Gu Yi inclinou-se, encarando-a nos olhos. “Basta saber que tenho muito trabalho e ótimos resultados.”
“E na vida pessoal, diretor Gu?”
Jiang Lianghuan anotava os pontos importantes com uma caneta.
“Em que sentido?”
“Pode falar sobre tudo.” Ela piscou as longas pestanas.
Gu Yi respondeu seriamente: “Minha vida sexual anda ruim ultimamente.”
Jiang Lianghuan ficou muda.
Quem perguntou isso?
Ele levantou as sobrancelhas bonitas e acrescentou: “Além disso, não tenho dormido bem.”
Ela logo o interrompeu: “Quero ouvir coisas positivas. Este é o motivo de termos sido chamados para escrever a matéria, certo?”
O rosto de Gu Yi ficou mais sombrio. “Tantas exigências.”
“Não, por favor, diretor Gu, colabore. Só assim podemos trabalhar juntos e alcançar o resultado que deseja.”
Ele mexeu na gravata distraidamente, sorrindo levemente. “Tudo bem, não vou falar mais.”
Jiang Lianghuan ficou intrigada.
“Não precisa mais ir à emissora, venha trabalhar aqui comigo.” Gu Yi continuou. “Assim pode me observar e registrar minhas ações a qualquer momento. Isso ajuda?”
Jiang Lianghuan forçou um sorriso. “Está bem.”
Gu Yi abriu a porta e chamou Chang Zhuo.
“Segundo senhor, precisa de algo?” Chang Zhuo, que estava na porta, perguntou.
“Ouviu tudo, mas não admite?” Gu Yi falou friamente.
Jiang Lianghuan ficou surpresa ao perceber que Chang Zhuo estava ouvindo a conversa. Que fofoqueiro!
Chang Zhuo não conseguiu fingir mais e mandou seus homens trazerem uma mesa e uma cadeira. “Repórter Jiang, aqui é seu lugar.”
“Não vou usar.” Jiang Lianghuan recusou imediatamente.
Ela não queria passar o dia inteiro vigiando ele até o expediente acabar.
“Por favor, colabore com meu trabalho.” Chang Zhuo falou envergonhado, sem jeito.
Gu Yi falou com tom frio: “Repórter Jiang, esse trabalho foi pedido pelo seu chefe de equipe. Pode recusar se quiser.”
Pressioná-la assim era verdadeiramente sem vergonha.
Jiang Lianghuan sentou-se obediente. “Entendi.”
Chang Zhuo respirou aliviado e saiu rapidamente.
“Se precisar de algo, procure o Chang Zhuo, não me interrompa.” Gu Yi voltou a enterrar a cabeça no trabalho, sério e concentrado.
Jiang Lianghuan ficou muda.
Gu Yi era um viciado em trabalho.
Quando começava, parecia enlouquecido, trabalhando o dia inteiro, e odiava ser interrompido.
Ela ficou quieta ao lado, escrevendo a matéria, e não pôde deixar de pensar:
Ele é duro com os outros, mas duro consigo mesmo também!
Talvez seja essa a razão do Grupo Gu estar sempre no auge.
Só que, se ele está tão exausto e não dorme bem, não é por insônia, é porque não se dá tempo para dormir.
“Pode ir embora.” Gu Yi falou com voz fria.
Ele usava óculos de aro dourado, com um ar de homem sofisticado e sedutor, não é à toa que conquistava tantas jovens.
“Ainda tenho matéria para escrever.” Jiang Lianghuan respondeu sinceramente.
Lá fora, o trânsito movimentado contrastava com o silêncio do interior.
Eram dez horas da noite, a maioria dos funcionários já havia saído, mas o presidente ainda trabalhava até tarde.
Jiang Lianghuan, como uma pequena secretária ao lado dele, corria de um lado para o outro, ocupada.